     Reunio Sombria (Dark Reunion)
            Lisa Jane Smith

                       Para John e Marianne Vrabec, com amor.
              E agradecimentos a Julie - de novo - por me ajudar a escrever.


O Confronto Final... O ltimo Beijo Fatal

Elena
Agora ela se levanta dos mortos para recriar o poderoso trio de vampiros.

Stefan
Chamado por Elena, ele faz uma promessa a ela e luta o mal mais terrvel que ele j
enfrentou.

Damon
Juntando-se ao irmo que uma vez j chamara de inimigo, Damon batalha essa novo terror
com fora, esperteza e um charme mortal.




                                                                  CRDITOS:
                                                Comunidade Tradues de Livros:
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                                                                        Juliana Dias:
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                                                                     Fagner Colucci:
           http://www.power.com/nav/powerkut/Profile.aspx?uid=3703924152373392076
                                                                     Dulce e Messias:
          http://www.power.com/nav/powerkut/Profile.aspx?uid=17521390938013274327
Capitulo 1


-As coisas podem ser como eram antes  disse Caroline com fervor, estendendo o brao
para apertar a mo de Bonnie.
Mas no era certo. Nada poderia ser como antes de que Elena morresse. Nada. E Bonnie
tinha srias dvidas sobre aquela festa que Caroline tentava organizar. Uma vaga sensao
incomoda na boca do estmago lhe indicava que por algum motivo aquela era uma idia
muito, mas muito ruim.
-O aniversrio de Meredith j passou  disse.  Foi no sbado passado. Mas no teve uma
festa, no uma festa de verdade como esta. Temos a noite toda; meus pais no voltaro at
o domingo pela manh. Vamos, Bonnie. Pense s a surpresa que ela vai levar.
"Ah, sim, j sei que ela ir se surpreender", pensou Bonnie. "A surpresa ser tanta que
provavelmente me matar depois".
-Olha, Caroline, o motivo pelo qual Meredith no deu uma festa  que ainda no tem tanta
vontade de fazer festas. Parece... falta de respeito de certo modo...
-Mas isso  um equivoco. Elena queria que nos divertssemos, sei que queria. Ela adorava
festas. E odiaria nos ver aqui sentadas e chorando por ela seis meses depois de que ela nos
deixou.
Caroline se inclinou para frente, com seus olhos verdes normalmente felinos veementes e
persuasivos. No havia nenhum artifcio neles agora, nenhuma das costumeiras
manipulaes asquerosas de Caroline. Bonnie se dava conta de que o que ela dizia era
srio.
-Quero que voltemos a ser amigas como ramos antes  disse Caroline.  Sempre
comemoramos nossos aniversrios juntas, s ns quatro, lembra? E lembra que os garotos
sempre tentavam entrar nas nossas festas? Me pergunto se tentaro esse ano.
Bonnie sentiu que perdera o controle da situao. "Isso  uma m idia, isso  uma m
idia", pensou. Mas Caroline continuava falando, mostrando-se sonhadora e quase
romntica enquanto falava dos felizes velhos tempos, e Bonnie no tinha coragem de dizer
que os felizes velhos tempos estavam to mortos como a msica de discoteca.
-Mas agora nem sequer somos quatro. Trs no so uma grande festa  protestou
debilmente quando teve oportunidade de dizer algo.
-Vou convidar Sue Carson tambm. Meredith vai gostar, no ?
Bonnie teve que admitir que sim. Todos gostavam de Sue. Mas ainda assim, Caroline tinha
que compreender que as coisas no podiam ser como eram antes. Algum no podia
simplesmente substituir Elena por Sue Carson e dizer: Agora sim, est tudo resolvido.
"Mas, como explico isso para Caroline?", pensou Bonnie, e de improviso sups.
-Vamos convidar Vickie Bennet  disse.
Caroline a olhou atnita.
-Vickie Bennett? Deve estar brincando. Convidar essa louca que tirou a roupa na frente de
metade da escola? Depois de tudo que aconteceu?
-Exatamente devido a tudo que aconteceu  disse Bonnie com firmeza.  Olhe, sei que ela
nunca esteve em nosso grupo, mas ela no est com o grupo dos pirados; eles no a
querem, e ela est assustada com as mortes. Ele precisa de amigos. Ns precisamos de
pessoas. Vamos convid-la.
Por um momento, Caroline pareceu impotentemente frustrada. Bonnie levantou o queixo,
ps as mos na cintura e esperou. Finalmente, Caroline suspirou.
-Tudo bem. Vou convid-la. Mas voc tem que levar Meredith a minha casa no sbado 
noite. E Bonnie... se assegure de que ela no tem idia do que est acontecendo. Realmente
quero que isto seja uma surpresa.
-Ah, vai ser  disse ela, sombria.
No estava preparada para a repentina luz que apareceu no rosto de Caroline nem para a
impulsiva calidez de seu abrao.
-Fico muito feliz que esteja vendo as coisas como eu  disse Caroline.  E ser magnfico
para todas ns voltar a estar juntas.
"Voc no entende nada", se disse Bonnie, atordoada enquanto Caroline se afastava.
"Como fao para explicar? Dar um soco nela?"
E ento pensou: Cus, agora tenho que contar a Meredith.
Mas ao chegar no final do dia decidiu que talvez Meredith no precisasse que lhe
contassem. Caroline queria Meredith surpresa; bom, talvez Bonnie deveria entregar uma
Meredith surpresa. Desse modo, ao menos Meredith no teria que se preocupar por isso
antecipadamente. "Sim", concluiu Bonnie, "provavelmente o mais certo seria no contar
nada a Meredith".
"E quem sabe", escreveu em seu dirio a sexta  noite. "Talvez estou sendo muito dura com
Caroline. Talvez lamente de verdade todas as coisas que nos fez, como querer humilhar
Elena na frente de toda a cidade e tentar que acusassem Stefan por assassinato. Talvez
Caroline amadureceu desde ento e aprendeu a pensar em algum que no seja ela mesma.
Talvez ns iremos realmente nos divertir na festa".
"E talvez os extraterrestres me sequestrem antes de amanh pela tarde", pensou enquanto
fechava o dirio. S lhe restava a esperana.
O dirio era um caderno branco, barato da loja local com um desenho de flores pequenas na
capa. No tinha comeado a escrev-lo at que Elena morrera, mas ela j estava
ligeiramente viciada nele. Era o nico lugar onde podia dizer qualquer coisa que quisesse
sem que as pessoas se mostrassem escandalizadas e exclamassem: Bonnie McCullough! ou
Cus, Bonnie!
Ainda pensava em Elena quando apagou a luz e se ps embaixo dos lenis.


Estava sentada em uma exuberante erva muito cuidada que se estendia at onde alcanava
sua vista em todas direes. O cu era de um azul impecvel, o ar clido e perfumado. Os
pssaros cantavam.
-Fico muito feliz por ter vindo  disse Elena.
-Ah, sim  disse Bonnie.  Bom, naturalmente, eu tambm. Claro  voltou a olhar a seu
redor e ento rapidamente para Elena de novo.
-Mais ch?
Havia uma xcara de ch na mo de Bonnie, fina e frgil como porcelana.
-Sim... claro. Obrigada.
Elena estava com um vestido do sculo XVIII de musselina branca transparente que colava
nela, mostrando o quo magra era. Ela tomou o ch com preciso, sem derramar uma gota.
-Quer um rato?
-Um que?
-Digo, se voc quer sanduches com o seu ch.
-Ah. Um sanduche. Sim. Fantstico.
Era de pepino finamente cortado com maionese sobre um delicioso quadrado po branco.
Sem a casca.
Toda a cena era to cintilante e linda como uma pintura de Seurat. "Warm Springs", era
onde estvamos. "O velho lugar de piquenique", pensou Bonnie. "Mas sem dvida teremos
coisas muito mais importantes que discutir que o ch".
-Quem penteia seus cabelos estes dias?  perguntou, pois Elena nunca tinha sido capaz de
fazer por si mesma.
-Voc gosta?
Elena aproximou uma mo a sedosa massa dourado-plido que levava recolhida no
pescoo.
-Est perfeito  disse Bonnie, falando como sua me em um jantar de As Filhas da
Revoluo Americana.
-Bom, o cabelo  importante, voc sabe  disse Elena.
Os olhos brilhavam com um azul mais profundo que o do cu, um azul lpis-lazli. Bonnie
tocou nos prprios cabelos ondulados avermelhados, inconscientemente.
-E  claro, o sangue tambm  importante  disse Elena.
-Sangue? Ah... Sim, claro  disse Bonnie, atordoada. No tinha nem idia do que Elena
falava, e se sentia como se tivesse sobre uma corda frouxa por cima de jacars.
-Sim, o sangue  importante, eu sei  consentiu com a voz dbil.
-Outro sanduche?
-Obrigada.
Era de queijo com tomate. Elena escolheu um para ela e o mordeu com delicadeza. Bonnie
a observou sentindo que a inquietude aumentava em seu interior por momentos, e ento...
E ento viu o barro que derramava das bordas do sanduche.
O que... que  isso?
O horror tornou aguda sua voz. Pela primeira vez, o sonho parecia um sonho, e descobriu
que no podia se mover, que s podia falar entrecortadamente e olhar com olhos
desorbitados. Uma grossa goteira de algo marrom caiu do sanduche de Elena sobre o pano
de quadros. Era barro, sem dvida alguma.
-Elena... Elena, o que...?
-Ah, todos comemos isto aqui embaixo.
Elena sorriu com dentes manchados de marrom. S que a voz no era a de Elena; era feia e
distorcida e era a voz de um homem.
-Voc tambm vai.
O ar j no era clido e perfumado; era quente e tinha a doentia doura do odor de lixo em
decomposio. Havia fossas escuras na erva verde que na verdade no estava bem cuidada,
mas selvagem e cheia de erros. Aquilo no era Warm Springs. Estava no velho cemitrio.
Como podia no ter notado? S que as tumbas eram recentes.
-Outro sanduche?  ofereceu Elena e lanou uma risada obscena.
Bonnie abaixou o olhar para o sanduche meio comido que ela segurava e gritou.
Pendurado de um lado havia um fibroso rabo castanho. O lanou com todas suas foras
contra uma lpide onde chocou com um rudo brando. Ento se ps de p, a ponto de
vomitar, limpou os dedos freneticamente contra o jeans.
-Ainda no pode ir. Os outros logo chegaro.
- Outro rato?  disse Elena, e disparou uma risada obscena.
O rosto de Elena mudava; j tinha perdido os cabelos e a pele se tornava cinza e coreosa.
Coisas se moviam na bandeja de sanduches e nas fossas recm cavadas. Bonnie no queria
ver nenhuma delas; pensou que ficaria louca se olhasse.
-Voc no  Elena  gritou e correu.
O vento lanava os cabelos contra os olhos e no podia ver se sua perseguidora estava atrs
dela; podia senti-la bem atrs. "Alcance a ponte", pensou e ento se chocou contra algo.
-Tenho estado esperando por voc  disse a coisa que levava o vestido de Elena, a coisa
cinzenta e esqueltica com longos dentes retorcidos.  Me escute, Bonnie  a segurava com
terrvel fora.
-Voc no  Elena! Voc no  Elena!
-Me escute, Bonnie!
Era a voz de Elena. A autentica voz de Elena, no obscenamente divertida nem grossa nem
feia, mas sim urgente. Provinha de algum lugar atrs de Bonnie e varreu o sonho como um
vento frio e puro.
-Bonnie, me escute, rpido...
As coisas se fundiam. As mos ossudas sobre os braos de Bonnie, o cemitrio rastejante, o
ranoso ar quente. Por um momento, a voz de Elena soou ntida, mas intermitentemente
como uma chamada de longa distancia com uma conexo defeituosa.
-... Ele est distorcendo as coisas, as mudando. No sou to forte como ele... - Bonnie
perdeu algumas palavras. - ...Mas isto  importante. Voc tem que encontrar... agora
mesmo  a voz se desvanecia.
-Elena, no ouo voc! Elena!
-...Um feitio fcil, s dois ingredientes, os que j disse a voc...
-Elena!
Bonnie continuava gritando quando voltou de uma vez, muito tensa, na cama.
Capitulo 2


-E isso  tudo o que lembro  disse Bonnie quando ela e Meredith caminharam at a rua do
Girassol entre as filas de altas casas vitorianas.
-Mas, era definitivamente Elena?
-Sim, e estava tentando me dizer algo. Mas essa  a parte que no estava clara, mas era
importante, muito importante. O que voc acha?
-Sanduches de rato e tumbas abertas?  Meredith arqueou elegantemente uma sobrancelha.
 Acho que est conseguindo misturar Stephen King com Lewis Carroll.
Bonnie achou que ela tinha razo. Mas o sonho ainda a incomodava; a tinha incomodado o
dia todo, o bastante para ocupar sua mente desde cedo. Agora, quando ela e Meredith se
aproximavam da casa de Caroline, as antigas lembranas voltavam com a vingana.
"Realmente devia ter dito a Meredith sobre isto", disse a si, enquanto lanava um olhar a
garota mais alta. Simplesmente no devia permitir Meredith andar por a desprevenida...
Meredith procurava as janelas acendisas da Rainha Anne House com um suspiro.
-Voc realmente precisa desses brincos hoje a noite?
-Sim, preciso deles; sim, absolutamente  agora era tarde demais. Podia ter feito to bem
isso.  Voc vai amar quando os ver  acrescentou ela enquanto escutava a nota de
esperana e o desespero em sua prpria voz.
Meredith fez uma pausa e seus olhos escuros perspicazes investigaram o rosto de Bonnie
curiosamente. Ento bate una porta.
-Espero que Caroline no esteja em casa hoje a noite. Ns poderamos terminar atracadas
como l.
-Caroline fica em casa em um sbado a noite? No seja ridcula  Bonnie estava segurando
sua respirao por muito tempo; estava comeando a se sentir tonta. Seu riso tiritante saiu
quebrado e falso.  Isso  um conceito  continuou um pouco histrica quando Meredith
disse:
-Acho que no tem ningum em casa  e girou os calcanhares.
Possuda por um leve impulso louco, Bonnie emendou:
-Ti peguei...
*a palavra  fiddle, no est traduzido ao p da letra, mas acho q ela disse isso
Com a mo na maaneta da porta, Meredith se deteve e virou para olh-la.
-Bonnie  disse quietamente  tem estado inalando oznio?
-No  sem entusiasmo, Bonnie agarrou o brao de Meredith e buscou seus olhos
urgentemente. A porta estaca se abrindo s.  Ah, Deus, Meredith, por favor no me mate...
-Surpresa!  gritaram trs vozes.
-Sorria  Bonnie sussurrou, e empurrando o corpo repentinamente resistente de sua amiga
atravs da porta at a sala iluminada cheia de rudos e chuva de confetes. Disse ferozmente
com os dentes apertados.  Me mate depois, eu mereo, mas agora sorria.
Havia bales do tipo mais caro, Mylar, e uma montanha de presentes de frente para a mesa
de caf. Inclusive um arranjo de flores, que Bonnie notara que parecia com as orqudeas do
leno de pescoo de Caroline. Era um Hermes seda com o plano de videiras e folhas.
"Aposto que acabar levando uma dessas orqudeas em seu cabelo", pensou Bonnie.
Os olhos azuis de Sue Carson estavam um pouco ansiosos, e seu sorriso vacilante.
-Espero que voc no tenha planos para esta noite, Meredith  disse.
-Nada que no possa quebrar com um p de cabra  respondeu Meredith. Mas ela sorriu e
Bonnie estava relaxada. Sue tinha sido a Princesa do Regresso na corte de Elena, junto a
Bonnie, Meredith e Caroline. Ela era a nica garota na escola, alm de Bonnie e Meredith
que apoiaram Elena quando todos os outros tinha virado as costas a ela. No enterro de
Elena, ela dissera que Elena sempre seria a nica rainha de Robert E. Lee, e tinha cedido
sua prpria nomeao para Rainha da Neve em memria de Elena. Ningum podia odiar
Sue. "O pior j tinha acabado", pensava Bonnie.
-Quero uma foto nossa no sof  disse Caroline enquanto se posicionava atrs do arranjo de
flores.  Vickie, pegue, quer?
Vickie Bennett tinha estado de p e em silncio, sem ser notada. Disse:
-Ah, claro  e nervosamente ajeitou o cabelo castanho longo e leve para afast-lo de seus
olhos quando pegou a cmera.
"Como se fosse uma amvel servente", pensou Bonnie, e ento o flash a deslumbrou.
Com a foto impressa Sue e Caroline riram e falaram sobre a cortesia seca de Meredith.
Bonnie notou algo mais. Era uma foto boa; Caroline olhou atordoada seu cabelo castanho
avermelhado e brilhante e o verde plido das orqudeas diante dela. E Meredith, com um
olhar resignado, irnico e obscuramente bonito, e uma cabea mais abaixo que as outras,
estava ela, com seus cachos vermelhos despenteados e uma expresso tmida no rosto. Mas
a coisa estranha era a figura ao lado dela no sof. Era Sue, claro que era Sue, mas por um
momento o cabelo loiro e os olhos azuis pareciam pertencer a algum mais. Olhando-a
urgentemente, a ponto de dizer algo importante. Bonnie franziu o cenho para a fotografia
enquanto pestanejava rapidamente. A imagem nadou na frente dela, e um calafrio
inquietante percorreu suas costas.
No, s era Sue na foto. Ela deve ter ficado louca durante um minuto, ou algo aceitou o
desejo de Caroline.
-Todas juntas outra vez.
-Eu vou tirar  disse ela enquanto saltava.  Senta, Vickie, se ajeite. No, mais longe,
longe... ali!  Todos os movimentos de Vickie eram rpidos e leves e nervosos.
Quando o flash se foi, se comportou como um animal assustado pronto para fugir.
Caroline deu uma olhada na foto, se levantou e se dirigiu at a cozinha.
-Estamos fazendo um substituto de bolo  disse.  Estou fazendo minha prpria verso de
Morte por Chocolate. Venha, vocs tem que me ajudar a fungir o doce de chocolate.
Sue a seguiu, e depois de uma pausa incerta, Vickie tambm.
Os ltimos rastros da expresso agradvel de Meredith se evaporaram e ela se virou para
Bonnie.
-Devia ter me dito.
-Eu sei  Bonnie abaixou sua cabea docilmente por um minuto. Ento sorriu abertamente.
 Mas a no teria vindo e ns no estaramos tendo a Morte por Chocolate.
-E isso faz que tudo vala a pena?
-Bem, ajuda  disse Bonnie, com um ar razovel.  E realmente, no  ruim. Caroline est
tentando ser agradvel,e  bom para Vickie sair ao menos uma vez da casa...
-No parece lhe agradar nem que seja bom para ela  disse Meredith bruscamente.  Parece
que vai ter um ataque cardaco.
-Bem,  provvel que simplesmente esteja nervosa  na opinio de Bonnie, Vickie tinha
razo para estar nervosa. Tinha passado quase todo o outono anterior catatnica, sem ser
dona de sua vontade, j que sua mente era manejada por um poder que ela no entendia.
Ningum esperava que sasse do transe to rpido.
Meredith tinha o olhar frio.
-Pelo menos  Bonnie disse consoladoramente -, no  seu verdadeiro aniversrio.
Meredith pegou a cmera e negou com a cabea. Ainda com o olhar frio olhou para suas
mos e disse:
-Mas .
-O que?  Bonnie a olhou fixamente e ento perguntou estremecida.- O que disse?
-Eu disse que  meu aniversrio de verdade. A me de Caroline deve ter dito a ela; ela e
minha me so amigas h muito tempo.
-Meredith, do que est falando? Seu aniversrio foi na semana passada, 30 de maio.
-No, no era.  hoje, 6 de junho.  verdade; est em minha carteira de motorista e tudo.
Meus pais comearam comemorando uma semana antes porque 6 de junho tambm era
perturbador para eles. Era o dia que meu av foi atacado e ficou louco  como Bonnie abriu
a boca, incapaz de falar, serenamente continuou.  Ele tentou matar minha av, voc sabe.
Tambm tentou me matar  Meredith ps a cmera cuidadosamente no centro exato da
mesa de cad.  Devemos entrar na cozinha  disse quietamente.  Sinto cheiro de
chocolate.
Bonnie ainda estava paralisada, mas sua mente estava comeando a trabalhar de novo.
Vagamente, lembrou que Meredith falava sobre isso antes, mas no lhe havia dito toda a
verdade antes. E no tinha dito quando tudo tinha passado.
-Atacar, quer dizer como Vickie foi atacada  Bonnie conseguiu dizer. No podia dizer
sobre o mundo dos vampiros, mas soube que Meredith a havia entendido.
-Como atacaram Vickie  confirmou Meredith.  Venha  continuou, mas quietamente. 
Elas esto esperando por ns. No quis perturbar voc.
Meredith no quer que eu fique perturbada, ento eu no vou ficar perturbada, pensou
Bonnie, o doce de chocolate quente jogado em cima do bolo de chocolate e sorvete de
chocolate. Mesmo tendo sido amigas desde pequenas e ela nunca me disse esse segredo
antes.
Por um momento sua pele se esfriou e as palavras vieram flutuando fora das escuras
esquinas de sua mente. Ningum  o que parece. Tinha sido advertida ano passado pela voz
de Honoria Fell que falava atravs dela, e a profecia acabara sendo o Outro Poder e uma
experincia horrvel. O que no tinha acabado ainda?
Ento Bonnie agitou sua cabea de forma determinada. No podia pensar naquilo agora;
tinha que pensar sobre a festa. E me assegurarei que ser uma boa festa e que todas ns
fiquemos bem de algum modo, pensou.
Era estranho, mas no difcil. Meredith e Vickie no falavam muito no comeo, mas
Bonnie foi gentil com Vickie, e Meredith no pde resistir ao monte de presentes
brilhantemente embalados na mesa. Quando abriu o ltimo todas falavam e riam. O humor
de trgua e tolerncia continuou quando passaram para o quarto de Caroline para examinar
as roupas e CDs e lbuns de fotografias. Perto da meia-noite se deitaram para dormir nas
bolsas, e ainda conversavam.
-O que est acontecendo com Alaric esses dias?  Sue perguntou a Meredith.
Alaric Saltzman era namorado de Meredith. Um estudante graduado da Universidade Duke
que se especializou na parapsicologia e o tinham levado a Fells Church ano passado
quando os ataques de vampiro comearam. Mesmo tendo iniciado como inimigo, terminou
como um aliado e amigo.
-Ele est na Rssia  disse Meredith.  A Perestrica, sabe? Est l investigando o que
estavam acontecendo com os psquicos durante a Guerra Fria.
-Quando volta?  perguntou Caroline.
Era uma pergunta que Bonnie teria gostado de perguntar para Meredith. Porque Alaric tinha
quase quatro anos a mais, Meredith tinha lhe dito que esperariam at depois da graduao
para falar sobre seu futuro. Mas agora Meredith fazia dezoito anos, lembrou-se Bonnie, e a
graduao ser em duas semanas. O que ir acontecer depois disso?
-No decidi  disse Meredith.  Alaric quer que eu v para Duke e eu fui aceita l, mas no
estou certa. Tenho que pensar.
Bonnie estava feliz. Queria que Meredith fosse para a Universidade Boone Junior com ela,
e no que fosse se casar ou mesmo se comprometer. Era bobo decidir isso sendo to jovem.
A prpria Bonnie estava contente nesse campo de conhecimento com um garoto ou outro.
Conseguiu relacionamentos sem dificuldades e os superou facilmente.
-At agora nunca vi um que permanecesse fiel  disse ela agora.
Todas a olhamos rapidamente. O queixo de Sue estava descansando em seus pulsos quando
perguntou:
-Nem mesmo Stefan?
Bonnie devia ter sabido. Com a nica luz da lmpada do lado da cama escura e o nico
rudo era o sussurro des novas folhas nos salgueiros chores que estavam do lado de fora,
era inevitvel que a conversa no se voltasse a Stefan... e a Elena.
Stefan Salvatore e Elena Gilbert j eram um tipo de lenda na cidade, como Romeu e Julieta.
Quando Stefan tinha vindo para Fells Church, cada garota o queria. E Elena, a garota mais
bonita, mais popular, mais inacessvel da escola, o queria tambm. S depois de que o tinha
conseguido, compreendeu o perigo. Stefan no era o que parecia, ele tinha um segredo mais
sombrio que se podia supor. E tinha um irmo, Damon, ainda mais misterioso e perigoso
que ele. Elena tinha se envolvido com os dois irmos enquanto amava Stefan se sentia
irresistivelmente atrada pela rusticidade de Damon. No fim morreu para salva-los, e para
redimir seu amor.
-Talvez Stefan... se voc  Elena  murmurou Bonnie enquanto fazia o ponto. A atmosfera
tinha mudado. Foi quieta no momento, um pouco triste, simplesmente correto para
confidencias tarde da noite.
-Ainda no posso acreditar que ela se foi  disse Sue quietamente enquanto agitava sua
cabea e fechava seus olhos.  Tinha mais vida que as outras pessoas.
-Sua chama era a mais luminosa  disse Meredith enquanto olhava fixamente as figuras no
teto emitidas pela lmpada cor-de-rosa e dourado. Sua voz era suave, mas intensa e pareceu
a Bonnie que essas palavras descreveram bem Elena, algo que ela vida escutou.
-Houve tempos que eu a odiei, mas nunca pde ignor-la  disse Caroline, seus olhos
verdes se estreitaram ante a memria.  No era algum que se podia ignorar.
-Uma coisa que aprendi com sua morte  disse Sue   que pode acontecer com qualquer
uma de ns. No podemos perder tempo na vida porque nunca sabemos quanto tempo
temos.
-Podia ser sessenta anos ou sessenta minutos  Vickie concordou em voz baixa.  Qualquer
uma de ns podia ter morrido naquela noite.
Bonnie se remexeu perturbada. Mas antes de que pudesse dizer algo, Sue repetiu:
-Ainda no posso acreditar que ela realmente se foi. As vezes sinto que est em algum lugar
por perto.
-Ah, tambm sinto isso  disse Bonnie, distrada. Uma imagem de Warm Springs lhe veio a
mente, e por um momento parecia mais vvido que o quarto escuro de Caroline.
-Ontem a noite sonhei com ela, e realmente tinha a sensao de que era ela e que estava
tentando me dizer algo. Ainda tenho essa sensao  disse a Meredith.
As outras a olharam fixamente e em silncio. H algum tempo, todas teriam rido se Bonnie
falasse sobre algo sobrenatural relacionado a qualquer coisa, mas no agora. Seus poderes
psquicos eram indiscutveis, imponentes, e um pouco assustadores.
- verdade?  perguntou Vickie.
-Voc acha que ela estava tentando dizer algo?  perguntou Sue.
-No sei. No fim estava tentando manter contato comigo, mas era difcil, e no pde.
Houve outro silncio. Por fim Sue disse vacilantemente, com a voz mais fraca:
-Acha... acha que pode v-la?
Era o que todas elas estavam se perguntando. Bonnie olhou para Meredith. Antes, Meredith
tinha se desfazido do sonho, mas agora encontrou os olhos srios de Bonnie.
-No sei  disse Bonnie pausadamente.  As vises do pesadelo continuaram rodopiando ao
redor dela.  Por segurana, no quero entrar em uma catalepsia e me abrir ao resto ou a
qualquer coisa que possa estar a fora.
-Essa  a nica maneira de se comunicar com as pessoas mortas? O que acha sobre uma
tbua Ouija ou algo assim?  perguntou Sue.
-Meus pais tem uma tbua Ouija  disse Caroline entusiasmada. De repente se quebrou o
silncio e o humor discreto enquanto uma tenso indefinvel encheu o ar. Todas se
sentaram mais retas e se olharam, especulando. Inclusive Vickie parecia intrigada em cima
de sua bolsa de dormir.
-Funcionaria?  Meredith perguntou a Bonnie.
-Deveramos?  perguntou Sue em voz alta.
-Nos atreveramos?  a pergunta certa  disse Meredith. Mais uma vez Bonnie viu que
todas a olhavam. Duvidou um momento e, no fim, se encolheu de ombros. A excitao
estava revirando seu estmago.
-Por que no?  disse ela.  O que vamos perder?
Caroline olhou para Vickie.
-Vickie, tem um armrio no fundo das escadas. A tbua Ouija deve estar l, em cima da
estante com um tabuleiro de outros jogos.
Ela nem sequer disse no.
-Por favor, pode pega-lo?  Bonnie franziu o cenho e notou a voz oca, mas Vickie j estava
porta a fora.
-Poderia ser um pouco mais educada  Bonnie disse a Caroline.  Isso d a impresso de
madrasta da Cinderela.
-Ah, vamos, Bonnie  disse Caroline com impacincia.  Ela tem sorte de ser sido
convidada. E voc sabe.
-E pensei que ela simplesmente tinha superado por nosso esplendor  disse Meredith
secamente.
-E alm do mais...  Bonnie comeou quando foi interrompida. O rudo era fraco e
barulhento e caiu fracamente no final, mas no tinha nenhum erro. Era um grito. Se seguiu
o silncio e ento subitamente o estrondo de gritos penetrantes.
Em um instante as garotas se puseram de p e saram do quarto. Ento foram para o
vestbulo e desceram as escadas.
-Vickie!  com suas pernas longas, Meredith foi a primeira a alcanar o fundo. Vickie
estava de p diante do armrio com os braos estendidos como se protegesse seu rosto.
Agarrou Meredith enquanto ainda continuava gritando.
-Vickie, o que aconteceu?  exigiu Caroline parecendo mais chateada que assustada.
-As caixas estavam espalhadas pelo cho e marcadores de Monoplio e cartes de Trivials
Pursuit estavam por todos os lados.
-O que foi o grito?
-Me agarrou! Eu estava alcanando acima da estante e algo me agarrou pela cintura!
-Pelas costas?
-No! Dentro do armrio.
Sobressaltada, Bonnie olhava dentro do armrio aberto. Os casacos invernais se mantinham
em seu lugar, a capa impermevel e alguns casacos estavam no cho. Se desfazendo
suavemente de Vickie, Meredith pegou o guarda-chuvas e comeou a mexer nos casacos.
-Ah, no faa isso...  disse Bonnie involuntariamente, mas o guarda-chuva s encontrou a
resistncia da tela. Meredith o usou para empurrar os casacos para o lado e revelar a parede
do armrio.
-Viu? No h ningum a  disse rapidamente.  O que tem so estas mangas de casacos. Se
voc se aproximar demais, aposto que pode sentir como se algum passasse os braos ao
seu redor.
Vickie caminhou para frente fazendo balanar no ar uma manga de casaco da estante. Ps o
rosto entre suas mos, o cabelo de seda longo o cobriu. Por um horrvel momento, Bonnie
pensou que estava chorando, mas ento ouviu risadinhas.
-Ah, Deus! Eu realmente pensei... ah, sou to boba! Eu o limparei  disse Vickie.
-Depois  disse Meredith firmemente.  Vamos para a sala.
Bonnie deu uma ltima olhada para o armrio quando elas saram.
Quando todas se reuniram ao redor da mesa do caf com vrias luzes apagadas, para o
efeito, Bonnie ps seus dedos levemente no indicador pequeno de plstico. Ela nunca tinha
usado Ouija, mas soube como fazer. O indicador se moveu apontando para letras e
expressando uma mensagem; se os espritos quisessem falar, assim seria.
-Todas ns temos que estar tocando  disse ela, e ento viu como as garotas obedeciam. Os
dedos de Meredith eram longos e finos, Sue com unhas finas e ovaladas. As unhas de
Caroline estavam pintadas na cor cobre brilhante. A de Vickie estava roda.
-Agora fechamos nossos olhos e nos concentremos  disse Bonnie suavemente. Havia
assobios de antecipao e as garotas obedeciam; a atmosfera era a certa.
-Pensem em Elena. A imaginem. Se ela estiver a fora, ns queremos desenh-la aqui.
A sala estava em silncio. No fundo escuro, com os olhos fechados, Bonnie viu o ouro
plido dos cabelos e os olhos azuis lpis-lazli.
-Vamos, Elena  sussurrou.  Fale comigo.
O indicador comeou a se mover.
Nenhuma delas podia estar movendo-o; todas aplicavam uma presso de diferentes pontos.
Mas o triangulo pequeno de plstico estava deslizando facilmente, confiadoramente.
Bonnie manteve os olhos fechados at quando se deteve e ento olhou. O indicador
apontava a palavra "sim".
Vickie fez algo como um soluo suave.
Bonnie olhava para as outras. Caroline tinha olhos rpidos, verdes e respirava
pausadamente. Sue, era nica entre elas que ainda tinha seus olhos totalmente fechados.
Meredith parecia plida.
Esperaram que ela soubesse o que fazer.
-Continuem com a concentrao  disse Bonnie a elas. Se sentia irreal e um pouco tonta ao
se dirigir diretamente ao vazio. Mas ela era a expert; tinha que fazer alguma coisa.
- Elena?  perguntou.
O indicador fez um leve circulo e voltou ao "sim".
De repente o corao de Bonnie comeava a bater e teve medo de mexer os dedos. O
plstico debaixo das pontas dos dedos estava diferente, quase eletrocutado, como se alguma
energia sobre natural estivesse fluindo atravs dele. J no se sentia tonta. As lgrimas
vieram aos seus olhos e podia ver os olhos de Meredith que tambm estavam brilhando.
Meredith acenou com a cabea.
-Como podemos ter certeza?  disse Caroline, ruidosamente e supeitosamente. "Caroline
no sente", compreendeu Bonnie; no se d conta de nada que fao. Psiquicamente falando,
ela no tem energia.
O indicador estava se movendo de novo, as letras agora, to rapidamente que Meredith
tinha apenas tempo para digitar a mensagem. At mesmo a pontuao estava correta.

CAROLINE NO SEJA TO IDIOTA, disse. VOCS TEM SORTE DE ESTAREM
FALANDO COMIGO.

-Essa  Elena, tudo bem  disse Meredith secamente.
-Isso se parece com ela, mas...
-Ah, silncio, Caroline  disse Bonnie.  Elena, eu estou to feliz...  sua garganta se
fechou como com chave e tentou de novo.

BONNIE NO H TEMPO DE CHORAMINGOS E VAMOS LOGO AO QUE
INTERESSA.

E isso tambm era Elena. Bonnie respirou e continuou.
-Eu tive um sonho com voc esta noite.

CH

-Sim  o corao de Bonnie estava fazendo o rudo mais surdo e rpido que em toda a sua
vida.  Eu quis falar com voc, mas as coisas ficaram estranhas e ento ns perdemos o
contato.

BONNIE, NO ENTRE EM TRANSE, NO ENTRE EM TRANSE, NO ENTRE EM
TRANSE.

-Tudo bem  isso respondeu sua pergunta, e ela a relevou para ouvir.

INFLUENCIAS CORRUPTORAS DISTORCEM NOSSA COMUNICAO H
COISAS RUINS MUITO RUINS VINDO POR A

-Como o que?  Bonnie se colocou mais prxima da tbua.  Como o que?

NO H TEMPO!

Os indicadores pareciam acrescentar o ponto de exclamao. Estava dando voltas violentas
de letra a letra como se Elena mal pudesse conter sua impacincia.

ELES ESTO OCUPADOS ENTO EU POSSO FALAR AGORA MAS NO H
MUITO TEMPO ESCUTEM QUANDO NS PARARMOS VO PARA FORA DA
CASA RPIDO VOCS ESTO CORRENDO PERIGO

-Perigo?  repetiu Vickie parecendo como se fosse salta da cadeira e correr.

ESPEREM ESCUTEM PRIMEIRO A CIDADE TODA EST EM PERIGO

-O que fazemos  disse Meredith no instante.

VOCS PRECISAM AJUD-LOS FORA DE SUA LIGA INACREDITAVELMENTE
FORTE AGORA ESCUTEM E SIGAM AS INSTRUES VOCS TEM QUE FAZER
UM FEITIO E O PRIMEIRO INGREDIENTE  H...

Sem notar, o indicador deu outras voltas das letras e voaram ao redor da borda ferozmente.
Apontou o quadro estilizado da lua ento para o sol ento para Parkers Brothers, Inc.
-Elena.
O indicador mexeu atrs das letras.

OUTRO RATO OUTRO RATO OUTRO RATO

-O que est acontecendo  Sue choramingou, olhando extensamente agora.
Bonnie estava assustada. O indicador estava pulsando com a energia, uma escurido e feia
energia como se fervesse alcatro negro em seus dedos. Mas ela tambm podia sentir o fio
de prata tremeluzente que era a presena de Elena lutando.
-No a deixem ir!  ela chorou desesperadamente.  No a soltem!

RATOPODEMATARVOCE, a tbua divagou para fora. SANGUE SANGUE SANGUE. E
ento... BONNIE FORA DA CORRA CORRA CORRA CORRA CORRA.

O indicador deu voltas furiosas, formigando abaixo dos dedos de Bonnie e mais alm de
seu alcance, voou pela tbua e atravs do ar como se algum o tivesse tirado. Vickie gritou.
Meredith j estava de p.
E ento todas as luzes se apagaram enquanto a casa se mergulhou na escurido.
Capitulo 3


Os gritos de Vickie saram do controle. Bonnie podia sentir o pnico que subia em seu
peito.
-Vickie, segure ela! Vamos, temos que sair daqui!  Meredith estava gritando para ser
ouvida.  A casa  sua, Caroline. Segurem nas mos uma das outras e voc nos leva at a
porta da frente.
-Ok  disse Caroline. Ela no parecia to assustada como todas as outras. Essa era a
vantagem de no ter imaginao, pensou Bonnie. No consegue imaginar as coisas terrveis
que podem acontecer.
Se sentia bem com a mo estreita e fria de Meredith que se unia a sua. Ela pegou de mal
jeito do outro lado e Caroline a sujeitava, sentindo a dureza de suas unhas longas.
No conseguia ver nada. Seus olhos deveriam est acostumando-se com a escurido mas
ainda no viam nada nem mesmo vislumbrar luz, se assustou com a forma em que Caroline
comeou a lev-las. No tinha ningum atravs das janelas da rua; o poder parecia est do
lado de fora por todas as partes. Caroline amaldioou enquanto esbarrava com alguma parte
de um mvel, e Bonnie tropeou contra ela.
Vickie estava choramingando suavemente atrs.
-Aguente  sussurrou Sue.  Aguente, Vickie, ns vamos fazer isso.
Avanaram lentamente, o progresso foi lento na escurido. Ento Bonnie sentiu os azulejos
embaixo dos ps.
-Este  o hall da frente  disse Caroline.  Fiquem aqui um momento para que eu encontre a
porta.
Seus dedos se soltaram dos de Bonnie.
-Caroline! No v, onde est? Caroline, me d sua mo!  Bonnie choramingou enquanto
procurava freneticamente como uma pessoa cega.
Fora da escurido algo grande e mido a segurou ao redor de seus dedos. Era uma mo.
No era Caroline.
Bonnie gritou.
Vickie a sujeitou imediatamente enquanto ela gritava ferozmente. A mo quente e mida
arrastava Bonnie para frente. Deu pontaps, se esforou, mas deu no mesmo. Ento sentiu
os braos de Meredith ao redor de sua cintura, ambos os braos, a puxando para trs. Sua
mo se livrou da grande.
E ento estava voltando e correndo, simplesmente em movimento, s vendo fracamente
Meredith ao seu lado. No era consciente de que ainda estava gritando at que o esbarro
com uma grande cadeira deteve seu progresso, e se ouviu gritar.
-Silncio! Bonnie, pare, silncio!  Meredith estava agitando-a. Elas tinham escorregado da
cadeira ao cho.
-Algo me segurava! Algo me agarrou, Meredith!
-Eu sei. Fique quieta! Ainda est ao redor  disse Meredith. Bonnie escondeu seu rosto no
ombro de Meredith para impedir que gritasse de novo. Isso estava ali na sala com elas?
Passaram segundos e o silncio se reuniu ao redor delas. No importa como Bonnie cansou
seus ouvidos, no podia ouvir nenhum legtimo som exceto sua prpria respirao e o rudo
surdo das batidas de seu corao.
-Escutem! Temos que encontrar a porta dos fundos. Devemos estar na sala agora. Isso
significa que a cozinha est atrs de ns. Temos que chegar l  disse Meredith em voz
baixa.
Bonnie comeou a assentir miseravelmente ento abruptamente levantou sua cabea.
-Onde est Vickie  sussurrou roucamente.
-No sei. Segurava sua mo, mas a deixei para sair da coisa. Conseguir me movimentar 
Bonnie parou.  Mas por que no est gritando?
Um tremor passou por Meredith.
-No sei.
-Oh, Deus. Oh, Deus. No podemos deix-las, Meredith.
-Temos.
-No podemos. Meredith, eu fiz com que Caroline a convidasse. Ela no estaria aqui se no
fosse por mim. Teremos que encontr-la.
Houve uma pausa, e ento Meredith murmurou:
-Tudo bem! Mas voc escolhe os momentos mais estranhos para se mostrar nobre, Bonnie.
Uma porta se fechou em um golpe, causando-lhes reflexos para saltar. Ento tinham
esbarrado os ps nas escadas, pensou Bonnie. E brevemente, uma voz se escutou.
-Vickie, onde est? No Vickie! No!
-Essa era Sue  Bonnie abriu a boca, e pulou.  Vem de cima!
-Por que no temos uma lanterna?  Meredith estava se enraivando.
Bonnie soube o que ela quis dizer. Estava muito escuro para sair correndo cegamente pela
casa; era muito aterrorizante. Havia um pnico primitivo que martelava em seu crebro.
Precisava de luz, qualquer luz.
No podia ir tropeando de novo nessa escurido, exposta por todos os lados. No podia.
Entretanto, ela deu um passo inseguro da cadeira.
-Vamos  ofegou, e Meredith foi com ela, passo a passo, na escurido.
Bonnie continuou esperando que essa mo mida e quente a alcanasse e agarrasse sua mo
de novo. Cada polegada de sua pele tremia de antecipao pelo seu toque, e sobre toda sua
mo que estava estendida para sentir o corrimo.
Ento cometeu o erro de lembrar o sonho.
No instante, o doce odor doente de lixo a afligiu. Imaginou as coisas se arrastando para fora
da terra e ento lembrou do rosto de Elena, cinza e sem cabelo, com os lbios enrugados
para trs, sorrindo abertamente mostrando os dentes. A situao dependia dela...
No posso ir mais longe; no posso, no posso, pensou. Sinto por Vickie, mas no posso
continuar. Por favor, simplesmente me deixe ficar aqui.
Estava se agarrou em Meredith, quase chorando. Ento de cima veio o som mais horrendo
que ela j tinha ouvido.
Era realmente uma srie inteira de sons, mas todos vieram to ntimos, misturados a um
crescimento horrvel de rudos. Primeiro estava gritando, a voz de Sue gritava: "Vickie!
Vickie! No!" Ento uma queda ressonante, o som de vidro se estatelando, em seguida
como se cem janelas estivessem se rompendo. E ento um grito, em uma nota de puro e
estranho horror.
Ento tudo parou.
-O que foi? O que aconteceu, Meredith?
-Algo ruim  a voz de Meredith estava tensa e afogada.  Algo muito ruim. Bonnie, me
deixe ir. Eu vou ver.
-No s, voc no vai s  disse Bonnie furiosamente.
Encontraram as escadas e o seu corrimo. Quando chegaram a alcanar, Bonnie podia ouvir
um estranho som doente, o tilintar de vidro e seus fragmentos caindo.
E ento as luzes continuaram.
Era muito sbito; Bonnie gritou involuntariamente. Olhou para Meredith e quase gritou de
novo. O cabelo escuro de Meredith estava desgrenhado e suas mas do rosto muito
marcadas; seu rosto estava plido e oca de medo.
Tilintou, tilintou.
Era pior com as luzes acesas. Meredith estava caminhando at a ltima porta abaixo do hall
onde o rudo estava vindo. Bonnie a seguiu, mas soube de repente, com todo seu corao,
que no queria ver o que tinha dentro do quarto.
Meredith empurrou a porta e a abriu. Parou durante um minuto e ento a abriu rapidamente.
Bonnie a seguiu at a porta.
-Oh, meu Deus, no se aproxime mais!
Bonnie nem sequer fez uma pausa. Despencou na porta e ento olhou o pedao. A primeira
vista parecia como se o lado inteiro da casa tivesse se destrudo. As janelas francesas que se
ligavam ao quarto principal e a varanda pareciam ter explodido, a madeira farpeada, o vidro
estilhaado. Os pedaos pequenos de vidro estavam caindo por ali precariamente dos
remanescentes pedaos de madeira. Tilintaram e caram.
As cortinas transparentes e brancas ondulavam para fora do orifcio aberto na casa. Na
frente delas, na silhueta, Bonnie podia ver Vickie. Estava de p com as mos para os lados,
to imvel como um bloco de pedra.
-Vickie,  voc?  Bonnie perguntou, era doloroso v-la viva assim.  Vickie?
Vickie no virou, no respondeu. Bonnie manobrou cautelosamente ela, e parou ao ver seu
rosto. Vickie estava reta, suas pupilas pareciam as pontas de um alfinete. Estava respirando
cortadamente, e seu peito se movia com esforo.
-Sou a prxima. Disse que sou a prxima  sussurrou uma e outra vez, mas no parecia
estar falando com Bonnie. No parecia nem mesmo ver Bonnie.
Estremecendo-se, Bonnie olhou para longe. Meredith estava na varanda. Viu Bonnie
alcanar as cortinas e tentou bloque-la.
-No olhe. No olhe para baixo  disse.
Para baixo onde? De repente Bonnie entendeu. Empurrou Meredith ao passar por baixo de
seu brao para parar no limite do atordoamento. A varandinha estava to destruda quanto
as janelas francesas e Bonnie podia ver debaixo da linha reta do ptio claro. Na terra havia
uma figura retorcida como uma boneca quebrada, os membros oblquos, o pescoo dobrado
em um ngulo grotesco, o cabelo loiro estendido pela terra escura do jardim. Era Sue
Carson.
E ao longo de toda a confuso que assolava, dos pensamentos que continuaram rivalizando
para dominar a mente de Bonnie. Um era que Caroline nunca mais teria o quarteto. E o
outro era que no era justo que acontecesse isso no aniversrio de Meredith. No era justo.


-Sinto muito, Meredith. No acredito que ela volte agora.
Bonnie ouviu a voz de seu pai na porta dianteira quando virou o acar, indiferentemente,
em uma xcara de ch de camomila. Em seguida soltou a ala. No era bom estar passando
muito mais tempo na cozinha nem mais um minuto. Precisava sair.
-Tinha razo, papai.
Meredith estava quase to mal quanto na ltima noite, o roso alcanou o mximo com suas
orelhas nos olhos. Sua boca era uma lnea fixa e firme.
-Vamos apenas sair e andar um pouco  disse Bonnie a seu pai.  Talvez veja algum dos
garotos. Depois de tudo, voc disse que no  perigoso, no ?
O que ele poderia dizer? O Sr. McCullough olhava para sua filha, da qual tinha herdado,
perto do queixo e tinha encontrado seu olhar em ngulo reto. Levantou as mos.
-J so quase quatro. Volte antes que escurea  disse.
-Eles querem isso de ambas as formas  disse Bonnie a Meredith e caminharam at o carro
de Meredith.
Uma vez dentro dele, ambas fecharam com chave as portas imediatamente.
Quando Meredith arrancou o carro deu uma olhada de compreenso austera a Bonnie.
-Seus pais no acreditaram.
-Ah, eles acreditam em tudo que digo a eles...exceto algo importante. Como podem ser to
tolos?
Meredith riu brevemente.
-Voc tem que olh-los do ponto de vista deles. Encontraram um corpo morto sem uma
marca nele exceto aqueles causados pela queda. As luzes estavam apagadas no bairro
devido a um defeito eltrico em Virginia. Nos encontraram histricas dando respostas as
perguntas que devem ter parecido bastante estranhas. Quem fez isso? Algum monstro com
as mos suadas. Como sabem? Nossa amiga morta, Elena, nos disse atravs de uma tbua
de Ouija. No  claro que tenham dvidas?
-Como se eles nunca tivessem visto algo como isto antes  disse Bonnie enquanto agarrava
a porta do carro com seu punho.  Mas viram. Acham que ns fizemos que esses cachorros
atacassem o Baile da Neve do ano passado? Acham que Elena morreu por uma fantasia?
-J esto se esquecendo  respondeu Meredith suavemente.  Voc mesma disse. A vida
voltou ao normal, e todos em Fells Church se sentem mais seguros dessa maneira. Sentem
como se tivesse a lembrana de um sonho ruim, e a ltima coisa que querem  que acontea
algo novo.
Bonnie apenas agitou sua cabea.
-E  mais fcil acreditar nisso que em um punhado de garotas adolescentes que brincaram
com uma Ouija, e que quando as luzes se apagaram simplesmente danaram como loucas
correndo. E uma delas estava to assustada e desconcertada que se jogou por uma janela.
Houve um silncio e ento Meredith acrescentou:
-Queria que Alaric estivesse aqui.
Normalmente, Bonnie teria lhe dado um tapinha nas costas e respondido: "Eu tambm", em
uma voz luxuriosa. Alaric era um dos caras mais atrativos que j vira, mesmo sendo um
intrpido jovem de vinte e dois anos de idade. Agora, ela apenas deu um aperto
desconsolado no brao de Meredith.
-Pode cham-lo de alguma forma?
-Na Rssia? Nem sequer sei em que parte da Rssia ele est agora.
Bonnie mordeu seu lbio.
Meredith estava dirigindo para Lee Street, e no estacionamento da escola secundria
podiam ver a multido.
Ela e Meredith trocaram olhares, e Meredith acenou.
-Ns tambm podemos  disse.  Vamos ver se eles so mais inteligente do que seus pais.
Bonnie podia ver os rostos sobressaltados que seguiam o carro enquanto cruzavam o
espao.
Quando saram do carro, as pessoas se afastavam para trs fazendo um caminho para elas
at o centro da multido.
Caroline estava l movendo seus cotovelos, mos e agitando o cabelo castanho
avermelhado distraidamente.
-No vamos dormir de novo nessa casa at que ela seja reparada  dizia, estremecendo-se
em seu suter branco.  Papai, disse que iremos para um apartamento no Heron at que seja
consertada.
-Que diferena isso faz? Ele pode segui-los at Heron, tenho certeza disso  disse Meredith.
Caroline se virou, mas seus olhos verdes como de gato realmente no encontraram os de
Meredith.
-Quem?  disse vagamente.
-Ah, Caroline, voc tambm!  Bonnie explodiu.
-S quero sair de l  disse Caroline.
Seus olhos se arregalaram e Bonnie por um instante se assustou.
-No posso mais  como se tivesse que demonstrar suas palavras, ela empurrou do seu
caminho a multido.
-Deixe-a ir, Bonnie  disse Meredith.   intil.
-Ela  intil  disse Bonnie furiosamente. Sim, esperava que Caroline agisse dessa maneira,
mas o que h com as outras pessoas?
Viu a resposta nos rostos ao redor dela. Todos pareciam assustados, como ela e Meredith
tivessem com alguma doena repugnante com elas. Como se elas fossem o problema.
-No acredito nisso  murmurou Bonnie.
-Tambm no acredito nisso  disse Deanna Kennedy, uma amiga de Sue. Estava na frente
da multido, e no aprecia to tranquila como os outros.  Falei com Sue ontem a tarde e
estava to feliz. No pode est morta  Deanna comeou a soluar. Seu namorado ps um
brao ao redor dela, e vrias outras garotas comearam a chorar.
Os caras da multido mudavam seus rostos para uma postura mais rgida.
Bonnie sentia um pouco a onda de esperana.
-Ela no vai ser a nica morta  continuou.  Elena nos disse que a cidade inteira est em
perigo. Elena disse...  com pesar, Bonnie escutou o que expressava o fracasso. Podia ver a
forma que seus olhos vidravam quando mencionou o nome de Elena.
Meredith tinha razo; eles colocariam tudo que tinha acontecido no ltimo inverno no
esquecimento. J no acreditavam.
-O que h de errado com todos vocs?  disse desvalidamente, queria bater em algo.  Na
verdade, no pensam que Sue se jogou da varanda!  eles estavam murmurando. O
namorado de Deanna se encolheu de ombros defensivamente e comeou.
-Bem, a polcia disse que Vickie Bennett estava no quarto, no ? E agora ela est mal da
cabea outra vez. E um pouco antes escutou Sue gritar: "No, Vickie, no!".
Bonnie se sentia como se o vento a tivesse golpeado para fora de si.
-Acham que Vickie... Oh, Deus, no esto pensando! Me escutem. Algo agarrou minha
mo naquela casa, e no era Vickie. E Vickie no ganharia nada atirando Sue da varanda.
-Ela no era forte o suficiente  disse Meredith apontando.  Ela pesava aproximadamente
noventa e cinco libras encharcada.
Algum da multido da parte de trs murmurava sobre as pessoas insanas com fora sobre
humana.
-Vickie tem um registro psiquitrico.
-Elena nos disse que era cara!  Bonnie quase gritou perdendo a batalha com o
autodomnio. Os rostos inclinados eram incrdulos, inflexveis. Ento viu um que fez seu
peito estremecer.
-Matt! Diga a eles que voc acredita em ns.
Matt Honeycutt estava de p na lista com suas mos nos bolsos e sua cabea loira levantou.
Agora ele a buscava,e o que Bonnie viu em seus olhos azuis fez sua respirao se contrair.
No era duro e incrdulo como os demais, mas estava cheio de um desespero que lhe dava a
aparncia de maldade. Ele se encolheu de ombros sem tirar as mos dos bolsos.
-Se isso importa, eu acredito em vocs  disse ele.  Mas o que diferena isso faz? Todos
vamos ter nossa hora em algum momento.
Bonnie, pela primeira vez na sua vida, se emudeceu. Matt estava desgostoso desde que
Elena tinha morrido, mas isso...
Ele acredita, entretanto  Meredith estava dizendo rapidamente, aproveitando o momento 
agora temos que conseguir fazer algo para convencer o resto de vocs.
-Talvez Canal Elvis para ns  disse a voz que fez imediatamente o sangue de Bonnie
ferver. Tyler. Tyler Smallwood. Sorrindo abertamente como um modelo de anncio de um
suter carssimo de Perry Ellis, mostrando todos os dentes brancos e fortes.
-No  to bom como o e-mail psquico de uma Rainha de Boas-Vindas morta, mas  um
comeo  acrescentou Tyler.
Matt sempre disse que careta estava pedindo um soco no nariz. Mas Matt, o nico cara na
multido perto de Tyler, o psquico, estava desanimado olhando fixamente a terra.
-Cala a boca, Tyler! No sabe o que aconteceu na casa  disse Bonnie.
-Bem, parece que nem voc. Talvez se no tivesse estado escondida e afastada, tinha visto o
que aconteceu. Ento algum podia acreditar em voc.
As palavras de Bonnie morreram em sua lngua. Olhou fixamente para Tyler, abriu sua
boca, e ento a fechou. Tyler esperou. Quando ela no falou, ele mostrou seus dentes de
novo.
-Aposto que Vickie fez isso  disse ele enquanto pestanejava para Dick Carter, o ex-
namorado de Vickie.   uma garota forte, no  Dick? Ela podia ter feito  ele se virou e
continuou deliberadamente por cima de seu ombro.  Ou algum dos Salvatore est na
cidade.
-Verme!  gritou Bonnie. Mesmo Meredith clamou na frustrao. Devido ao curso e a
mesma meno de pandemnio sobre Stefan, Tyler sabia o que podia acontecer. Todos
estavam olhando para a pessoa ao lado e exclamando em alarme, horror e excitao.
Embora as garotas estivessem entusiasmadas.
Eficazmente, isso ps fim na reunio. As pessoas estavam indo longe e clandestinamente,
mas agora irrompiam de dois e trs enquanto defendiam e aceleravam sua opinio.
Bonnie olhava irritada e fixamente.
-Supondo que eles acreditem. O que espera que faamos?  disse Matt.
Ela no tinha notado que ele estava do seu lado.
-No sei. Algo a mais que simplesmente ficar de p e esperar ser pego  tentou olh-lo na
cara.  Matt, est bem?
-No sei. E voc?
Bonnie pensou.
-No. Quero dizer, de uma forma estou surpresa, estou tratando de ser eu porque quando
Elena morreu, no podia fazer isso. Mas ento Sue estava perto, e alm do mais... no sei 
quis bater em alguma coisa outra vez.  Simplesmente tudo isso  demais!
-Voc est louca.
-Sim, estou louca  de repente Bonnie entendeu os sentimentos que ela esteve tendo todos
estes dias. Sue, simplesmente tinha sido assassinada, isso era ruim. Verdadeiramente ruim.
E quem quer que fosse, era impossvel escapar dele. Isso seria... se o mundo est assim, h
um lugar onde isso possa passar e possa ser impune... se isso  a verdade...  Ela encontrou
o que no tinha um modo de acabar.
-Ento o que? Voc no quer mais viver aqui? O que se o mundo  isso?
Seus olhos estavam to perdidos e amargos. Bonnie estava agitada. Mas disse fielmente:
-Eu no vou deixar esse ser o meu caminho. E voc tambm no.
Ele simplesmente olhava para ela como se fosse uma criana pequena que insiste em ver o
Papai Noel.
Meredith disse:
-Se ns esperamos que as outras pessoas nos levem a srio, seria melhor que ns nos
levssemos a srio. Elena se comunicou conosco. Ela queria que fizssemos algo. Agora se
realmente acreditarmos, deduziramos bem o que .
O rosto de Matt tinha se encurvado ante a meno de Elena. Pobre garoto, ainda est
apaixonada por ela como quando ela era viva, pensou Bonnie. Me pergunto se algo podia
faz-lo se esquecer dela. E disse:
-Vai nos ajudar, Matt?
-Ajudarei  disse Matt quietamente.  Mas ainda no sei o que esto fazendo.
-Vamos pegar o assassino antes que ele mate os outros  disse Bonnie. Era a primeira vez
que compreendera totalmente que isto era o que quis dizer que fizessem.
-Sozinha? Porque voc est sozinha, voc sabe.
-Estamos ss  corrigiu Meredith.  Mas isso  o que Elena estava tentando nos dizer.
Disse que tnhamos que fazer um feitio para ter ajuda.
-Um feitio fcil com s dois ingredientes  Bonnie lembrou de seu sonho. Se excitou.  E
disse que j tinha me dito o ingrediente... mas ela no tinha.
-Ontem a noite ela disse que havia influncias corruptoras distorcendo a comunicao 
disse Meredith.  Agora para mim me parece que isso estava acontecendo no sonho. Acha
que Elena e voc realmente estavam bebendo ch?
-Sim  disse Bonnie muito positiva.  Quero dizer, sei que ns realmente no estvamos
tendo um ch celebrando uma festa Warm Spring, mas penso que Elena estava enviando
essa mensagem para meu crebro. E ento os corruptores atravs de algo a empurraram
para fora. Mas ela lutou, e depois de um minuto voltou ao comando.
-Ok. Ento significa que temos que nos concentrar no comeo do sonho, quando ainda era
Elena que se comunicava com voc. Mas se o que ela estava dizendo j estivesse distorcido
por outras influncias, ento talvez saiu diferente. Talvez no era algo que disse, talvez
fosse algo que ela fez...
As mos de Bonnie tocaram seus cachos.
-O cabelo!  gritou.
-O que?
-O cabelo! Perguntei quem o penteou, e falamos sobre isso, e ela disse "o cabelo  muito
importante". E Meredith... quando ela estava tentando nos dizer os ingredientes noite
passada, a primeira letra de deles era H*
*h de hair, cabelo, deixei no original porque nunca se sabe o q pode vir desse h
-Esse  o primeiro!  os olhos escuros de Meredith estavam se acendendo.  Agora temos
que pensar no outro.
-Mas sei esse tambm!  os risos de Bonnie borbulhavam exuberantemente.  Ela me disse
depois de que falamos sobre cabelo, e pensei que ela simplesmente estava sendo estranha.
Ela disse, "o sangue tambm  importante".
Meredith fechou seus olhos diante da realizao.
-E na noite anterior, a tbua de Ouija disse " O sangue... sangue de sangue". Pensei que era
a outra coisa que nos ameaava, mas no era  disse. Abriu seus olhos.  Bonnie, acha que
realmente  isso? Esses so os ingredientes ou temos que comear a nos preocupar com ch
e jarros de barro e ratos?
-Esses so os ingredientes  disse Bonnie firmemente.  So o tipo de ingredientes no
sentido de convocar um feitio. Estou certa que posso encontrar um ritual para saber o que
fazer com isso em um dos meus livros mgicos clticos. Temos que deduzir a pessoa que
supostamente vamos invocar...  algo a golpeou, e sua voz se apagou como em um
desmaio.
-Estava me perguntando quando perceberia  disse Matt enquanto falava primeiramente
pausado.  Voc no sabe quem , no sabe?
Captulo 4


Meredith lanou um curvo olhar irnico para Matt. "Hmm," ela disse. "Agora, quem voc
acha que Elena chamaria em tempos de dificuldade?"
O sorriso forado de Bonnie deu lugar a uma pontada de culpa na expresso de Matt. No
era justo provoc-lo com isso. "Elena disse que o assassino  muito forte para ns e  por
isso que precisamos de ajuda," ela disse a Matt. "E s posso pensar em uma nica pessoa
que Elena sabe que poderia lutar contra um assassino psictico."
Devagar, Matt acenou com a cabea. Bonnie no conseguia dizer o que ele estava sentindo.
Ele e Stefan tinham sido melhores amigos uma vez, mesmo depois de Elena ter escolhido
Stefan em vez de Matt. Mas isso tinha sido antes de Matt descobrir o que Stefan era, e de
que tipo de violncia que ele era capaz. Na sua raiva e pesar pela morte de Elena, Stefan
tinha quase matado Tyler Smallwood e cinco outros caras. Poderia Matt realmente esquecer
isso? Poderia ele lidar com Stefan voltando para Fells Church?
O rosto enquadrado de Matt no deu nenhum sinal agora, e Meredith estava falando de
novo. "Ento s o que ns precisamos fazer  deixar algum sangue e cortar algum cabelo.
Voc no sentiria falta de um ou dois cachos, sentiria, Bonnie?"
Bonnie estava to abstrada que quase perdeu isso. Ento ela sacudiu sua cabea. "No,
no, no. No  o nosso sangue e nosso cabelo que ns precisamos. Ns precisamos do
sangue e cabelo da pessoa que ns queremos chamar."
"O qu? Mas isso  ridculo. Se ns tivssemos o sangue e cabelo de Stefan ns no
precisaramos cham-lo, precisaramos?"
"Eu no pensei nisso." Bonnie admitiu. "Normalmente em um encantamento de
chamamento voc tem as coisas de antemo e usa quando voc quer chamar a pessoa de
novo. O que ns vamos fazer, Meredith?  impossvel."
As sobrancelhas de Meredith se juntaram. "Por que Elena pediria isso se isso 
impossvel?"
"Elena pediu muitas coisas impossveis," Bonnie disse sombriamente. "No me olha desse
jeito, Matt; voc sabe que ela pediu. Ela no era uma santa."
"Talvez, mas esse no  impossvel," Matt disse. "Eu posso pensar em um lugar onde teria
o sangue de Stefan, e se ns tivermos sorte, um pouco do cabelo dele tambm. Na cripta."
Bonnie recuou, mas Meredith apenas acenou.
"Claro," ela falou. "Quando Stefan estava trancado l, ele deve ter sangrando em todo o
lugar. E nesse tipo de luta ele pode ter perdido algum cabelo. Se tudo l em baixo tiver sido
deixado intocvel..."
"Eu no acho que ningum esteve l desde a morte de Elena," Matt disse. "A polcia
investigou e depois deixou pra l. Mas s tem uma forma de descobrir."
Eu estava errada, Bonnie pensou. Eu estava preocupada como Matt lidaria com a volta de
Stefan, e aqui est ele fazendo tudo que pode para nos ajudar a cham-lo.
"Matt, eu poderia beijar voc!" ela falou.
Por um instante alguma coisa que ela no podia identificar cintilou nos olhos de Matt.
Surpresa, com certeza, mas tinha algo mais do que isso. De repente Bonnie queria saber o
que ele teria feito se ela realmente beijasse ele.
"Todas as garotas dizem isso," ele por fim respondeu calmamente, encolhendo os ombros
em uma fingida resignao zombeteira. Foi o mais prximo que ele chegou de ficar
despreocupado o dia todo.
Meredith, entretanto, estava sria. "Vamos. Ns temos muito o que fazer, e a ltima coisa
que ns queremos  ficar presos na cripta depois que escurecer."


A cripta estava debaixo da igreja arruinada que ficava em um morro no cemitrio. Era
apenas o meio da tarde, abundncia de luz sobrando, Bonnie continuava a dizer a si mesma
enquanto eles subiam o morro, mas um arrepio subiu pelos seus braos de qualquer
maneira. O cemitrio moderno j era ruim o suficiente, mas o velho cemitrio era
assustador ao extremo at na luz do dia. Havia tantas lpides desintegradas se inclinando
loucamente na grama muita alta, representando tantos jovens homens que foram mortos na
Guerra Civil. Voc no precisa ser psquico para sentir a presena deles.
"Espritos inquietos," ela murmurou.
"Hmm?" falou Meredith enquanto pisava em cima de uma pilha de entulho que foi uma das
paredes da igreja arruinada. "Olha, a tampa da tumba ainda est aberta. Isso so boas
notcias; Eu no acredito que ns seramos capazes de abri-la."
Os olhos de Bonnie passaram ligeiramente na esttua de mrmore branco cravada na tampa.
Honoria Fell descansava l com o seu marido, mos cruzadas em cima do peito, parecendo
to delicada e triste quanto nunca. Mas Bonnie sabia que no haveria mais ajuda daquele
lugar. Os deveres de Honoria como protetora da cidade que ela fundou j acabaram.
Deixando Elena para carregar o fardo, pensou Bonnie sinistramente, olhando pra baixou no
buraco retangular que levava para a cripta. Degraus de ferro desapareciam na escurido.
Mesmo com a ajuda da lanterna de Meredith era difcil descer at aquele cmodo
subterrneo. Dentro, estava mido e silencioso, as paredes feitas com pedras polidas.
Bonnie tentou no tremer.
"Olha," disse Meredith quietamente.
Matt tinha a lanterna direcionada para o porto de ferro que separava a ante-sala da cripta
da sua cmara principal. As pedras dali estavam manchadas de preto com sangue em
muitos lugares. Olhar as poas e riachos de grumos de sangue seco fez Bonnie se sentir
tonta.
"Ns sabemos que Damon foi quem se machucou mais," Meredith disse, se movendo para
frente. Ela soou calma, mas Bonnie podia ouvir o tenso controle na voz dela. "Ento ele
deve ter estado desse lado onde tem a maior parte do sangue. Stefan disse que Elena estava
no centro. Isso quer dizer que Stefan deveria estar... aqui." Ela se inclinou pra baixo.
"Eu fao isso," Matt falou rispidamente. "Voc segura a luz." Com uma faca de plstico de
piquenique do carro de Meredith ele raspou na incrustada pedra. Bonnie engoliu em seco,
feliz por s ter tomado ch no almoo. O sangue estava em tudo em abstrato, mas quando
voc est efetivamente de frente com tanto desse jeito  especialmente quando  o sangue
de um amigo que foi torturado...
Bonnie se virou, olhando para as paredes de pedra e pensando em Katherine. Tanto Stefan
quanto seu irmo mais velho, Damon, estiveram apaixonados por Katherine, na Florncia
do sculo XV. Mas o que eles no sabiam era que a garota que eles amaram no era
humana. Um vampiro na sua vila alem tinha transformado ela para salvar sua vida quando
estava doente. E Katherine, por conta prpria, tinha transformado os dois irmos em
vampiros.
E depois, pensou Bonnie, ela fingiu a prpria morte para conseguir que Stefan e Damon
parassem de brigar por ela. Mas no funcionou. Eles se odiaram mais do que nunca, e ela
odiou os dois por isso. Ela voltou para o vampiro que a transformou, e no passar dos anos
ela se tornou to m quanto ele era. At que no final tudo o que ela queria fazer era destruir
os irmos que ela um dia tinha amado. Ela conduziu os dois at Fells Church para mat-
los, e esse cmodo era onde ela quase conseguiu fazer isso. Elena tinha morrido parando
ela.
"Aqui," Matt disse, e Bonnie piscou e voltou para ela mesma. Matt estava parado com um
guardanapo de papel que agora tinha flocos do sangue de Stefan nas suas dobras. "Agora o
cabelo," ele disse.
Eles varreram o cho com seus dedos, achando poeira e vrias folhas e fragmentos de
coisas que Bonnie no queria identificar. Entre os detritos havia longos fios de plido
cabelo dourado. De Elena  ou de Katherine, Bonnie pensou. Elas se pareciam demais.
Havia tambm curtos fios de cabelo preto, crespo e levemente ondulado. De Stefan.
Era um trabalho devagar e meticuloso, selecionar todos e colocar os cabelos certos em
outro guardanapo.
Matt fez a maior parte. Quando eles terminaram, estavam cansados e a luz que vinha pra
baixo da abertura retangular no teto era de um azul no ofuscante. Mas Meredith sorriu
tigrinamente.
"Ns conseguimos," ela falou. "O Tyler queria Stefan de volta; bom, ns traremos Stefan
de volta pra ele."
E Bonnie, que s tinha prestado ateno a metade do que ele estava fazendo, ainda perdida
nos seus prprios pensamento, congelou.
Ela estava pensando em outras coisas, nada a ver com Tyler, mas na meno do nome dele
alguma coisa cintilou na mente dela. Uma coisa que ela percebeu no estacionamento e
depois esqueceu mais tarde no calor da discusso. As palavras de Meredith tinham
provocado isso e agora estava subitamente tudo claro de novo. Como ele soubera! ela quis
saber, o corao acelerado.
"Bonnie? Qual  o problema?"
"Meredith," ela falou calmamente, "voc contou a polcia especificamente que ns
estvamos na sala de estar quando tudo estava acontecendo l em cima com Sue?"
"No, eu acho que eu s disse que ns estvamos l embaixo. Por qu?"
"Porque eu tambm no contei. E Vickie no poderia ter dito porque ficou catatnica de
novo, e Sue est morta e Caroline estava l fora nesse tempo. Mas o Tyler sabia. Lembra,
ele falou, ,,Se vocs no estivessem se escondendo na sala de estar, vocs teriam visto o que
aconteceu. Como ele poderia saber?"
"Bonnie, se voc est tentando sugerir que o Tyler  o assassino, isso simplesmente no vai
colar. Ele no  esperto o suficiente para organizar uma srie de assassinatos, pra comear."
Meredith disse.
"Mas tem algo mais. Meredith, ano passado no Baile do segundo ano, o Tyler tocou no meu
ombro nu. Eu nunca esqueci isso. As mos dele eram grandes, e carnudas, e quentes, e
midas." Bonnie estremeceu diante da recordao. "Igual a mo que me agarrou ontem a
noite."
Mas Meredith estava balanando sua cabea, e at Matt parecia no estar convencido.
"Elena com certeza perdeu o tempo dela nos pedindo pra trazer Stefan de volta," ele disse.
"Eu poderia tomar conta do Tyler com alguns ganchos direitos.
"Pense sobre isso, Bonnie," Meredith adicionou. "O Tyler tem o poder psquico de mover o
tabuleiro Ouija ou entrar nos teus sonhos? Ele tem?"
Ele no tinha. Psicologicamente falando, Tyler era to intil quanto Caroline. Bonnie no
poderia negar isso. Mas ela tambm no poderia negar sua intuio. No fazia sentido, mas
ela continuava a achar que Tyler esteve na casa ontem a noite.
" melhor ns nos movermos," Meredith disse. "Est escuro, e o seu pai vai ficar furioso."
Eles estavam todos em silncio no caminho pra casa. Bonnie continuava a pensar no Tyler.
Uma vez na casa dela, levaram os guardanapos l pra cima e comearam a olhar para os
livros de Bonnie sobre os Druidas e magia Cltica. Desde que ela descobriu que era
descendente da antiga raa de magos, Bonnie se interessou pelos Druidas. E em um dos
livro ela achou o ritual para o encantamento de chamamento.
"Ns precisamos comprar velas," ela falou. "E gua pura  melhor que seja engarrafada."
Ela falou para Meredith. "E giz para desejar um crculo no cho, e alguma coisa para fazer
um pequeno fogo nele. Eu posso achar esses aqui em casa. No tem pressa o encantamento
tem que ser feito a meia noite."
Meia noite era um longo tempo a esperar. Meredith comprou os itens necessrios em uma
mercearia e os trouxe. Eles jantaram com a famlia de Bonnie, apesar de ningum ter muito
apetite. As onze horas, Bonnie tinha o crculo desenhado no cho de madeira escura do
quarto dela e todos os outros ingredientes em um baixo banco dentro do crculo. Na batida
das doze horas ela comeou.
Com Matt e Meredith assistindo, ela fez um pequeno fogo em um pote de argila. Trs velas
estavam queimando atrs do pote; ela enfiou um pino a meio caminho do meio do centro.
Depois ela desenrolou um guardanapo e cuidadosamente adicionou os flocos secos de
sangue dentro de uma taa com gua. Ela virou um bolorento rosa.
Ela abriu o outro guardanapo. Trs pitadas do escuro cabelo foram para o fogo, fritando
com um horrvel cheiro. Depois trs gotas da manchada gua, soando um silvo.
Os olhos dela foram para as palavras no livro aberto
Rpido nos calcanhares tu vens,
Trs vezes chamado pelo meu encantamento,
Trs vezes importunado pelo meu fogo.
Venha para mim sem demora.


Ela leu devagar as palavras em voz alta, trs vezes. Depois ela sentou para trs em cima de
seus calcanhares. O fogo continuava queimando. As chamas das velas danavam.
"E agora o qu?" Matt disse.
"Eu no sei. S diz para esperar que a vela do meio queime at o pino."
"E depois o qu?"
"Eu acho que a gente vai descobrir quando acontecer."


Em Florena estava amanhecendo.
Stefan assistiu a garota se mover pra baixo na escada, uma mo descansando levemente
sobre o corrimo para manter o seu equilbrio. Os movimentos dela eram lentos e
ligeiramente parecidos com um sonho, como se ela estivesse flutuando.
De repente, ela oscilou e se agarrou ao corrimo com mais firmeza. Stefan se moveu
rapidamente atrs dela e colocou a mo embaixo do seu cotovelo.
"Voc est bem?"
Ela olhou pra cima pra ele com o mesmo jeito sonhador. Ela era muito linda. As roupas
caras dela eram a ltima moda e o seu cabelo moderno e desordenado era loiro. Uma
turista. Ele sabia que ela era americana antes dela falar.
"Sim... eu acho..." seus olhos castanhos estavam sem foco.
"Voc tem como ir pra casa? Onde voc est hospedada?"
"Na Via dei Conti, perto da capela Medici. Eu estou com o programa Gonzaga in
Florence."
Droga! No uma turista, ento; uma estudante. Isso quer dizer que ela vai levar essa histria
com ela, contar aos colegas de turma sobre o bonito garoto italiano que ela conheceu na
noite passada. Um com os olhos escuros como a noite. Aquele que a levou para seu lugar
exclusivo na Via Tornabuoni e tomou vinho e jantou com ela e depois,  luz do luar, talvez,
no seu quarto ou talvez fora no varanda em anexo, se inclinou mais prximo para olhar
dentro dos olhos e dela e...
O olhar de Stefan se desviou da garganta da garota com suas duas vermelhas perfuraes.
Ele j viu marcas como aquelas vrias vezes  como elas ainda poderiam ter o poder de
incomod-lo? Mas elas incomodavam; elas o deixavam enjoado e comeavam uma lenta
queimao na sua barriga.
"Qual  o seu nome?"
"Rachael. Com um ,,a." Ela soletrou.
"T certo, Rachael. Olhe pra mim. Voc vai voltar para a sua pensione* e voc no vai
lembrar de nada sobre ontem a noite. Voc no sabe onde voc foi ou o que voc viu. E
voc nunca me viu antes, tambm. Repita."
* penso, em italiano.
"Eu no lembro de nada sobre ontem a noite," ela disse obediente, os olhos dela nos dele. O
pode de Stefan no era forte o suficiente como seria se ele estivesse tomando sangue
humano, mas eram forte o suficiente para isso. "Eu no sei onde eu fui nem quem eu vi. Eu
no vi voc."
"Bom. Voc tem dinheiro pra voltar? Aqui." Stefan puxou um punhado de amarrotadas
liras  a maioria notas de 50.000 e 100.000  de seu bolso e a levou pra fora.
Quando ela estava segura em um txi, ele voltou pra dentro e foi direto para o quarto de
Damon.
Damon estava se espreguiando perto da janela, descascando uma laranja, sem nem estar
vestido ainda. Ele olhou pra cima, irritado pela entrada de Stefan.
" costume bater," ele falou.
"Onde voc conheceu ela?" disse Stefan. E depois, quando Damon o olhou com um olhar
em branco, ele adicionou, "Aquela garota, Rachael."
"Era esse o nome dela? Eu acho que eu no me incomodei de perguntar. No Bar Gilli. Ou
talvez foi no Bar Mario. Por qu?"
Stefan se esforou para conter sua raiva. "Essa no foi a nica coisa que voc no se
incomodou de fazer. Voc no se incomodou de influenci-la para esquecer voc, tambm.
Voc quer ser pego, Damon?"
Os lbios de Damon se curvaram em um sorriso, arrancando uma parte da casca da laranja.
"Eu nunca sou pego, irmozinho," ele falou.
"Ento o que voc vai fazer quando eles vierem atrs de voc? Quando algum perceber
,,Meu Deus, tem um monstro sugador de sangue na Via Tornabuoni? Matar todos eles?
Esperar at eles derrubarem a porta da frente e ento se dissolver na escurido?"
Damon o olhou diretamente, desafiadoramente, aquele fraco sorriso ainda preso nos seus
lbios.
"Por que no?" ele falou.
"Maldito seja!" falou Stefan. "Me escuta, Damon. Isso tem que parar."
"Eu estou tocado com a sua preocupao com a minha segurana."
"No  justo, Damon. Pegar uma garota sem ela querer, desse jeito  "
"Oh, ela queria, irmo. Ela queria muito, muito."
"Voc falou pra ela o que voc ia fazer? Voc falou pra ela das consequncias de trocar
sangue com um vampiro? Os pesadelos, as vises psquicas? Ela queria isso?" Damon
claramente no ia responder, ento ele continuou. "Voc sabe que  errado."
"Para falar a verdade, eu sei." Com isso, Damon deu um dos seus repentinos, irritantes
sorrisos, como se o ligasse e desligasse instantaneamente.
"E voc no liga," Stefan disse pesarosamente, olhando pra longe.
Damon jogou longe a laranja. Seu tom estava macio, persuasivo. "Irmozinho, o mundo 
cheio de coisas que voc chama de ,,erradas, " ele falou. "Por que voc no relaxa e se
junta ao lado vencedor?  muita mais divertido, eu asseguro a voc."
Stefan se sentiu ficando quente de tanta raiva. "Como voc pode dizer isso?" ele
relampejou de volta. "Voc no aprendeu nada com a Katherine? Ela escolheu o ,,lado
vencedor. "
"Katherine morreu to rpido," disse Damon. Ele estava sorrindo de novo, mas seus olhos
estavam frios.
"E agora tudo o que voc consegue pensar  sobre vingana." Olhando para o seu irmo,
Stefan sentiu um peso esmagando em seu prprio peito. "Isso e no seu prprio prazer," ele
falou.
"O que mais pode ser? Prazer  a nica realidade, irmozinho  prazer e poder. E voc  um
caado por natureza, tanto quanto eu sou," Damon falou. Ele adicionou, "Eu no lembro de
convidar voc para vir para Florena comigo, de qualquer forma. J que voc no est
gostando, por que voc, simplesmente, no vai embora?"
O peso no peito de Stefan de repente se apertou, insuportavelmente, mas o seu olhar
continuou no de Damon, sem hesitar. "Voc sabe porqu," ele falou calmamente. E com
isso ele teve a satisfao de ver os olhos de Damon cair.
Stefan conseguia ouvir as palavras de Elena em sua mente. Ela estava morrendo, e a sua
voz estava fraca, mas ele a ouviu claramente. Vocs tm que tomar conta um do outro.
Stefan, voc promete? Prometam tomar conta um do outro? E ele prometeu, e ele ia manter
sua palavra. No importava o qu.
"Voc sabe por que eu no vou embora," ele falou de novo para Damon, que no olhava
para ele. "Voc pode fingir que no se interessa. Voc pode enganar o mundo todo. Mas eu
sei." Seria mais generoso nesse momento deixar Damon sozinho, mas Stefan no estava
nesse tipo de humor generoso. "Voc sabe aquela garota que voc pegou, Rachael?" ele
adicionou. "O cabelo estava certo, mas os olhos dela estavam na cor errada. Os olhos de
Elena eram azuis."
Com isso ele se virou, pretendendo deixar Damon aqui para pensar sobre tudo isso  se
Damon fosse fazer algo to construtivo, claro. Mas ele nunca chegou at a porta.


"Est aqui!" disse Meredith asperamente, seus olhos na chama da vela e no pino.
Bonnie respirou fundo. Alguma coisa estava abrindo na frente dela como uma linha de
prata, um tnel prata de comunicao. Ela estava se apressando ao longo dele, sem ter
como parar a si mesma ou checar sua velocidade. Oh, Deus, ela pensou, quando eu alcanar
o fim e bater 
O lampejo na cabea de Stefan foi sem som, sem luz, e poderoso como uma trovoada. Ao
mesmo tempo ele sentiu um violento impulso o puxando. Uma urgncia em seguir 
alguma coisa. Isso no era nada parecido com o furtivo e subliminar empurro de Katherine
para ir a algum lugar; isso era um clamor psquico. Um comando que no poderia ser
desobedecido.
Dentro do lampejo ele sentiu uma presena, mas ele mal podia acreditar quem era.
Bonnie?
Stefan!  voc! Funcionou!
Bonnie, o que foi que voc fez?
Elena me mandou fazer. Verdade, Stefan, ela mandou. Ns estamos com problemas e ns
precisamos 
E foi isso. A comunicao desmoronou, desabando dentro si mesma, encolhendo-se at um
pequeno ponto. Se foi, e como consequncia deixou o quarto vibrando com Poder.
Stefan e o seu irmo foram deixados encarando um ao outro.


Bonnie soltou uma longa respirao que ela no tinha percebido que havia segurado, e
abriu os olhos, apesar dela no se lembrar de ter fechado eles. Ela se encontrava deitada de
costas. Matt e Meredith estavam agachados sobre ela, parecendo alarmados.
"O que aconteceu? Funcionou?" Meredith demandou.
"Funcionou." Ela deixou eles a ajudarem a levantar. "Eu fiz contato com Stefan. Eu falei
com ele. Agora tudo que ns podemos fazer  esperar e ver se ele vem ou no."
"Voc mencionou a Elena?" Matt perguntou.
"Sim."
"Ento ele vem."
Captulo 5


Segunda-feira, 8 de junho, 23:15
Querido Dirio,
No estou dormindo muito bem hoje a noite, ento talvez seja melhor escrever em voc. O
dia todo eu estive esperando algo acontecer. Voc no faz um feitio como aquele e ver ele
funcionar daquele jeito e ento ver nada acontecer.
Mas nada aconteceu. Eu fiquei em casa invs de ir para escola porque minha me achou
que eu deveria. Ela ficou chateada por Matt e Meredith terem ficado to tarde na noite de
domingo, e ela disse que eu precisava descansar um pouco. Mas toda vez que eu me deito
eu vejo o rosto da Sue.
O pai da Sue fez o discurso no funeral da Elena. Eu me pergunto quem vai fazer o de Sue
na quarta?
Eu preciso parar de pensar em coisas assim.
Talvez eu tente dormir novamente. Talvez se eu me deitar com os meus fones, eu no veja
Sue.


Bonnie colocou o dirio de volta em sua gaveta do criado-mudo e pegou seu Walkman.
Ela passou pelos canais enquanto encarava o teto com olhos pesados.
Atravs do crepitar e da irrupo de esttica uma voz de um DJ soou em seu ouvido.
"E aqui uma msica clssica para todos os fabulosos fs dos anos cinquenta. ,,Goodnight
Sweetheart do selo Vee Jay pelos The Spaniels..."
Bonnie se perdeu na msica.


A vaca preta* era de morango, a favorita de Bonnie. A jukebox estava tocando "Goonight
Sweetheart" e a bancada estava muito limpa. Mas Elena, Bonnie decidiu, nunca teria
realmente usado uma saia de poodle.
* no original, ice cream soda.  uma sobremesa preparada a base de sorvete e refrigerante
"Nada de poodles," ela disse, gesticulando para ela. Elena olhou para cima de seu hot fudge
sundae*. Seu cabelo loiro estava puxado para trs em um rabo de cavalo. "Quem pensa
nessas coisas, de qualquer maneira?" Bonnie perguntou.
*  um sundae que leva, geralmente, sorvete de baunilha, cauda quente de chocolate,
chantilly, noz, e uma nica cereja marasca.
"Voc pensa, bobinha. Eu s estou de visita."
"Oh." Bonnie tomou um gole da soda. Sonhos. H uma razo para ter medo dos sonhos,
mas ela no conseguia pensar nisso agora.
"Eu no posso ficar muito," Elena disse. "Eu acho que ele j sabe que eu estou aqui. Eu s
vim te contar..." Ela franziu a testa.
Bonnie olhou para ela simpaticamente. "No consegue se lembrar tambm?" Ela bebeu
mais soda. Tinha um gosto estranho.
"Eu morri jovem demais, Bonnie. Tinha tanto que eu deveria fazer, realizar. E agora eu
tenho que ajud-la."
"Obrigada," Bonnie disse.
"Isso no  fcil, sabe. Eu no tenho tanto poder.  difcil passar, e  difcil manter-se s."
"Tem que se manter s," Bonnie concordou, acenando. Ela estava se sentindo
estranhamente tonta. O que tinha dentro dessa soda?
"Eu no tenho muito controle, e as coisas ficam estranhas de algum modo. Ele est fazendo
isso, eu acho. Ele est sempre lutando contra mim. Ele observa voc. E toda vez que
tentamos nos comunicar, ele vem."
"Certo." A sala estava flutuando.
"Bonnie, voc est me escutando? Ele pode usar o seu medo contra voc.  desse jeito que
ele entra."
"Certo..."
"Mas no deixe ele entrar. Diga isso a todos. E diga a Stefan..." Elena parou e colocou uma
mo em sua boca. Algo caiu no hot fudge sundae.
Era um dente.
"Ele est aqui." A voz de Elena estava estranha, indistinta. Bonnie encarou o dente com um
horror mesmerizante. Estava deitado no meio do chantilly, junto com os pedaos de
amndoa. "Bonnie, diga a Stefan..."
Outro dente caiu, e outro. Elena soluou, ambos as mos em sua boca agora. Seus olhos
estavam horrorizados, indefesos. "Bonnie, no v..."
Mas Bonnie estava cambaleando para trs. Tudo estava girando ao redor. A soda estava
borbulhando para fora do copo, mas no era soda; era sangue. Vermelho vivo e espumoso,
como algo que voc tossia quando morria. O estmago de Bonnie convulsionou.
"Diga a Stefan que eu o amo!" Era a voz de uma velha desdentada, e encerrou com soluos
histricos. Bonnie ficou feliz de cair na escurido e se esquecer de tudo.


Bonnie mordiscou a ponta de sua canetinha, seus olhos no relgio, sua mente no calendrio.
Mais oito dias e meio de escola para sobreviver. E parecia que cada minuto seria miservel.
Um cara disse diretamente, se afastando dela na escada. "Sem ofensa, mas os seus amigos
ficam morrendo." Bonnie tinha ido ao banheiro e chorado.
Mas agora tudo que ela queria era sair da escola, ficar longe dos rostos trgicos e dos olhos
acusadores  ou pior, dos olhos de pena. O diretor tinha dado um discurso no amplificador
sobre "esse novo infortnio" e "essa terrvel perda," e Bonnie tinha sentido os olhos em
suas costas como se estivessem fazendo buracos l.
Quando o sinal tocou, ela foi a primeira pessoa a sair pela porta. Mas ao invs de ir para sua
prxima aula ela foi novamente para o banheiro, onde aguardou o prximo sinal. Ento,
uma vez que os corredores estavam vazios, ela se apressou na direo da ala de lngua
estrangeira. Ela passou por boletins e banners dos eventos do fim do ano sem olhar para
eles. De que o vestibular adiantava, de que a formatura adiantava, de que qualquer coisa
adiantava agora? Todos poderiam estar mortos no final do ms.
Ela quase deu um encontro na pessoa parada no corredor. Seu olhar disparou para cima,
saindo de seus prprios ps, para captar sapatos tipo dockside* modernamente surrados,
algum tipo estrangeiro. Acima deles estava uma cala jeans, apertando o corpo, velha o
bastante para parecer suave debaixo de msculos fortes. Quadris estreitos. Belo peito.
Rosto para deixar um escultor louco: boca sensual, maas do rosto altas. culos escuros.
Cabelo preto ligeiramente desgrenhado. Bonnie ficou parada boquiaberta por um momento.
* no original, deck shoes. So sapatos similares a um mocassim, porm mais casuais. Tem
um solado de borracha, para no riscar o deque do barco.
Ai, meu Deus. Eu esqueci o quanto ele  lindo, ela pensou. Elena, me perdoe; eu vou
agarr-lo.
Ento sua mente a puxou com violncia novamente para a realidade e ela lanou um olhar
assustado ao redor. Ningum estava a vista. Ela agarrou seu brao.
"Voc est doido, aparecendo aqui? Voc est biruta?"
"Eu tive que achar voc. Eu achei que fosse urgente."
"E , mas" Ele parecia to incngruo, parado ali no corredor da escola. Como uma zebra
numa manada de ovelhas. Ela comeou a pux-lo na direo de um armrio de vassouras.
Ele no estava indo. E ele era mais forte do que ela. "Bonnie, voc disse que falou com"
"Voc tem que se esconder! Eu vou chamar o Matt e a Meredith e trazer eles aqui e ento
ns podemos conversar. Mas se algum vir voc, voc provavelmente vai ser linchado.
Teve outro assassinato."
O rosto de Stefan mudou, e ele a deixou empurr-lo na direo do armrio. Ele comeou a
dizer algo, ento claramente decidiu no faz-lo.
"Eu esperarei," ele disse simplesmente.
Levou s alguns minutos para achar Matt na aula de mecnica e Meredith na de economia.
Eles voltaram depressa para o armrio de vassouras e tiraram Stefan da escola o mais
discretamente possvel, o que no foi muito.
Algum deve ter nos visto, Bonnie pensou. Tudo depende de quem, e o quanto 
fofoqueiro.
"Ns temos que lev-lo a um lugar seguro  no em nenhuma das nossas casas," Meredith
dizia. Estavam todos andando o mais rpido possvel pelo estacionamento da escola.
"timo, mas onde? Espera um minuto, e quanto  penso..." A voz de Bonnie se dissipou.
Havia um pequeno carro preto na vaga de estacionamento na frente dela. Um carro italiano,
insinuante, talhado, e de aparncia sexy. Todas as janelas estavam ilegalmente pintadas de
preto; voc nem ao menos podia ver dentro. Ento Bonnie percebeu o emblema de
garanho atrs.
"Ai, meu Deus."
Stefan olhou para a Ferrari distraidamente. " do Damon."
Trs pares de olhos viraram para ele em choque. "Do Damon?" Bonnie disse, ouvindo o
guincho em sua prpria voz. Ela esperava que Stefan tivesse querido dizer que Damon
tinha apenas emprestado para ele.
Mas o vidro do carro estava descendo para revelar um cabelo preto to insinuante e lquido
quanto a pintura do carro, culos de sol espelhados, e um sorriso muito branco. "Buon
giorno," disse Damon suavemente. "Algum precisa de uma carona?"
"Ai, meu Deus," Bonnie disse novamente, debilmente. Mas ela no recuou.
Stefan estava visivelmente impaciente. "Vamos nos dirigir para a penso. Voc segue.
Estacione atrs do celeiro para que ningum veja o seu carro."
Meredith teve que guiar Bonnie para longe da Ferrari. No era como se Bonnie gostasse de
Damon ou que ela fosse deix-lo beij-la novamente como ele tinha na festa do Alaric. Ela
sabia que ele era perigoso; no tanto quanto Katherine tinha sido, talvez, mas mau. Ele
matava desenfreadamente, s por diverso. Ele matara o Sr. Tanner, o professor de histria,
na festa de arrecadao de fundos Casa Assombrada no ltimo Dia das Bruxas. Ele podia
matar novamente a qualquer minuto. Talvez fosse por isso que Bonnie se sentia como um
rato encarando a brilhante cobra negra quando olhou para ele.
Na privacidade do carro de Meredith, Bonnie e Meredith trocaram olhares.
"Stefan no devia ter trazido ele," disse Meredith.
"Talvez ele tenha simplesmente vindo," Bonnie props. Ela no achava que Damon era o
tipo de pessoa que era levada para qualquer lugar.
"Por que ele veio? No para nos ajudar, com certeza."
Matt no disse nada. Ele nem parecia notar a tenso no carro. Ele simplesmente encarava o
para-brisa, perdido em si mesmo.
O cu estava ficando nublado.
"Matt?"
"Deixe-o em paz, Bonnie," disse Meredith.
Maravilha, pensou Bonnie, depresso se assentando como um cobertor escuro sobre ela.
Matt e Stefan e Damon, todos juntos, todos pensando em Elena.
Eles estacionaram atrs do velho celeiro, prximo ao baixo carro preto. Quando foram para
dentro, Stefan estava sozinho. Ele se virou e Bonnie viu que ele tinha tirado seus culos de
sol. Um ligeiro calafrio passou por ela, O mais leve levantar dos pelos dos braos e do
pescoo dela. Stefan no era como qualquer outro cara que ela j tinha conhecido. Seus
olhos eram to verdes; verdes como as folhas de carvalho na primavera. Mas agora eles
tinham sombras abaixo.
Houve um momento de embarao; os trs parados de um lado e olhando para Stefan sem
dizer uma palavra. Ningum parecia saber o que dizer.
Ento Meredith foi at ele e tomou sua mo. "Voc parece cansado," ela disse.
"Eu vim o mais cedo que pude." Ele colocou um brao ao redor dela em um breve e quase
hesitante abrao. Ele nunca teria feito isso nos velhos tempos, Bonnie pensou. Ele
costumava ser to reservado.
Ela foi para frente para dar seu prprio abrao. A pele de Stefan estava fria debaixo da
camiseta, e ela teve que se forar a no tremer. Quando ela recuou, seus olhos estavam
flutuando. O que ela sentia agora que Stefan Salvatore estava de volta a Fells Church?
Alvio? Tristeza pelas memrias que ele trazia consigo? Medo? Tudo que ela podia afirmar
era que queria chorar.
Stefan e Matt estavam olhando um para o outro. Aqui vamos ns, pensou Bonnie. Era
quase engraado; a mesma expresso no rosto de ambos. Mgoa e cansao, e tentando no
demonstrar isso. No importava o que, Elena sempre ficaria entre eles.
Por fim, Matt estendeu sua mo e Stefan a apertou. Ambos deram um passo para trs,
parecendo felizes por terem acabado com isso.
"Onde est Damon?" disse Meredith.
"Procurando ao redor. Eu pensei que podamos querer uns minutos sem ele."
"Ns queremos umas dcadas sem ele," Bonnie disse antes que pudesse se impedir, e
Meredith disse, "Ele no pode ser confiado, Stefan."
"Eu acho que voc est errada," Stefan disse silenciosamente. "Ele pode ser de grande
ajuda se assim o decidir."
"Entre matar alguns dos habitantes locais uma noite ou outra?" Meredith disse, suas
sobrancelhas erguidas. "Voc no devia t-lo trazido, Stefan."
"Mas ele no trouxe." A voz veio de trs de Bonnie, atrs e assustadoramente prxima.
Bonnie pulou e atirou-se instintivamente para Matt, que agarrou seu ombro.
Damon sorriu brevemente, s um canto de sua boca erguido. Ele tinha tirado seus culos de
sol, mas seus olhos no eram verdes. Eles eram pretos como os espaos entre as estrelas.
Ele  quase mais bonito do que o Stefan, Bonnie pensou selvagemente, achando os dedos
de Matt e se segurando neles.
"Ento ela  sua agora, no ?" Damon disse para Matt casualmente.
"No," Matt disse, mas seu agarro em Bonnie no afrouxou.
"Stefan no trouxe voc?" induziu Meredith do outro lado. De todos eles, ela parecia menos
afetada por Damon, com menos medo dele, menos suscetvel a ele.
"No," Damon disse, ainda olhando para Bonnie. Ele no vira como as outras pessoas, ela
pensou. Ele continua olhando para o que quiser no importa com quem esteja falando.
"Voc trouxe."
"Eu?" Bonnie contraiu-se um pouco, incerta do que ele queria dizer.
"Voc. Voc fez o feitio, no fez?"
"O..." Ah, diabos. Uma imagem brotou na mente de Bonnie, de cabelo preto em um
guardanapo branco. Seus olhos foram para o cabelo de Damon, mais fino e liso do que o de
Stefan, mas to escuro quanto. Obviamente Matt tinha cometido um erro na separao.
A voz de Stefan estava impaciente. "Voc nos chamou, Bonnie. Ns viemos. O que est
havendo?"
Eles sentaram-se no embrulho decadente de feno, todos exceto Damon, que permaneceu de
p. Stefan estava se inclinando para a frente, as mos nos joelhos, olhando para Bonnie.
"Voc me disse  voc disse que a Elena falou com voc." Houve uma perceptvel pausa
antes que ele pudesse falar o nome. Seu rosto estava tenso com controle.
"Sim." Ela conseguiu sorrir para ele. "Eu tive esse sonho, Stefan, esse sonho muito
estranho..."
Ela contou a ele sobre isso, e sobre o que aconteceu depois. Levou um tempo. Stefan
escutou intensamente, seus olhos verdes chamejando toda vez que ela mencionava Elena.
Quando ela contou sobre o fim da festa de Caroline e sobre como acharam o corpo de Sue
no quintal, o sangue esvaiu-se de seu rosto, mas ele no disse nada.
"A polcia veio e disse que ela estava morta, mas j sabamos disso," Bonnie terminou. "E
eles levaram a Vickie embora  a pobre Vickie estava simplesmente delirando. Eles no
nos deixaram falar com ela, e a me dela desliga se ligamos. Algumas pessoas esto at
mesmo dizendo que Vickie fez isso, o que  insano. Mas eles no acreditaro que Elena
falou conosco, ento eles no acreditaro em nada que ela disse."
"E o que ela disse foi ,,ele," Meredith interrompeu. "Diversas vezes.  um homem; algum
com muitos poderes psquicos."
"E foi um homem que agarrou a minha mo no corredor," disse Bonnie. Ela contou a
Stefan sua suspeita sobre Tyler, mas como Meredith apontou, Tyler no se encaixava no
resto da descrio.
Ele no tinha nem o crebro nem o poder psquico para ser quem Elena estava avisando-as
sobre.
"E quanto a Caroline?" Stefan perguntou. "Ser que ela viu algo?"
"Ela estava l na frente," Meredith disse. "Ela achou a por e saiu enquanto estvamos
todas correndo. Ela ouviu os gritos, mas ela estava assustada demais para voltar para a casa.
E para ser honesta, eu no a culpo."
"Ento ningum realmente viu o que aconteceu exceto a Vickie."
"No. E Vickie no vai dizer nada." Bonnie continuou a histria de onde havia parado.
"Uma vez que percebemos que ningum acreditaria em ns, nos lembramos da mensagem
da Elena sobre o feitio de convocao. Ns achamos que devia ser voc quem ela queria
convocar, porque ela pensou que voc podia fazer algo para ajudar. Ento... pode?"
"Eu posso tentar," Stefan disse. Ele se levantou e andou um pouco para longe, virando as
costas para eles. Ele ficou daquele jeito em silncio por um momento, sem se mover. Por
fim ele se virou de volta e olhou Bonnie nos olhos. "Bonnie," ele disse, silenciosamente
mas intenso, "nos seus sonhos voc falou realmente com a Elena cara a cara. Voc acha que
se entrar em transe voc poderia fazer isso novamente?"
Bonnie ficou um pouco assustado com o que ela viu em seus olhos. Eles eram chamejantes
esmeraldas verdes em seu rosto plido. De uma s vez foi como se ela pudesse ver atrs da
mscara de controle que ele usava. Debaixo havia tanta dor, tanto desejo  tanta intensidade
que ela mal conseguia suportar olhar.
"Eu podia, talvez... mas Stefan"
"Ento faremos isso. Bem aqui, bem agora. E veremos se voc pode me levar com voc."
Aqueles olhos eram hipnotizantes, no com qualquer Poder escondido, mas com a absoluta
fora de sua vontade. Bonnie queria fazer aquilo por ele  ele a fez querer fazer qualquer
coisa por ele. Mas a memria daquele ltimo sonho era demais. Ela no podia suportar
aquele horror novamente; ela no podia.
"Stefan,  perigoso demais. Eu posso estar me abrindo para qualquer coisa  e eu tenho
medo. Se essa coisa tomar controle da minha mente, eu no sei o que pode acontecer. Eu
no posso, Stefan. Por favor. Mesmo com o tabuleiro de Ouija, estamos simplesmente
convidando ele a entrar."
Por um momento ela achou que ele fosse tentar faz-la fazer isso. Sua boca se apertou em
uma linha obstinada, e seus olhos flamejaram ainda mais brilhantemente. Mas ento,
lentamente, o fogo deles morreu.
Bonnie sentiu seu corao rasgar. "Stefan, eu sinto muito," ela sussurrou.
"Teremos que fazer isso por conta prpria," ele disse. A mscara estava de volta, mas seu
sorriso parecia duro, como se o machucasse. Ento ele falou mais rapidamente. "Primeiro
temos que descobrir quem  o assassino, o que ele quer aqui. Tudo o que sabemos  que
algo malvado veio para Fells Church novamente."
"Mas por qu?" disse Bonnie. "Por que qualquer coisa malvada simplesmente escolhe
aqui? No sofremos o bastante?"
"Parece uma coincidncia um pouco estranha," Meredith disse de maneira engraada. "Por
que somos to unicamente abenoados?"
"No  coincidncia," disse Stefan. Ele se levantou e ergueu sua mo como se no tivesse
certeza de como comear. "H alguns lugares nesse planeta que so... diferentes," ele disse.
"Eles esto cheios de energia psquica, tanto positiva quanto negativa, boa e m. Alguns
desses lugares sempre foram desse jeito, como o Tringulo das bermudas e Salisbury, o
lugar onde construram Stonehenge. Outros se tornam assim, especialmente quando muito
sangue foi derramado." Ele olhou para Bonnie.
"Espritos inquietos," ela sussurrou.
"Sim. Houve uma batalha aqui, no houve?"
"Na Guerra da Secesso," Matt disse. "Foi assim que a Igreja no cemitrio ficou arruinada.
Foi um massacre de ambos os lados. Ningum ganhou, mas quase todos que lutaram foram
mortos. A floresta  cheia de seus tmulos."
"E o solo foi encharcado de sangue. Um lugar que atrai os sobrenaturais. Atrai o mal. Foi
por isso que Katherine foi atrada para Fells Church em primeiro lugar. Eu senti isso
tambm, quando eu vim para c na primeira vez."
Bonnie afobadamente tomou um gole. "Bom," ela disse verdadeiramente.
"Quando terminarem, joguem os copos no lixo. Eu gosto das coisas organizadas." A Sra.
Flowers lanou um olhar pelo celeiro, balanando sua cabea e suspirando. "Que pena.
Uma garota to bonita." Ela olhou para Stefan com olhos penetrantes como os de contas de
nix. "Voc teve seu trabalho cortado para voc dessa vez, garoto," ela disse, e se foi, ainda
balanando sua cabea.
"Ora!" disse Bonnie, encarando ela, impressionada. Todos os olhos simplesmente olharam
uns para os outros inexpressivamente.
"Uma garota to bonita  mas qual?" disse Meredith por fim. "Sue ou Elena?" Elena tinha
na verdade passado mais ou menos uma semana nesse mesmo celeiro no inverno passado 
mas a Sra. Flowers no devia saber disso. "Voc disse algo a ela sobre ns?" Meredith
perguntou para Damon.
"Nenhuma palavra." Damon parecia divertido. "Ela  uma velha senhora. Ela est caduca."
"Ela  mais astuta do que qualquer um de ns lhe da crdito," Matt disse. "Quando eu
penso nos dias que passamos observando-a fazendo cermica naquele poro  vocs acham
que ela sabia que estvamos observando?"
"Eu no sei o que pensar," Stefan disse vagarosamente. "Eu s estou feliz por ela parecer
estar do nosso lado. E ela nos deu um lugar seguro para ficar."
"E suco de uva, no se esquea disso." Matt sorriu para Stefan. "Quer um pouco?" Ele
ofereceu o copo furado.
", voc pode pegar o seu suco de uva e..." Mas o prprio Stefan estava quase sorrindo. Por
um instante Bonnie viu os dois do jeito que eles costumavam ser, antes de Elena morrer.
Amigveis, quentes, to confortveis juntos quanto ela e Meredith eram. Uma dor passou
por ela.
Mas Elena no est morta, ela pensou. Ela est mais aqui do que nunca. Ela est
direcionando tudo o que dizemos e fazemos.
Stefan sossegou novamente. "Quando a Sra. Flowers entrou, eu estava prestes a dizer que
era melhor comearmos. E acho que devamos comear pela Vickie."
"Ela no nos receber," Meredith retrucou instantaneamente. "Seus pais esto mantendo
todos longe."
"Ento teremos simplesmente que passar por cima dos pais dela," Stefan disse. "Vem
conosco, Damon?"
"Visitar outra garota bonita? Eu no perderia."
Bonnie se virou para Stefan com alarme, mas ele falou reasseguradamente enquanto
guiava-a para fora do celeiro. "Vai ficar tudo bem. Eu ficarei de olho nele."
Bonnie esperava que sim.
Captulo 6


A casa de Vickie era de esquina, e eles se aproximaram dela pela rua lateral. A essa hora o
cu estava cheio de pesadas nuvens roxas. A luz tinha quase uma propriedade subaqutica.
"Parece que vai haver uma tempestade," Matt disse.
Bonnie espiou Damon. Nem ele nem Stefan gostavam de luz forte. E ela conseguia sentir o
Poder emanando dele, como uma batida pouco abaixo da superfcie de sua pele. Ele sorriu
sem olhar para ela e disse, "Que tal neve em junho?"
Bonnie ficou rgida com um arrepio.
Ela tinha olhado o jeito de Damon uma ou duas vezes no celeiro e o encontrado escutando a
histria com um ar de indiferena desapegada. Ao contrrio de Stefan, sua expresso no
tinha mudado nem levemente quando ela mencionou Elena  ou quando ela contou sobre a
morte de Sue. O que ele realmente sentia por Elena? Ele tinha invocado uma tempestade de
neve uma vez e a deixado para congelar. O que ele estava sentindo agora? Ele ao menos
ligava para pegar o assassino?
"Esse  o quarto da Vickie," disse Meredith. "A janela da sacada nos fundos."
Stefan olhou para Damon. "Quantas pessoas na casa?"
"Dois. Homem e mulher. A mulher est bbada."
Pobre Sra. Bennett, pensei Bonnie.
"Preciso dos dois adormecidos," Stefan disse.
No conseguindo evitar, Bonnie estava fascinada pela onda de Poder que ela sentiu de
Damon. Suas habilidades psquicas nunca foram fortes o suficiente para sentir a crua
essncia antes, mas agora elas eram. Agora ela conseguia sentir isso to claramente quanto
conseguia ver a luz violeta desbotada ou o cheiro de matagal do lado de fora da janela da
Vickie.
Damon deu de ombros. "Eles esto dormindo."
Stefan bateu levemente com o p no vidro.
No houve resposta, ou pelo menos nenhum que Bonnie conseguisse ver. Mas Stefan e
Damon olharam um para o outro.
"Ela j est parcialmente em transe," Damon disse.
"Ela est assustada. Eu farei isso; ela me conhece," disse Stefan. Ele colocou seus dedos na
janela. "Vickie,  Stefan Salvatore," ele disse. "Estou aqui para ajud-la. Venha me deixar
entrar."
Sua voz estava baixa, nada que pudesse ter sido ouvida do outro lado do vidro. Mas aps
um momento as cortinas se movimentaram e um rosto apareceu.
Bonnie arfou audivelmente.
O longo cabelo castanho claro de Vickie estava desgrenhado, e sua pele estava da cor de
um giz. Havia enormes crculos pretos debaixo de seus olhos. Os prprios olhos estavam
fixos e vtreos. Seus lbios estavam speros e secos.
"Ela parece estar vestida para a cena da loucura de Oflia*," Meredith sussurrou. "De
camisola e tudo."
* referncia  personagem Oflia, da pea Hamlet. J separada de seu irmo, e sofrendo
com a morte de seu pai e o afastamento do seu amor, ela acaba por enlouquecer e se
suicidar, afogando-se em um rio.
"Ela parece estar possuda," Bonnie sussurrou de volta, enervada.
Stefan simplesmente disse, "Vickie, abra a janela."
Mecanicamente, como uma boneca de dar corda, Vickie girou uma das correias laterais
para abrir a janela da sacada, e Stefan disse, "Posso entrar?"
Os olhos vidrados de Vickie varreram o grupo do lado de fora. Por um momento Bonnie
achou que ela no reconhecera nenhum deles. Mas ento ela piscou e disse lentamente,
"Meredith... Bonnie... Stefan? Voc est de volta. O que voc est fazendo aqui?"
"Convide-me para entrar, Vickie." A voz de Stefan era hipntica.
"Stefan..." Houve uma longa pausa e ento: "Entre."
Ela deu um passo para trs enquanto ele colocava uma mo no peitoril e saltava por cima.
Matt o seguiu, ento Meredith. Bonnie, que estava usando uma mini saia, ficou do lado de
fora com Damon. Ela desejou ter usado cala jeans na escola hoje, mas ento ela no
soubera que iria numa expedio.
"Voc no deveria estar aqui," Vickie disse para Stefan, quase calmamente. "Ele vem para
me pegar. Ele vai te pegar tambm."
Meredith colocou um brao ao redor dela. Stefan simplesmente disse, "Quem?"
"Ele. Ele vem at mim nos meus sonhos. Ele matou a Sue." O tom trivial de Vickie era
mais assustador do que qualquer histeria poderia ter sido.
"Vickie, viemos ajud-la," Meredith disse gentilmente. "Tudo vai ficar bem agora. Ns no
o deixaremos te machucar, eu prometo."
Vickie virou-se para encar-la. Ela olhou Meredith de cima a baixo como se Meredith
tivesse repentinamente se mudado para algo inacreditvel. Ento ela comeou a rir.
Era horrvel, uma rouca exploso de felicidade como uma tosse seca. Continuou e
continuou at Bonnie querer cobrir suas orelhas. Finalmente, Stefan disse, "Vickie, pare
com isso."
A risada virou algo parecido com soluos, e quando Vickie levantou sua cabea novamente,
ela parecia menos vidrada mas mais genuinamente chateada. "Vocs todos iro morrer,
Stefan," ela disse, balanando sua cabea. "Ningum pode lutar com ele e viver."
"Ns precisamos saber sobre ele para que possamos lutar contra ele. Ns precisamos da sua
ajuda," Stefan disse. "Me diga como ele ."
"Eu no posso v-lo nos meus sonhos. Ele  simplesmente uma sombra sem rosto." Vickie
sussurrou, seus ombros se curvando.
"Mas voc o viu na casa da Caroline," Stefan disse insistentemente. "Vickie, me escute,"
ele acrescentou enquanto a garota se virava para longe severamente. "Eu sei que voc est
assustada, mas isso  importante, mais importante do que pode entender. Ns no podemos
lutar contra ele a no ser que saibamos contra o que estamos lidando, e voc  a nica, a
nica agora que tem a informao que ns precisamos. Voc precisa nos ajudar."
"Eu no consigo lembrar"
A voz de Stefan estava inflexvel. "Eu tenho um modo de faz-la se lembrar," ele disse.
"Voc me deixa tentar?"
Segundo se arrastaram, ento Vickie deu um longo e borbulhante suspiro, seu corpo mole.
"Faa o que quiser," ela disse indiferentemente. "Eu no ligo. No far nenhuma
diferena."
"Voc  uma garota corajosa. Agora olhe para mim, Vickie. Eu quero que voc relaxe.
Simplesmente olhe para mim e relaxe." A voz de Stefan baixou para um murmrio ninante.
Continuou por alguns minutos, e ento os olhos de Vickie se fecharam.
"Sente-se." Stefan a guiou para se sentar na cama. Ele se sentou ao lado dela, olhando para
seu rosto.
"Vickie, voc se sente calma e relaxada agora. Nada que voc se lembrar vai te machucar,"
ele disse, sua voz suave. "Agora, eu preciso que voc volte  noite de sbado. Voc est no
andar de cima, na sute principal da casa de Caroline. Sue Carson est com voc, e mais
algum. Eu preciso ver"
"No!" Vickie se contorceu para frente e para trs como se tentasse escapar de algo. "No!
Eu no posso"
"Vickie, se acalme. Ele no te machucar. Ele no pode te ver, mas voc pode v-lo. Me
escute."
Enquanto Stefan falava, as lamrias de Vickie se aquietaram. Mas ela ainda se debatia e
retorcia.
"Voc precisa v-lo, Vickie. Nos ajudar a lutar contra ele. Como ele ?"
"Ele parece o demnio!"
Era quase um grito. Meredith sentou do outro lado de Vickie e tomou sua mo.
Ela olhou para fora da janela para Bonnie, que olhou de volta com olhos arregalados e
estremeceu ligeiramente. Bonnie no fazia ideia do que Vickie estava falando.
"Me fale mais," Stefan disse uniformemente.
A boca de Vickie se contorceu. Suas narinas estavam dilatadas como se ela estivesse
cheirando algo horrvel. Quando ela falou, ela fez cada palavra sair separadamente, como se
a estivessem deixando-a enjoada.
"Ele use... uma velha capa de chuva. Ela oscila em suas pernas no vento. Ele faz o vento
soprar. Seu cabelo  loiro. Quase branco. Fica de p por sua cabea toda. Seus olhos so to
azuis  azul eltrico." Vickie lambeu seus lbios e engoliu, parecendo repugnada.
"Azul  a cor da morte."
Trovo rugiu e chicoteou no cu. Damon olhou para cima rapidamente, ento franziu a
testa, os olhos se estreitando.
"Ele  alto. E ele est rindo. Ele est se esticando para me alcanar, rindo. Mas Sue grita
"No, no" e tente me desvencilhar. Ento ele a pega ao invs. A janela  quebrada, e a
sacana est logo ali. Sue est gritando ,,No, por favor. E ento eu o observo  eu o
observo jogar ela..." O flego de Vickie estava problemtico, sua voz subindo
histericamente.
"Vickie, est tudo bem. Voc no est realmente l. Voc est a salvo."
"Ah, por favor, no  Sue! Sue! Sue!"
"Vickie, fique comigo. Escuta. Eu s preciso de mais uma coisa. Olhe para ele. Diga-me se
ele est usando uma jia azul"
Mas Vickie estava balanando sua cabea para frente e para trs, soluando, mais histrica
a cada segundo. "No! No! Eu sou a prxima! Eu sou a prxima!" De repente, seus olhos
se abriram enquanto ela saia do transe sozinha, engasgando e arfando. Ento sua cabea se
jogou para os lados.
Na parede, uma foto estava se agitando.
Foi seguida pelo espelho emoldurado por bambu, ento pelos frascos de perfume e os
batons na penteadeira abaixo. Com o som como o de pipoca, brincos comearam a estourar
de um porta-brincos. A agitao ficou mais alta e mais alta. Um chapu de palha caiu do
gancho.
Fotos estavam sendo derramadas do espelho. Fitas e cds se espalharam de uma prateleira
para o cho como cartas de baralho sendo distribudas.
Meredith estava de p assim como Matt, os punhos fechados.
"Faa isso parar! Faa isso parar!" Vickie gritou selvagemente.
Mas no parou. Matt e Meredith olharam ao redor enquanto novos objetos se juntavam 
dana. Tudo que era mvel estava sacudindo, pulando, oscilando. Era como se o quarto
tivesse sido pego por um terremoto.
"Pare! Pare!" gritou Vickie, suas mos sobre suas orelhas.
Diretamente acima da casa um trovo explodiu.
Bonnie pulou violentamente enquanto via o ziguezague do relmpago disparar pelo cu.
Instintivamente ela agarrou algo no que se segurar. A medida que o raio resplandecia, um
pster na parede de Vickie se rasgou diagonalmente como se partido por uma faca
fantasma. Bonnie engoliu um grito e se agarrou mais firme.
Ento, to rapidamente como se algum tivesse apertado um boto de desligar, todos os
barulhos pararam.
O quarto de Vickie estava quieto. A franja no abajur do lado da cama oscilou ligeiramente.
O pster tinha se enrolado em dois pedaos irregulares, cima e baixo. Lentamente, Vickie
abaixou suas mos de suas orelhas.
Matt e Meredith olharam ao redor meio trpegos.
Bonnie fechou seus olhos e murmurou algo parecido com uma orao. No foi at ela abri-
los novamente que ela percebeu no que ela estivera se apoiando. Era a malevel frieza de
uma jaqueta de couro. Era o brao de Damon.
Ele no tinha se movido para longe dela, contudo. Ele no se movia agora. Ele estava se
inclinando para frente ligeiramente, os olhos estreitos, observando o quarto intensamente.
"Olhe para o espelho," ele disse.
Todos olharam, e Bonnie prendeu sua respirao, os dedos agarrando novamente. Ela no
tinha visto, mas deve ter acontecido enquanto tudo no quarto era uma selvageria.
Na superfcie de vidro do espelho de bambu duas palavras estavam rabiscadas com o batom
coral escuro de Vickie.
Boa noite, Querida.
"Ah, Deus," Bonnie sussurrou.
Stefan se virou do espelho para Vickie. Havia algo diferente nele, Bonnie pensou  ele
estava se mantendo relaxado mas ereto, como um soldado que acabou de ter confirmao
de uma batalha. Era como se ele tivesse aceitado um desafio pessoal de algum tipo.
Ele pegou algo de seu bolso traseiro e desdobrou, relevando raminhos de uma planta com
longas folhas verdes e pequeninas flores lils.
"Isso  verbena, verbena fresca," ele disse silenciosamente, sua voz uniforme e intensa. "Eu
peguei fora de Florena; est florescendo l agora." Ele pegou a mo de Vickie e
pressionou o pacote contra ela. "Eu quero que voc segure e fique com isso. Coloque um
pouco em todos os cmodos da casa, e esconda pedaos em algum lugar das roupas dos
seus pais se puder, para que eles tenham isso perto deles. Enquanto voc tiver isso com
voc, ele no pode controlar a sua mente. Ele pode te assustar, Vickie, mas ele no pode
for-la a fazer nada, como abrir uma janela ou porta para ele. E escute, Vickie, porque isso
 importante."
Vickie estava tremendo, seu rosto enrugado. Stefan pegou ambas as suas mos e a fazer
olhar para ele, falando lenta e claramente.
"Se eu estiver certo, Vickie, ele no pode entrar a no ser que voc o deixe. Ento fale com
os seus pais. Diga a eles que  importante que eles no convidem estranhos para dentro de
casa. De fato, eu posso fazer Damon colocar essa sugesto na mente deles agora mesmo."
Ele olhou para Damon, que deu de ombros ligeiramente e acenou, parecendo como se sua
ateno estivesse em outro lugar.
Auto-conscientemente, Bonnie retirou sua mo da jaqueta dele.
A cabea de Vickie estava inclinada sobre a verbena.
"Ele entrar aqui de algum jeito," ela disse suavemente, com terrvel certeza.
"No. Vickie, me escute. De agora em diante, ns vamos observar a sua casa; ns vamos
ficar esperando por ele."
"No adianta," Vickie disse. "Voc no pode par-lo." Ela comeou a rir e chorar ao
mesmo tempo.
"Ns vamos tentar," Stefan disse. Ele olhou para Meredith e Matt, que concordaram.
"Certo. Desse momento em diante, voc nunca estar sozinha. Haver sempre um ou mais
de ns do lado de fora observando voc."
Vickie simplesmente balanou sua cabea abaixada. Meredith deu um aperto em seu brao
e ficou de p enquanto Stefan inclinava sua cabea na direo da janela.
Quando ela e Matt se juntaram a ele l, Stefan falou a todos com uma voz baixa. "Eu no
quero deix-la desprotegida, mas eu no posso ficar agora. H algo que eu preciso fazer, e
eu preciso uma das garotas comigo. Por outro lado, eu no quero deixar Bonnie ou
Meredith sozinhas aqui." Ele se virou para Matt. "Matt, voc..."
"Eu fico," disse Damon.
Todos olharam para ele, surpresos.
"Bem,  a soluo lgica, no?" Damon parecia divertido. "Afinal, o que voc espera que
um deles faa contra ele de qualquer jeito?"
"Eles podem me chamar. Eu posso monitorar os pensamentos deles dessa distncia," Stefan
disse, no cedendo um centmetro.
"Bem," Damon disse ironicamente, "Eu poso cham-lo tambm, irmozinho, se eu me
meter em encrencas. Eu estou ficando entediado com essa sua investigao de qualquer
jeito. Tanto faz eu ficar aqui quanto em qualquer outro lugar."
"Vickie precisa ser protegida, no abusada," Stefan disse.
O sorriso de Damon era charmoso. "Ela?" Ele acenou na direo da garota que estava
sentada na cama, balanando-se com a verbena. Do cabelo desgrenhado at os ps
descalos, Vickie no era uma figura bonita. "Voc tem minha palavra, irmo, eu consigo
melhor do que isso." Por apenas um instante, Bonnie achou que aqueles olhos escuros
olharam para o lado na direo dela. "Voc est sempre dizendo como gostaria de confiar
em mim, de qualquer jeito," Damon acrescentou. "Aqui est a sua chance de provar."
Stefan parecia como se quisesse confiar, como se estivesse tentado. Ele tambm parecia
desconfiado. Damon no disse nada, meramente sorriu daquele jeito derrisrio e
enigmtico.
Praticamente pedindo para que no confiassem, Bonnie pensou.
Os dois irmo ficaram olhando um para o outro enquanto o silncio e a tenso se esticavam
entre eles. Bem ento Bonnie pde ver a semelhana familiar de seus rostos, um srio e
intenso, o outro brando e ligeiramente zombeteiro, mas ambos inumanamente bonitos.
Stefan soltou sua respirao lentamente. "Est bem," ele disse silenciosamente por fim.
Bonnie e Matt e Meredith estavam todos encarando-o, mas ele no pareceu notar. Ele falou
com Damon como se fossem as nicas duas pessoas ali. "Voc fica aqui, do lado de fora da
casa onde no ser visto. Eu voltarei e assumirei quando eu terminar o que estou fazendo."
As sobrancelhas de Meredith estavam em seu cabelo, mas ela no fez comentrio algum.
Tampouco Matt. Bonnie tentou domar seus prprios sentimentos de incerteza. Stefan devia
saber o que ele estava fazendo, ela disse a si mesma. De qualquer jeito,  melhor que ele
saiba.
"No demore muito," Damon disse desdenhosamente.
E foi assim que eles foram embora, com Damon se misturando  escurido na sombra das
nogueiras negras no quintal de Vickie e a prpria Vickie em seu quarto, balanando-se sem
parar.
No carro, Meredith disse, "Para onde?"
"Eu preciso testar uma teoria," disse Stefan brevemente.
"Que o assassino  vampiro?" Matt disse dos fundos, onde estava sentado com Bonnie.
Stefan olhou para ele aguadamente. "Sim."
" por isso que voc disse a Vickie para no convidar ningum para entrar," Meredith
acrescentou, para no fracassar no departamento de raciocnio. Vampiros, Bonnie se
lembrou, no podiam entrar num lugar onde humanos viviam e dormir a no ser que fossem
convidados. "E foi por isso que voc perguntou se o homem estava usando uma pedra
azul."
"Um amuleto contra a luz do dia," Stefan disse, esticando sua mo direita. No terceiro dedo
havia um anel de prata com lpis-lazli. "Sem um destes, exposio direta ao sol nos
mataria. Se o assassino  um vampiro, ele mantm uma pedra como essa em algum lugar
junto de si. Como se por instinto, Stefan esticou sua mo para tocar brevemente em algo
sob sua camiseta. Aps um momento, Bonnie percebeu o que deveria ser.
O anel de Elena. Stefan tinha dado a ela em primeiro lugar, e depois dela ter morrido ele
tinha pego para usar em uma corrente ao redor do seu pescoo. Ento aquela parte dela
sempre estaria com ele, ele tinha dito.
Quando Bonnie olhou para Matt ao seu lado, ela viu que seus olhos estavam fechados.
"Ento como podemos afirmar que ele  um vampiro?" Meredith perguntou.
"H s uma maneira na qual consigo pensar, e no  muito agradvel. Mas tem que ser
feita."
O corao de Bonnie afundou. Se Stefan achava que no era agradvel, ela tinha certeza de
que ia achar ainda menos. "O que ?" ela disse sem entusiasmo.
"Eu preciso dar uma olhada no corpo de Sue."
Houve um silncio absoluto. At mesmo Meredith, normalmente tai impassvel, parecia
chocada. Matt se virou, inclinando sua testa contra o vidro da janela.
"Voc tem que estar brincando," Bonnie disse.
"Gostaria de estar."
"Mas  pelo amor de Deus, Stefan. Ns no podemos. Eles no nos deixaro. Quero dizer,
o que vamos dizer? ,,Me d licena enquanto eu examino esse cadver procurando por
buracos?"
"Bonnie, para com isso," Meredith disse.
"Eu no consigo evitar," Bonnie retrucou afiadamente. " uma pssima ideia. E alm do
mais, a polcia j examinou o corpo dela.No havia marcas exceto os cortes que ela
conseguiu caindo."
"A polcia no sabe pelo que procurar," Stefan disse. Sua voz estava dura. Escutando isso
trouxe algo  lembrana de Bonnie, algo que ela tendia a esquecer. Stefan era um deles. Um
dos caadores. Ele tinha visto pessoas mortas antes. Ele at mesmo podia ter matado
algumas.
Ele bebe sangue, ela pensou, e estremeceu.
"Bem?" disse Stefan. "Ainda esto comigo?"
Bonnie tentou se diminuir no banco traseiro. As mos de Meredith estavam firmes no
volante. Foi Matt quem falou, virando-se da janela.
"No temos escolha, temos?" ele disse cansadamente.
"D para visitar o corpo das sete at as dez na funerria," Meredith acrescentou, sua voz
baixa.
"Teremos que esperar at depois da visita, ento. Depois que eles fecharem a funerria,
quando pudermos ficar sozinhos com ela," disse Stefan.
"Essa  a coisa mais nojenta que eu j tive que fazer," Bonnie sussurrou miseravelmente. A
capela funerria estava escura e fria. Stefan tinha solto as fechaduras da porta de fora com
um pedacinho de metal flexvel.
A sala de visitao era grossamente atapetada, suas paredes cobertas com painis sbrios de
carvalho. Seria um lugar deprimente mesmo com as luzes acesas. No escuro parecia mais
fechada e sufocante e apinhada de formas grotescas. Parecia como se algum pudesse estar
agachado atrs de cada um dos muitos arranjos florais de p.
"Eu no quero estar aqui," Bonnie gemeu.
"Vamos simplesmente acabar com isso, est bem?" Matt disse atravs de seus dentes.
Quando ele ligou a lanterna, Bonnie olhou em qualquer lugar exceto para onde ele estava
apontando. Ela no queria ver o caixo, ela no queria. Ela encarou as flores, um corao
feito de rosas rosas. Do lado de fora, um trovo resmungava como um animal adormecido.
"Deixe-me abrir isso  aqui," Stefan dizia. Apesar de sua perseverana de no o fazer,
Bonnie olhou.
o caixo era branco, sinalizado com cetim rosa plido. O cabelo loiro de Sue brilhava
contra ele como o cabelo de uma princesa adormecido em um conto de fada. Mas Sue no
parecia como se estivesse dormindo. Ela estava plida demais, parada demais. Como uma
figura de cera.
Bonnie deslizou mais para perto, seus olhos fixos no rosto de Sue.
Era por isso que era to frio aqui, ela disse a si mesma com firmeza. Para impedir a cera de
derreter. Ajudou um pouco.
Stefan se abaixou para tocar o colarinho da blusa rosa de Sue. Ele desabotoou o boto de
cima.
"Pelo amor de Deus," Bonnie sussurrou, horrorizada.
"Por que acha que estamos aqui?" Stefan sibilou de volta. Mas seus dedos pausaram no
segundo boto.
Bonnie observou por um minuto e ento tomou sua deciso. "Saia do caminho," ela disse, e
quando Stefan no se moveu imediatamente, ela deu-lhe um empurro. Meredith
aproximou-se dela e elas formaram uma falange entre Sue e os garotos. Seus olhos se
encontraram com entendimento. Se elas tivessem que realmente remover a blusa, os garotos
iriam sair.
Bonnie desabotoou os pequenos botes enquanto Meredith segurava a luz. A pele de Sue
parecia to cercea ao toque quanto ao olhar, fria contra seus dedos. Desajeitadamente, ela
dobrou a blusa para revelar um suti branco com laos. Ento ela se forou para empurrar o
brilhoso cabelo de Sue para longe de seu plido pescoo. O cabelo estava duro pelo spray.
"Sem buracos," ela disse, olhando para a garganta de Sue. Ela estava orgulhosa por sua voz
estar quase firme.
"No," disse Stefan estranhamente. "Mas h outra coisa. Olhe para isso." Gentilmente, ele
esticou a mo ao redor de Bonnie para apontar um corte, plido e sem sangue como a pele
ao redor dele, mas visvel como uma linha fraca correndo da clavcula para os seios. Sobre
o corao. Os longos dedos de Stefan traaram o ar sobre ele e Bonnie endureceu, pronta
para estapear a mo se ele tocasse.
"O que ?" perguntou Meredith, intrigada.
"Um mistrio," Stefan disse. Sua voz ainda estava estranha. "Se eu visse uma marca como
essa em um vampiro, significaria que o vampiro estava dando sangue a um humano. 
assim que  feito. Dentes humanos no conseguem perfurar a nossa pele, ento ns nos
cortamos se queremos dividir nosso sangue. Mas Sue no era uma vampira."
"Ela certamente no era!" disse Bonnie. Ela tentou lutar contra a imagem que sua mente
queria lhe mostrar, de Elena se inclinando sobre um corte como aquele no peito de Stefan e
sugando, bebendo...
Ela estremeceu e percebeu que seus olhos estavam fechados. "H mais alguma coisa que
voc precisa ver?" ela disse, abrindo-os.
"No. Isso  tudo."
Bonnie abotoou os botes. Ela rearrumou o cabelo de Sue. Ento, enquanto Meredith e
Stefan abaixavam a tampa do caixo novamente, ela andou rapidamente para fora da sala
de visitao e para a porta de fora. Ela ficou ali, os braos enrolados ao seu redor.
Uma mo tocou seu cotovelo levemente. Era Matt.
"Voc  mais durona do que aparenta," ele disse.
", bem..." Ela tentou dar de ombros. E ento de repente ela estava chorando, chorando
muito. Matt colocou seus braos ao redor dela.
"Eu sei," ele disse. S isso. Nada de "No chore" ou "No esquenta" ou "Tudo vai ficar
bem." S "Eu sei". A voz dele estava to desolada quanto ela se sentia.
"Eles colocaram spray de cabelo no cabelo dela," ela soluou. "Sue nunca usou spray de
cabelo.  horrvel." De algum modo, bem ento, isso parecia a pior das coisas.
Ele simplesmente segurou-a.
Aps um momento Bonnie recuperou seu flego. Ela deu-se conta de que estava segurando
Matt quase dolorosamente apertado e afrouxou seus braos. "Deixei sua camiseta toda
molhada," ela disse apologeticamente, fungando.
"No importa."
Algo na voz dele a fez dar um passo para trs e olhar para ele. Ele estava do jeito como
estivera no estacionamento da escola. To perdido, to... sem esperana.
"Matt, o que foi?" ela sussurrou. "Por favor."
"Eu j te contei," ele disse. Ele estava olhando para longe para alguma distncia
imensurvel. "Sue est deitada l morta, e ela no deveria estar. Voc mesma disse, Bonnie.
Que tipo de mundo  esse que deixa coisas como essa acontecerem? Que deixa uma garota
como Sue ser assassinada por prazer, ou crianas no Afeganisto morrerem de fome, ou
focas-bebs terem suas peles tiradas quando vivos? Se  assim que o mundo , de que
adianta alguma coisa? Est tudo acabado de qualquer jeito." Ele parou e pareceu voltar a si.
"Voc entende o que eu estou falando?"
"No tenho certeza." Bonnie nem mesmo achava que queria ter. Era assustador demais.
Mas ela estava estupefata por uma onda de confort-lo, para remover aquele olhar perdido
dos seus olhos. "Matt, eu"
"Acabamos," Stefan disse atrs deles.
Enquanto Matt olhava na direo da voz, o olhar perdido pareceu se intensificar. "s vezes
eu acho que estamos todos acabados," Matt disse, se afastando de Bonnie, mas ele no
explicou o que queria dizer com aquilo. "Vamos."
Capitulo 7


Stefan se aproximou da esquina da casa relutantemente, quase com medo do que ele
pudesse encontrar. Quase desejava que Damon tivesse abandonado a casa por um
momento. Ele estaria sendo um idiota em confiar em Damon, em primeiro lugar.
Quando chegou ao ptio havia um reflexo de movimentos entre as escuras nogueiras. Seus
olhos mais afiados que o de um ser humano, porque estavam adaptados para a caa,
distinguiu a sombra escura se inclinando contra o tronco.
-Perdeu seu tempo para voltar?
-Precisava ver se os outros da casa estavam a salvo. E tinha que comer.
-Sangue animal  disse Damon desdenhosamente com os olhos fixos na pequena mancha
da camisa de Stefan.  Coelho, pelo cheiro. Isso parece apropriado de qualquer forma, no
?
-Damon... eu dei verbena para Bonnie e Meredith tambm.
-Uma sbia precauo  disse Damon nitidamente e mostrou os dentes.
Uma familiar onda de irritao brotou em Stefan. Por que Damon tem que ser sempre to
difcil? Falar com ele era como caminhar em um campo minado.
-Agora eu vou indo  continuou Damon jogando a jaqueta nos ombros.  Tenho meus
prprios negcios para cuidar  lanou um devastador sorriso de indiferena.  No espere
de p.
-Damon  Damon deu meia volta sem olhar, mas escutando.  A ltima coisa que
precisamos nesta cidade  uma garota gritando "vampiro!"  disse Stefan.  ou tendo sinais
de um. Essa gente j viu isso antes, no so idiotas.
-Eu vou levar em considerao  disse ironicamente, mas era o mais perto de uma promessa
que Stefan tinha recebido de seu irmo a vida toda.
-Damon?
-O que  agora?
-Obrigado.
Era demais. Damon agitou o ar com os olhos frios e no convidativos, os olhos de um
estranho.
-No espere nada de mim, irmozinho  disse ameaadoramente  porque sempre estar
errado. Tampouco pense que pode me manipular. Esses trs humanos podem seguir voc,
mas no eu. Estou aqui por minhas prprias razes.
J se fora antes que Stefan pudesse medir suas palavras. Mas de qualquer maneira no
importava, pois Damon nunca escutava nada do que ele dissesse, nem sequer chamava pelo
seu nome, sempre com o desdenhoso "irmozinho".
E agora Damon tinha ido embora para mostrar o pouco que se podia confiar nele. Stefan
pensou timo! Agora ele iria fazer algo desumano s para mostrar que era capaz disso.
J cansado, Stefan encontrou uma rvore para se apoiar e deslizou sobre ela para
contemplar a noite. Ele tentou pensar sobre o problema que tinha em mos, sobre o que
tinha visto essa noite.
A descrio que Vicky tinha dado do assassino. Alto, cabelos loiros e olhos azuis, pensou...
isso lhe trazia a imagem de algum. No algum que ele conhecia, mas sim algum que ele
tinha ouvido falar.
Mas era intil. Ele no podia manter a mente no quebra-cabeas. Ele estava cansado e s e
precisava de conforto desesperadamente. E a crua realidade  que no existia conforto
possvel.
Elena, pensou ele, voc mentiu para mim.
Era a nica coisa que ela havia insistido, a nica coisa que ela sempre prometeu a ele.
Acontea o que acontecer, Stefan, eu estarei com voc. Diga que acredita nisso. E ele
respondera indefeso ante seu encanto. Oh, Elena, eu acredito. Acontea o que acontecer,
ns estaremos juntos.
Mas ela o tinha deixado. No por sua escolha, talvez, mas o que isso importa no final? Ela
o tinha deixado e tinha ido embora.
Havia momentos que tudo que ele queria era se unir a ela.
Pense em alguma coisa, qualquer coisa, disse a si mesmo, mas era tarde demais. Uma vez
desencadeadas, as imagens de Elena giravam ao seu redor, dolorosas demais para suportar,
lindas demais para deix-las de lado.
A primeira vez que a beijou. O choque de vertiginosa doura quando seus lbios
encontraram os dela. E depois disso, choque aps choque, para chegar a um nvel mais
interior. Como se ela pudesse alcanar seu centro, algo que ele quase tinha esquecido.
Assustado, ele sentia suas foras entrarem em colapso. Todos seus segredos, toda sua
resistncia, todos os truques que ele usava para manter as pessoa distantes. Elena
atravessou tudo isso deixando expondo sua vulnerabilidade.
Expondo sua alma.
Finalmente se deu conta de que era isso o que ele queria. Ele queria que Elena o visse sem
defesas, sem muros. Ele queria que ela o conhecesse pelo que ele era.
Aterrorizante? Sim! Quando ela descobriu seu segredo, quando ela o encontrou se
alimentando de um pssaro, ele submergiu em sua prpria vergonha. Estava certo de que
ela fugiria do sangue em sua boca, horrorizada e com nojo. Mas ao olhar seus olhos naquela
noite, viu compreenso. Perdo. Amor.
Seu amor o tinha curado.
Mas isso era quando ele sabia que eles nunca iriam se separar.
Outras lembranas surgiram e Stefan se agarrou a elas, mesmo com a dor pulsando como se
fossem garras. Sensaes. A sensao de Elena contra ele, flexvel em seus braos. As
mechas de seu cabelo na bochecha dele, roando como a asa de uma mariposa. A curva de
seus lbios, o gosto deles. O inacreditvel azul-meia-noite de seus olhos.
Tudo perdido, tudo alm do alcance do para sempre.
Mas Bonnie tinha encontrado Elena. O esprito de Elena, sua alma, ainda estava em algum
lugar por perto.
Dentre todos, ele deveria ser capaz de invoc-la. Tinha o poder em suas mos e mais direito
que qualquer um de procur-la.
Ele sabia como isso foi feito. Feche seus olhos, visualize a pessoa que quer trazer. Era fcil.
Ele podia ver Elena, senti-la, cheir-la. Ento chame, deixe que sua necessidade alcance o
vazio. Se abra para voc mesmo e deixe sua necessidade ser sentida.
Mais fcil ainda. Nenhuma preocupao com o perigo. Ele juntou todo seu desejo, toda sua
dor e a deixou sair como algum que reza.
E sentiu... nada.
S vazio e sua prpria solido. S silncio.
Seu poder no era o mesmo de Bonnie. Ele no podia alcanar a nica coisa que ele mais
amava, a nica coisa que importava para ele.
Ele nunca tinha se sentido to s em toda sua vida.
-O que voc quer?  disse Bonnie.
-Algum tipo de documentos sobre a histria de Fells Church. Em particular sobre os
fundadores  disse Stefan. Eles estavam todos sentados no carro de Meredith que estava
estacionado a uma discreta distncia atrs da casa de Vickie. Era o crepsculo do dia
seguinte e eles tinha voltado do funeral de Sue - todos menos Stefan.
-Isso tem alguma coisa com Sue, no ?  os olhos escuros de Meredith, sempre to
elevados e inteligentes, questionando os de Stefan.  Voc acha que pode resolver o
mistrio?
-Possivelmente  admitiu. Ele tinha passado o dia pensando. Ele j tinha deixado a dor da
noite passada e mais uma vez ele se sentia sob controle. Embora ele no pudesse alcanar
Elena, ele podia justificar a f dela nele  ele faria o que ela quisesse que ele fizesse. E
havia o conforto do trabalho, a concentrao. Mantendo todas as emoes afastadas. Ele
acrescentou: - Eu tenho uma idia do que poderia ter acontecido, mas  uma tentativa longe
e no quero falar at ter bastante certeza  disse Stefan.
-Por que?  reclamou Bonnie. Como  diferente de Meredith, pensou Stefan. O cabelo to
vermelho como fogo com um esprito que a acompanhava. Esse delicado rosto em forma de
corao e justo, a pele translcida era enganosa, pensou no entendi patacas disso. Bonnie
era esperta e desembaraada  sem necessidade de tentar.
-Por que se eu estiver errado uma pessoa inocente podia sair machucada. Olha,  s uma
idia, mas eu prometo voltar se encontrar alguma evidncia esta noite. E ento contarei
tudo a vocs.
-Voc poderia falar com a Sra. Grimesby  Meredith sugeriu.  Ela fica na biblioteca da
cidade, e ela sabe muito sobre a fundao de Fells Church.
-Ou sempre teremos Honoria  disse Bonnie.  Digo, ela era um dos fundadores.
Stefan olhou para ela rapidamente.
-Eu acho que Honoria Fell parou a comunicao com voc  disse ele cuidadosamente.
-Eu no digo falar com ela. Ela se foi, pfft, kaput  disse Bonnie com desgosto.  Eu me
refiro ao dirio dela. Est na biblioteca com o de Elena; a Sra. Grimesby os tem dispostos
perto da mesa.
Stefan estava surpreso. Ele no gostava da idia do dirio de Elena est ao alcance de todos.
Mas as recordaes de Honoria podiam ser exatamente o que estava procurando. Honoria
no s tinha sido a mulher sensata; ela tinha estado bem enveredada ao sobrenatural. Uma
bruxa.
-Acho que a biblioteca est fechada agora  disse Meredith.
-Assim  melhor  disse Stefan.  Ningum ficar sabendo qual informao estamos
procurando. Dois de ns podemos ir para l e os outros dois ficam aqui. Meredith, voc
vem comigo...
-Eu gostaria de ficar aqui, se voc no se importar  ela disse.  Eu estou cansada  ela
acrescentou em explicao, vendo a expresso dele.  E dessa forma posso vigiar e chegar
cedo em casa. Por que voc e Matt no vo e Bonnie e eu no ficamos aqui?
Stefan ainda a estava encarando.
-Ok  ele disse lentamente.  Tudo bem. Se estiver tudo bem para Matt  Matt encolheu os
ombros.   isso ento. Ns podemos levar duas horas ou mais. Vocs duas ficam no carro
com as portas fechadas. Vocs devem ficar a salvo dessa forma.  Se ele estivesse certo em
suas suspeitas, no haveria nenhum ataque por enquanto - por alguns dias, pelo menos.
Bonnie e Meredith deveriam estar a salvo. Mas ele no poderia adivinhar o que escondia a
sugesto de Meredith. No era simples cansado, ele estava certo.
-A propsito, onde est Damon?  perguntou Bonnie quando ele e Matt estavam indo.
Stefan sentiu seu estmago se tencionar.
-Eu no sei  ele tinha estado esperando por algum que perguntasse sobre isso. Ele no
tinha visto seu irmo desde a noite passada, e ele no tinha idia do que Damon poderia
estar fazendo.
-Ele deve aparecer qualquer hora  ele disse, e fechou a porta de Meredith.  E  disso que
eu tenho medo.
Ele e Matt caminharam at a biblioteca em silncio, se mantendo nas sombras, evitando as
reas de luz. Ele no podiam se dar o luxo de serem vistos. Stefan tinha voltado para ajudar
Fells Church, mas ele estava certo que Fells Church no queria sua ajuda. Ele era um
estranho de novo, um intruso l. Eles poderiam machuc-lo se o pegassem.
A fechadura da biblioteca era fcil de forar, um simples mecanismo flexvel. E os dirios
estavam justamente onde Bonnie dissera que eles estariam.
Stefan se dirigiu ao dirio de Elena. Dentro estavam as lembranas dos ltimos dias de
Elena, escritas por sua prpria mo. Se ele comeasse a pensar nisso agora...
Ele se concentrou em um livro de p que estava abaixo. A tinha fraca sobre as pginas
amareladas, no eram fceis de ler mas depois de alguns minutos se acostumou a essa densa
e intrincada escrita de elaborados floreios.
Era a histria de Honoria Fell e seu marido que com os Smallwood e algumas outras
famlias chegaram a este lugar quando ainda era um deserto praticamente virgem. Eles
tinham no s enfrentado os perigos de fome e isolao, mas tambm de nativa vida
selvagem. Honoria contava a histria da batalha deles pela sobrevivncia simples e
claramente, sem sentimentalismos.
E nessas pginas Stefan encontrou o que estava procurando.
Como por intuio, ele releu o comeo cuidadosamente. No final, ele se inclinou e fechou
os olhos.
Ele estava certo. No havia mais a mnima dvida em sua mente. E isso significava que ele
tambm devia est certo sobre o que estava acontecendo com Fells Church agora. Por um
instante, foi sacudido por uma onda brilhantemente doentia, e uma ira que o fez querer
rasgar e arrancar e machucar alguma coisa. Sue. A linda Sue que tinha sido amiga de Elena
tinha morrido por... isso. Um ritual de sangue, uma obscena iniciao. Isso o fez querer
matar.
Mas ento a fria comeou a desaparecer, e ento veio uma feroz determinao de parar o
que estava acontecendo e colocar as coisas no lugar.
Eu prometi a voc, ele sussurrou para Elena em sua mente. Eu vou parar isso de qualquer
forma. No importa como.
Ele levantou o olhos e encontrou Matt olhando para ele.
O dirio de Elena nas mos de Matt, fechando com seu dedo. Os olhos de Matt pareciam de
um azul to profundo como os de Elena. To escuros, tumultuosos, com pesar e alguma
coisa como amargura.
-Voc encontrou  disse Matt.  E  ruim.
-Sim.
-Seria ruim  Matt colocou o dirio de Elena do mostrador e ficou quieto. Havia um tom
quase de satisfao em sua voz. Como algum que provou seu ponto de vista.
-Eu poderia ter evitado o problema de vir aqui  Matt inspecionava a escura biblioteca e
fazia soar o dinheiro em seu bolso. Um observador casual podia ter pensado que estava
relaxado, mas sua voz o delatava. Era crua e tensa.  Voc pensa apenas na pior coisa que
possa imaginar que sempre ser verdade  disse Matt.
-Matt...  Stefan sentiu uma repentina preocupao. Ele tinha estado muito preocupado com
Matt desde sua volta a Fells Church. Agora se dava conta de que tinha sido um bobo
imperdovel. Algo no estava bem. Todo o corpo de Matt estava rgido com tenso abaixo
da superfcie. Stefan podia sentir sua angustia, o desespero em sua mente.
-Matt, o que est acontecendo?  perguntou tranquilamente. Se levantou e se colocou ao
seu lado.   algo que eu fiz?
-Eu estou bem.
-Voc est tremendo  isso era verdade. Pequenos tremores corriam pelos seus msculos
tensos.
-Eu disse que eu estou bem  Matt se afastou dele, com os ombros encurvados
defensivavemente.  De qualquer forma o que voc poderia ter feito para me deixar
melhor? Alm de pegar minha garota e t-la matado, eu digo.
Essa punhalada era diferente, foi em algum lugar ao redor do corao de Stefan e foi se
estreitando. Como a lmina que o tinha matado uma vez. Ele tentou respirar, no confiando
nele mesmo em falar.
-Sinto muito  a voz de Matt era pesada quando Stefan olhou e viu que a tenso de seus
ombros tinha diminudo.
-Isso foi uma pssima coisa a se dizer.
-Isso  verdade  Stefan esperou um momento e acrescentou, em voz baixa  mas isso no 
todo o problema, certo?
Matt no respondeu. Ele olhava para o cho empurrando algo invisvel com a ponta de seu
sapato. Justo quando Stefan estava a ponto de se render, Matt voltou com uma pergunta.
-Como  o mundo realmente?
-Como ... o que?
-O mundo. Voc j viveu muito, Stefan. Voc tem quatro ou cinco sculos a mais que ns,
no ? O que acontece? Quero dizer, se  um lugar que valha a pena salvar ou  em
essncia um monte de lixo.
Stefan fechou os olhos.
-Oh.
-E o que me diz das pessoas, Stefan? A raa humana. Ns somos a doena ou simplesmente
o sintoma? Digo, voc escolhe algum como... como Elena  a voz de Matt estremeceu
brevemente, mas ele continuou.  Elena morreu para manter a cidade a salvo para garotas
como Sue. E agora Sue est morta. E isso tudo aconteceu de novo. E isso nunca acaba. Ns
no podemos vencer. Ento, o que voc me diz?
-Matt.
-O que eu realmente pergunto  qual a razo? Existe alguma brincadeira csmica que eu
no estou entendendo? Ou toda essa coisa  um grande erro? Voc entende o que estou
tentando dizer?
-Entendo, Matt  Stefan se sentou e levou as mos ao cabelo  Se voc se calasse por um
minuto, eu tentaria responder a voc.
Matt aproximou uma cadeira e se sentou.
-Bem, me d sua melhor resposta  os olhos de Matt eram duros e inquisitivos, mas no
fundo, Stefan no viu mais do que o rancor de um corao desconcertado.
-Eu tenho visto muito mal, Matt, mais do que voc pode imaginar  Stefan disse. 
Inclusive tenho vivido isso. Isso sempre vai ser uma parte de mim, no importa o quanto eu
lute. As vezes eu acho que toda a raa humana  m, principalmente meu tipo. E as vezes
eu acho que ambas as raas representam o mal sem se importar o que acontea com o resto.
Mesmo chegando a isso, eu no sei mais do que voc sabe. No posso dizer se h uma
razo ou se as coisas vo se sair bem  Stefan atravessou os olhos de Matt e perguntou
intencionalmente: - Mas eu tenho uma outra pergunta para voc. Ento o que?
Matt olhava impaciente.
-O que?
-. O que?
-E se o universo  mal e se nada que ns fizermos para tentar e mudar isso pode realmente
fazer alguma diferena?  a voz de Matt estava ficando mais audvel por causa da
incredulidade.
-Eh, ento o que?  Stefan continuou.  Ento o que voc vai fazer, Matt Honeycutt, se
todas as coisas ruins que voc disse forem verdade? O que voc mesmo est fazendo? Voc
est parando de lutar e nadar com os tubares?
Matt estava segurando as costas da cadeira.
-Do que voc est falando?
-Voc pode fazer isso Matt, voc sabe. Damon sempre disse isso. Voc pode se unir ao lado
do mal, o lado vencedor. E ningum pode realmente culpar voc, porque se o universo 
desse jeito, por que voc no deveria ser desse jeito tambm?
-Como no inferno!  explodiu Matt. Seus olhos azuis queimavam e ele estava meio
levantado da cadeira. Do jeito de Damon, talvez. Mas s porque no se vislumbre
esperana, no quer dizer que seja certo deixar de lutar. Mesmo que se soubesse que no h
esperana, eu tentaria. Eu tenho que tentar, droga!
-Eu sei  Stefan se acalmou e sorriu ligeiramente. Era um sorriso cansado, mas mostrava a
familiaridade que sentia com Matt agora. E por um momento encontrou entendimento em
sua expresso.  Eu sei, porque eu sinto o mesmo  Stefan continuou.  No existe
desculpa para renunciar a luta s porque parece que vamos perder. Temos que tentar porque
a outra alternativa  se render.
-No estou pronto para me render a nada  disse Matt. Ele se sentia como se tivesse voltado
a lutar com um fogo interior que atravessava seu corpo.  Nunca.
-Eh, nunca,  um longo tempo  disse Stefan.  Mas pelo menos, eu vou tentar, no deixar
de lado. Eu no se se ser possvel, mas vou tentar.
- tudo o que se pode fazer  disse Matt. Retirou a cadeira devagar e se estirou, ficou sem
tenso e os olhos claros j quase se despediam do que Stefan se lembrava dele.
-Ok, se voc j encontrou o que viemos procurar,  melhor voltarmos para as garotas  mas
Stefan pensava, sua cabea dava ns.
Matt, se eu estiver certo sobre o que est acontecendo, as garotas vo ficar bem por
enquanto. Mas voc vai e monta guarda para elas. Enquanto eu fico aqui, tem algo que eu
gostaria de reler sobre um garoto chamado Gervase de Tilbury, que viveu no comeo do
ano 1200.
-Antes de voc, eh?  disse Matt e Stefan lhe deu um sorriso fantasmagrico. Eles
permaneceram um momento olhando um para o outro.
-Tudo bem. Eu vejo voc na casa de Vickie  Matt foi para a porta e hesitou. De repente
estendeu a mo.
-Stefan, eu fico feliz que voc tenha voltado.
Stefan apertou sua mo.
- bom ouvir isso  foi tudo o que disse, mas em seu interior sentiu uma calidez que
despejou toda a dor pulsante e tambm algo de solido.
Capitulo 8


De onde Bonnie e Meredith estavam sentadas no carro, elas s podiam ver a janela da
Vickie. Teria sido melhor se tivesse ficado por perto, mas a algum podia descobri-las.
Meredith derramou o que restava do caf da garrafa trmica e o bebeu. Ento ela bocejou.
Se sentindo culpada, ela olhou para Bonnie.
"Voc est tendo problemas para dormir  noite tambm?"
"Sim. Eu no posso imaginar o por qu", disse Meredith.
"Voc acha que os meninos esto tendo uma pequena conversa?"
Meredith olhou de relance rapidamente, obviamente surpresa e, em seguida, sorriu. Bonnie
percebeu que Meredith no tinha esperado cair na dela.
"Espero que sim", disse Meredith. " Isso poderia ser bom para Matt."
Bonnie acenou relaxada e voltou para o banco de trs. O carro de Meredith nunca pareceu
to confortvel antes.
Quando ela olhou para Meredith novamente, a garota de cabelos escuros tinha adormecido.
Ah, timo.Magnfico . Bonnie olhou fixo nas borras de caf de sua caneca , fazendo uma
careta. Ela no podia relaxar novamente; se as duas adormecessem, poderia ser desastroso .
Ela cravou suas unhas nas palmas das mos e olhou a iluminada janela de Vickie.
Quando ela encontrou uma imagem embaada e duplicada sobre a janela , ela sabia que
algo tinha de ser feito.
Ar fresco. Isso iria ajudar. Sem se preocupar por estar tudo muito calmo, ela abriu a porta e
se ps a levantar . A porta aberta fez um estalido, mas Meredith continuou dormindo
profundamente.
Ela realmente deve estar cansada, pensou Bonnie saindo do carro . Ela fechou a porta mais
delicadamente, trancando Meredith dentro. Foi s depois que ela percebeu que no tem
uma chave.
Oh, tudo bem, ela acordaria Meredith para deix-la entrar. Entretanto ela ia ver Vickie.
Vickie ainda estava, provavelmente, acordada.
O cu estava nublado e calmo, mas a noite estava quente. Atrs da casa de Vickie rvores
de nogueira negra se agitavam ligeiramente. Grilos cantavam, mas seu montono gorjeio
parecia apenas uma parte de um silncio maior.O aroma de madressilva encheram as
narinas de Bonnie. Ela tocou a janela de Vickie gentilmente com os dedos ,olhando atravs
das cortinas.
Sem resposta. Na cama ela podia ver o vulto do cabelo castanho saindo por cima de um
monte de cobertores. Vickie estava dormindo tambm.
Como Bonnie permaneceu l, o silncio parecia aumentar em torno dela. Os grilos no
estavam cantando mais, e as rvores tambm pararam de se agitar.E mesmo assim , era
como se ela forasse a ouvir algo que ela sabia que estava l.
Eu no estou sozinha, ela percebeu.
Nenhum de seus sentidos normais lhe disse isso. Mas o seu sexto sentido, foi o que lhe
enviou arrepios nos braos e um frio em sua espinha, despertando-a com a presena de
poder , disso ela tinha certeza. Havia alguma coisa ... prxima. Alguma coisa ... a
observando.
Ela virou lentamente, com medo de fazer algum barulho. Se ela no fizesse nenhum
barulho , talvez aquilo no a pegaria. Talvez no a notaria .
O silncio tinha se tornado mortal, ameaador. Seus ouvidos zumbiam com a batida do seu
prprio sangue. E no ajudava muito, imaginar o que poderia sair dali a qualquer minuto.
Alguma coisa com as mos quentes, midas, ela pensava, olhando para a escurido do
quintal.Preto em cinza, preto sobre preto era tudo que ela conseguia ver. Cada forma pode
ser qualquer coisa, e todas as sombras pareciam estar se movendo. Algo com as mos
quentes, midas e os braos fortes o suficiente para esmag-la.
O estalo de um galho se quebrando parecia tiros para ela. Ela olhou em volta,olhos e
ouvidos atentos. Mas s havia escurido e silncio. Dedos tocaram a parte de trs de seu
pescoo.
Bonnie virou-se novamente, quase caindo, quase desmaiado. Ela tinha muito medo de
gritar. Quando ela viu quem era, o susto roubou todos os seus sentidos e os seus msculos
se desmoronaram.Ela teria cado no cho se ele no tivesse a apanhado e a colocado em p.
"Voc parece assustada", disse Damon suavemente.
Bonnie balanou a cabea . Ela ainda no tinha voz. Ela pensou que ainda poderia
desmaiar. Mas ela tentou se afastar. Ele no apertou sua mo ,mas ele no a deixou ir. E
lutou muito bem como fizera para tentar quebrar uma parede de tijolos com as mos. Ela se
rendeu e tentou acalmar a sua respirao.
"Voc se assustou comigo?" Damon disse. Sorriu , como se eles compartilhassem um
segredo. "No precisa se assustar."
Como Elena tinha conseguido lidar com isso? Mas ela no era Elena, evidentemente,
Bonnie percebeu.
Na verdade Elena tinha morrido pra Damon. Damon tinha vencido da sua maneira.
Ele tocou levemente com um de seus braos , a curva do seu lbio superior.
"Acho que eu deveria ir embora", disse ele, "e no assustar mais voc.  isso o que voc
quer?" Como um coelho com uma cobra, pensou Bonnie. Isto , como o coelho se sente. S
que eu acho que ele no v me matar. Eu poderia morrer s, apesar de tudo. Ela sentia
como se suas pernas fossem se dissolver a qualquer minuto, como se pudessem
desmoronar. Havia um calor e uns tremores dentro dela.
Pense em algo ... rpido. Aqueles olhos negros estavam enchendo insondavelmente o
universo agora. Ela pensou que poderia ver estrelas dentro deles. Pense. Rapidamente.
Elena no ia gostar, ela pensou, como quando os seus lbios dele tocaram os dela. Sim, era
isso. Mas o problema foi, ela no teve a fora para dizer isso. O calor estava crescendo, por
todo o seu corpo, desde as pontas de seus dedos at as solas de seus ps. Seus lbios eram
frios, como a seda, mas tudo estava to quente. Ela no precisava ter medo, ela poderia se
deixar ir e flutuar. A doura manifestou sobre ela...
"Que diabos est acontecendo aqui?"
A voz quebrou o silncio, quebrou o feitio. Bonnie concluiu que podia mexer a cabea
.Matt estava de p na borda do ptio, o seus punhos apertados, seus olhos azuis como lascas
de gelo. Gelo to frio que queimariam.
"Afaste se dela", disse Matt.
Para surpresa de Bonnie, seus punhos se relaxaram . Ela se afastou , endireitou sua blusa,
um pouco ofegante. Sua mente estava trabalhando novamente.
"Est tudo bem", disse ela para Matt, sua voz estava quase normal. "Eu s estava-"
"Volte para o carro e fique l."
Espere um minuto, pensou Bonnie. Ela estava feliz que Matt havia chegado, a interrupo
foi muito convenientemente, cronometrada. Mas ele havia pegado um pouco pesado, como
se fosse seu irmo mais velho protetor .
"Olha, Matt-"
"V em frente", disse ele, ainda olhando para Damon. Meredith no teria deixado ele agir
dessa maneira. Elena tambm no. Bonnie abriu sua boca para dizer a Matt para ir sentar-se
no carro, quando de repente ela percebeu algo.
Esta foi a primeira vez em meses que tinha visto Matt realmente se preocupando com
alguma coisa. A luz estava de volta nos olhos azuis-gelo que brilhavam de raiva fazendo at
Tyler Smallwood recuar. Matt estava vivo agora, e cheio de energia. Era ele de novo.
Bonnie mordeu o lbio. Por um momento ela lutou com o seu orgulho. Vencida abaixou os
olhos .
"Obrigado por me socorrer", ela sussurrou, e atravessou o ptio.


Matt ficou to irritado que ele no se atreveu a se aproximar de Damon com medo dele se
oscilar. E o frio da escurido dos olhos de Damon lhe disseram que esta no seria uma boa
idia.
Mas a voz de Damon era clara, quase desapaixonada. "Meu gosto por sangue no  apenas
um capricho, voc sabe.  uma necessidade e voc est interferindo aqui. Estou fazendo o
que eu fao. Estou apenas fazendo o que eu tenho que fazer."
Esta insensvel indiferena foi demais para Matt. Eles pensam que ns somos como
alimento, ele lembrava. Eles so caadores, e ns somos a presa. E ele tinha Bonnie em
suas garras, Bonnie, que no podia brigar nem com um gatinho.
Com desdm ele disse, "Por que voc no vai pegar algum do seu tamanho, ento?"
Damon sorriu e o ar ficou mais frio. "Algum como voc?"
Matt olhou fixamente para ele. Ele podia sentir os msculos se tensionar em sua mandbula.
Aps um momento ele disse : "Voc pode tentar."
''Eu posso fazer mais do que tentar, Matt." Damon deu um nico passo em direo a ele
como uma perseguio a panteras. Involuntariamente, Matt pensou em uma selva de
felinos, seus poderosos sentidos aguados,e seus dentes afiados. Pensou quando Tyler tinha
discutido com ele ,ano passado na cabana Quonset, quando Stefan se jogou contra ele.
Carne vermelha. Apenas carne vermelha e sangue.
"Qual  o nome do professor de historia?" Damon dizia sedosamente. Ele pareceu entretido
agora, se divertindo com isso. "O Sr. Tanner, no foi? Eu fiz mais do que provas com ele."
"Voc  um assassino." Damon assentiu, como se ele tivesse sido apresentado. "Claro, ele
enfiou uma faca em mim. Eu no estava planejando deix-lo sem vida , mas ele me irritou e
eu mudei de idia. Voc est me irritando agora, Matt."
Matt teve seus joelhos travados impedindo de correr. Era mais do que um felino
perseguindo sua presa com graa ,mais sublime do que seus olhos negros fixados. Havia
algo dentro de Damon que sussurrava terror para o crebro humano. Uma ameaa
diretamente ao sangue de Matt, dizendo-lhe para fazer alguma coisa para fugir. Mas ele no
iria correr. Sua conversa com Stefan foi obscurecida na sua mente agora, mas ele sabia de
uma coisa . Mesmo que ele morra aqui, ele no iria correr.
''No seja estpido", disse Damon, como se ele tivesse ouvido os pensamentos de Matt.
"Nunca te tiraram sangue a fora , no ? Di, Matt. Di muito." Elena, lembrou Matt. A
primeira vez que ela havia tirado sangue dele ,ele ficou bastante assustado,e o medo foi
suficientemente ruim. Mas ele tinha feito isso por sua prpria vontade. Como seria se fosse
contra sua vontade?
"Eu no vou correr. No vou olhar." Ele disse em voz alta, olhando diretamente para a
Damon, "Se voc vai me matar,  bom parar de falar e fazer. Porque talvez voc possa me
matar, mas isso  tudo o que voc pode fazer."
"Voc  ainda mais estpido do que meu irmo", disse Damon. Com dois passos ele cruzou
a distncia at Matt. Agarrou Matt pela camiseta, uma mo de cada lado da garganta.
"Acho que vou ter que te ensinar da mesma forma." Tudo estava congelado. Matt podia
sentir seu prprio medo, mas ele no se moveu.Ele no podia se mexer agora.No
importava.Ele no iria ceder.Se ele morresse agora,ele morreria sabendo disso.
Os dentes de Damon eram to brancos que brilhavam no escuro. Como um tubaro
cravando seu dentes. Matt poderia sentir a mordida feito navalha nele antes que ele o
tocasse.No vou me render  nada , pensava ele, e fechou seus olhos.
A pegada o deixou completamente sem equilbrio. Ele tropeou e caiu para trs, seus olhos
abertos fora de rbita. Damon tinha deixado ele ir e o empurrou pra longe.
Inexpressivo, aqueles olhos negros olhando para baixo sentando-se na sujeira.
"Eu vou tentar colocar isso de uma maneira que voc possa entender", disse Damon. "Voc
no quer se meter comigo Matt. Eu sou mais perigoso do que voc possa imaginar. Agora,
saia daqui. Eu a vigio."
Silenciosamente, Matt se levantou. Ele esfregava sua camisa onde as mos de Damon tinha
amassado. E depois que ele se foi, mas ele no iria correr e no iria sair da vista de
Damon.Eu ganhei, ele pensava. Ainda estou vivo, ento eu ganhei.
E havia uma espcie de respeito meio que sinistro naqueles olhos negros, no final. Fez Matt
se perguntar sobre algumas coisas. Realmente fez.


Bonnie e Meredith estavam sentadas no carro quando ele voltou. Ambas parecendo
preocupadas.
"Voc foi h muito tempo ", disse Bonnie. "Voc est bem?"
Matt desejava que as pessoas parassem de lhe perguntar isso.
"Estou bem", disse ele, e, em seguida, acrescentou, "De Verdade". Aps um momento de
reflexo ele decidiu que no havia outra coisa que ele deveria dizer. "Desculpe por eu ter
gritado com voc, Bonnie".
"Tudo bem", disse Bonnie friamente. Em seguida, derretendo-se, ela disse, "Voc
realmente parece melhor,sabe. Parece mais com o seu antigo voc."
"?" Ele esfregava sua camisa amassada novamente, olhando ao redor. "Bem, esse
emaranhado de vampiros , obviamente, um grande exerccio de aquecimento."
"O que vocs fizeram? Baixaram a cabea e correram um para o outro de lados opostos do
ptio?" perguntou Meredith.
"Algo como isso. Ele diz que vai olhar a Vickie agora".
"Acha que podemos confiar nele?" Meredith disse sussurrando.
Matt considerou.
"De fato, eu acho.  estranho, mas eu no acho que ele v machuc-la. E se o assassino
vier, eu acho que ele ter uma surpresa. Damon est pronto pra uma lutar. Ento podemos
voltar para a biblioteca."


Stefan no era visvel por fora da biblioteca, mas quando o carro tinha passado para cima e
para baixo da rua, uma ou duas vezes ele se materializou para fora da escurido. Ele tinha
um espesso livro com ele.
"Violao de domiclio e um grandioso furto, da biblioteca" comentou Meredith. "Eu me
pergunto como voc conseguiu isso?"
"Eu peguei isto emprestado", disse Stefan, olhando ofendido. "Isso  pra que servem as
bibliotecas, certo? E eu copiei o que precisava do dirio."
"Voc quer dizer que encontrou? Voc descobriu? Ento nos conte tudo como voc
prometeu",disse Bonnie . "Vamos para a penso."
Stefan parecia um pouco surpreso quando ouviu que Damon tinha ficado l e vigiado
Vickie, mas ele no fez nenhum comentrio. Matt no lhe disse exatamente como Damon
tinha voltado, e percebeu que Bonnie tambm no.
"Estou quase certo sobre o que est acontecendo na Fells Church. E eu tenho metade do
enigma resolvido, de qualquer maneira", disse Stefan quando elas foram decididas para o
seu quarto no sto da penso . "Mas h s uma maneira de resolver isso, e s h uma
forma de resolver a outra metade. Preciso de ajuda, mas no  algo que eu iria pedir.
Ele olhava para Bonnie e Meredith quando disse isso.
Eles olharam um para o outro, e depois, olharam para ele de volta.
"Esse cara matou uma de nossas amigas", disse Meredith. "E ele est enlouquecendo outra.
Se voc precisar de nossa ajuda, voc vai t-la."
"Custe o que custar", Bonnie acrescentou.
" algo perigoso, no ?" Matt exigido. Ele no podia se abster. Como se Bonnie no
tivesse dito o suficiente...
" perigoso, sim. Mas  a sua luta tambm, voc sabe."
"Droga, est certo", disse Bonnie. Meredith tentando reprimir um sorriso. Finalmente ela
teve que se virar e rir.
"A volta de Matt", disse ela quando Stefan perguntou qual era a piada.
"Ns sentimos sua falta", acrescentou Bonnie. Matt no podia entender do porque do riso, e
isso o fez se sentir quente e desconfortvel. Ele correu para perto da janela .
" perigoso, no vou tentar enganar vocs sobre isso", disse Stefan para as meninas. "Mas 
a nossa nica chance. A coisa toda  um pouco complicada, e eu vou comear do incio.
Temos que voltar para a fundao Fells Church..."
Ele falou at muito tarde da noite .
Quinta-feira, 11 de junho, 7 da noite
Querido Dirio,
Eu no pude escrever a noite passada, porque eu cheguei muito tarde. Mame estava
chateada de novo. Ela teria ficado histrica, se ela soubesse o que eu estava realmente
fazendo. Saindo com vampiros e planejando algo que pode me matar. Isto , que pode
matar todos ns.
Stefan tem um plano para pegar o homem que assassinou Sue. Isso me faz lembrar de
alguns dos planos da Elena e  isso que me preocupa. Eles sempre pareceram
maravilhosos, mas muitas das vezes dava tudo errado.
Ns conversamos sobre quem fica com o trabalho mais perigoso, e decidimos que deve ser
Meredith. O que est timo pra mim.Quero dizer, ela a  mais forte e atltica, e ela sempre
mantm a calma em situaes de emergncia.
Mas o que me incomoda ,me incomoda s pouquinho,  que todo mundo foi to rpido
sobre a escolha de Meredith, especialmente Matt. Quero dizer, no  que eu seja
totalmente incompetente. Eu sei que no sou to inteligente como os outros, e eu
certamente no sou to boa nos esportes ou como agir sob presso, mas eu no sou um
desastre total. Eu sou boa em alguma coisa.
Enfim, ns vamos agir,aps  formatura.Estamos todos dentro, exceto Damon, que vai
ficar vigiando Vickie.  estranho, mas todos ns confiamos nele agora. At eu. Apesar do
que ele me fez a noite passada, eu no acho que ele vai deixar Vickie se machucar.
No tive mais sonhos com a Elena. Acho que se eu tiver , eu vou acabar gritando
freneticamente. Ou nunca mais vou dormir novamente. Eu s no aguento mais isso.
Tudo bem.  melhor eu ir. Espero que, at domingo tenhamos resolvido o mistrio e
capturado o assassino morto . Eu confio em Stefan.
S espero que eu possa me lembrar da minha parte.
Capitulo 9


"...E ento,Senhoras e senhores, lhes apresento a turma de 92! "
Bonnie jogou seu capelo* para o ar junto com todos os outros. Pensou: Conseguimos,
qualquer coisa pode acontecer essa noite, mas Matt, Meredith e eu conseguimos... Nos
Graduamos.Havia cronometrado todo os dias deste ultimo ano escolar e havia tido serias
duvidas se conseguiriam.
*capelo =chapu utilizado em formaturas junto com a beca
Considerando a morte de Sue, Bonnie havia esperado que a cerimnia de formatura fosse
ser desatenta e sombria. Mas tinhas uma espcie de excitao frentica no ambiente e todos
estvamos celebrando... Antes que fosse tarde demais.
Tudo virou um tumultuo quando os pas foram a frente e a classe do ultimo ano da Robert E
Lee se Todo se separou em todas as direes. Bonnie recuperou seu capelo e ento olhou
para a lente da cmera da sua me.
Aja normalmente, isso  o que importa, ela disse a si mesma . Ela pode ver a tia de Elena,
Judith e Robert Maxwell, o homem que tinha se casado recentemente com Tia Judith
estavam de p. Robert estava segurando a pequena irm de Elena, Margaret, pela mo.
Quando eles a viro, sorriro bravamente, mas ela se sentiu desconfortvel quando viu que
eles se aproximavam.
"Oh, Sra. Gilbert - quero dizer, Senhora Maxwell... Voc no deveria ter," - Tia Judith lhe
deu um pequeno boque de rosas vermelhas.
Tia Judith sorriu e correram lagrimas de seus olhos. "Este teria sido um dia muito especial
para Elena," ela disse. "Quero que seja muito especial para voc e Meredith, tambm."
"Oh, Tia Judith. "Impulsivamente, Bonnie atirou seus braos em torno da mulher "Sinto
Muito", sussurrou. "Voc sabe o quanto."
"Todos nos sentimos falta dela", disse Tia Judith . Ento ela saiu e sorriu de novo. Bonnie
se virou para olh-los e se fez um n em sua garganta! A multido seguia celebrando
loucamente.
L estava Ray Hernandez, o menino que tinha ido com ela no baile de Boas vindas, estava
convidando todos para uma festa na sua casa a noite. Tambm estava Tyler o amigo Dick
Carter, fazendo-se de idiota, como de costume. Tyler estava sorrindo descaradamente
quando seu pai tirou uma foto dele. Matt estava escutando, com um olhar nada
impressionado, a um recrutador de futebol, da James Mason University. Meredith estava de
p perto dele, segurando buqu de rosas vermelhas e olhando pensativa.
Vickie no estava ali. Seus pais tinham mantido-a em casa, dizendo que ela no estava em
condies para sair. Caroline tambm no estava ali.Ela estava no apartamento em
Heron.Sua me havia dito a me de Bonnie que ela estava com gripe, mas Bonnie sabia a
verdade. Caroline estava com medo.
Talvez ela estivesse certa, Bonnie pensou enquanto alcanava Meredith. Caroline pode ser
a nica de ns a se formar apenas na semana que vem.
Parea normal, aja normalmente ela chegou ao grupo de Meredith, ela estava envolvendo a
borda vermelha-e-negra do seu capelo e o buqu, torcendo-o entre os dedos elegantes e
nervosos.
Bonnie deu uma olhada rpida em volta. Bom. Este era o lugar. E agora era o momento.
"Tenha cuidado; voc vai estrag-lo", disse ela em voz alta
A aparncia melanclica e Pensativa de Meredith no mudou. Continuou olhando
fixamente para a o capelo, retorcendo-o. "No  justo", disse, "que nos formamos e Elena
no. Tudo esta errado."
"Sim;  horrvel", disse Bonnie. Manteve seu tom de voz baixo. "Gostaria que pudssemos
fazer algo, mas no podemos."
"Tudo esta errado", Meredith continuou dizendo, como se Bonnie no tivesse ouvindo. "
Nos estamos aqui fora na luz do sol,nos graduando, e ela esta embaixo daquela... pedra."
"Eu sei, eu sei", disse Bonnie em um tom consolador. "Meredith, esta se chateado. Por que
no tenta pensar em outra coisa? Deve ir jantar com seus pais, e depois quer ir na festa de
Raymond? Mesmo que ele no tenha nos convidado, podemos penetrar na festa."
"No" disse Meredith com uma veemncia surpreendente. "No quero ir a nenhuma festa.
Como pode sequer pensar nisso, Bonnie? Como pode ser to superficial ? "
"Bem temos que fazer alguma coisa..."
"Eu vou te dizer o que eu vou fazer. Eu vou ao cemitrio depois do jantar. Vou ir colocar
isso no tumulo de Elena, Ela merece isso." Os punhos de Meredith estavam brancos quando
agitou o capelo em sua mo.
"Meredith, no seja idiota. No pode ir ate l, especialmente esta noite. Isto  loucura. E
estou certa de que Matt diria o mesmo.
"Bem, no estou convidando o Matt. No estou convidando ningum. Vou sozinha."
"No pode. Deus, Meredith, sempre pensei que voc fosse inteligente..."
"E eu sempre achei que voc fosse um pouco sensvel. Mas obviamente no , nem sequer
pensou na Elena. Ou  porque voc quer o ex namorado dela para voc?"
Bonnie deu um tapa nela.
Um tapa bem duro, com muita fora Meredith respirou fundo, e passou a mo na bochecha.
Todos ao redor delas estavam olhando fixamente
"Isso foi para voc, Bonnie McCullough," Meredith disse aps um momento, em uma voz
de calma mortal. "Eu no quero nunca falar com voc de novo." Ela girou sobre os
calcanhares e saiu andando.
"Nunca  cedo demais pra mim!" Bonnie gritou as suas costas.
Os olhares das pessoas sumiram quando Bonnie olhou ao redor. Mas no havia nenhuma
divida que ela e Meredith tinham sido o centro das atenes pelos vrios minutos passados.
Bonnie mordeu os lbio para manter uma cara seria e caminhou ate Matt, que tinha perdido
o recrutador.
"Como foi ? " ela murmurou.
"Bom."
"Acha que aquele tapa foi demais? Realmente no planejamos isso, eu esta apenas indo
com o momento, Talvez ficasse obvio demais..."
"Foi bem, muito bem." Matt parecia preocupado. No aborrecido, aptico, como parecia
nos ltimos meses, mas distintamente abstrado
"O que foi? Alguma coisa errada com o plano? " perguntou Bonnie
"No, no. Escuta, Bonnie, estava pensando. Voc foi uma das primeiras pessoas que viu o
corpo do Professor Tanner na casa mal assombrada no ultimo dia das bruxas. Certo?
Bonnie se assustou. Ela sentiu um arrepio involuntrio de repugnncia. "Bem, eu fui a
primeira a saber que ele estava morto, realmente morto, ao invs de apenas estar fazendo
sua cena. Porque na terra que voc quer falar sobre isso agora?"
"Porque talvez voc possa responder a esta pergunta. O Sr. Tanner poderia ter enfiado a
faca no Damon?"
"Que? "
"Bem, poderia?"
"Eu..." Bonnie piscou e fez uma cara feia. Ento encolheu os ombros "suponho que sim.
Era uma interpretao de uma sacrifcio Druida,lembra, e a faca que usamos era uma faca
de verdade. Conversamos sobre usar uma imitao... mas no o fizemos... acho que quando
encontrei corpo, a faca estava em uma lugar diferente de onde a colocamos no
comeo.Mas, alguma criana pode ter mudado-a de lugar. Matt, porqu est perguntando? "
"Apenas uma coisa que Damon me contou", disse Matt, olhando para longe novamente
"Estava me perguntando se poderia ser verdade."
"Ah". Bonnie esperou ele dizer algo mais, mas ele no disse. "Bem", disse ela, finalmente,
"se est tudo esclarecido, pode voltar  Terra, por favor? E no acha que talvez deveria
colocar o seu brao em torno de mim? S para mostrar que voc est do meu lado e no
tem nenhuma chance de voc ir ao tumulo de Elena com Meredith hoje a noite? "
Matt bufou, mas seu olhar distante sumiu. Por apenas um instante colocou seu brao em
volta dela e a apertou.
Deja v Meredith pensou quando estava na frente do porto do cemitrio: aqui comeou
todo esse problema. No conseguia se lembrar exatamente das suas experincias anteriores
no cemitrio, mas esta noite se lembrou que haviam acontecido muitas coisas ali...
Lembrou-se como Elena tinha jurado no descansar ate que Stefan fosse dela.. Tinha feito
que Bonnie e ela jurassem que a ajudaria e haviam feito um pacto de sangue. Que
conveniente, pensou Meredith agora.
Lembrou-se tambm que Tyler tinha atacado Elena na noite do baile de boas vindas.Que
Stefan veio salva-la e que esse havia sido o comeo para eles. Este cemitrio tinha visto
muito.
Inclusive tinha visto o grupo deles indo para a igreja em runas em dezembro, procurando o
covil de Katherine.Sete deles haviam descido para a cripta: Bonnie, Matt, Elena, Stefan,
Damon, Alaric e ela mesma. Mas s seis deles saram de l bem. Tambm lembrou-se de
quando tiraram Elena dali, para enterr-la.
Este cemitrio havia sido o comeo, e o fim tambm. E talvez esta noite teria outro fim ali.
Meredith recomeou a andar.
Eu gostaria que voc estivesse comigo, Alaric. Ela pensou, poderia usar seu otimismo e seu
conhecimento sobre o sobrenatural e tambm seus msculos para levantar a lapide de
Elena.
A lapide estava no cemitrio, claro, onde a grama ainda tomava conta e os tmulos tinham
grinaldas de flores. A lapide era muito simples, com uma inscrio breve. Meredith se
curvou e colocou o buqu de rosas na frente da lapide. Ento, lentamente colocou o capelo
de sua beca. Naquela escurido,as duas cores pareciam a mesma, como sangue seco. Ela e
ajoelhou e dobrou suas mos silenciosamente. Ento esperou.
A sua volta o cemitrio estava silencioso. Parecia estar esperando com ela. Meredith
escutou algo. Os passos de algum.
Com sua cabea abaixada, ela permaneceu calada, fingindo que no havia notado.
Os passos pareciam mais perto.
"Ola, Meredith."
Meredith olhou a sua volta rapidamente. "Ah...Tyler", disse. "Me assustou.
"?" Os lbios de Tyler desapareceram atrs de um sorriso inquietante. "Bem me desculpe
se desapontei voc, sou apenas eu e ningum mais."
"O Que esta fazendo aqui, Tyler? A festa no estava boa?"
"Poderia te fazer a mesma pergunta" Os olhos de Tyler se encontraram com a lapide e o
capelo."Mas acho que j sei a resposta. Esta aqui por ela.Elena Gilbert, Uma luz na
escurido", ele leu sarcasticamente.
"Esta certo", Meredith disse uniformemente." 'Elena significa luz, voc sabe. E ela
certamente estava rodeada pela escurido que quase a derrotou, mas no final ela ganhou ."
"Talvez", Tyler disse, e mexeu o queixo refletindo, virando os olhos. "Mas sabe Meredith,
h uma coisa engraada e que depois da escurido.Tem sempre alguma coisa esperando."
"Como hoje a noite", Meredith disse , olhando para o cu.Estava lmpido e ponteado por
estrelas com um brilho fraco. "Esta muito escuro esta noite Tyler. Mas cedo ou tarde o sol
ira surgir."
"Sim,mas a lua surgir primeiro." Disse Tyler, e abafou o riso de repente, como se aquilo
foi uma piada que s ele conseguia entender. "Meredith, alguma vez foi ver o lote da mina
famlia? Vamos l eu te mostrarei. No esta longe."
Sim claro, igual mostrou a Elena, pensou Meredith. De certo modo ela estava curtindo isso,
mas no perdeu de vista o porque havia vindo aqui. Seus dedos frios titubearam o bolso da
jaqueta e encontraram o pequeno ramo de verbena. "Esta tudo bem, Tyler. Mas acho que
prefiro ficar aqui."
"Tem certeza? O cemitrio e um lugar perigoso para se estar sozinho."
Espritos inquietos, Meredith pensou. Ela olhou diretamente para ele. "Eu sei."
Ele estava sorrindo de novo, exibindo seus dentes. "Em todo caso, voc consegue o ver
daqui se tiver uma boa viso. Olhe por este lado em direo ao velho cemitrio. Agora,
voc v alguma coisa pequena e vermelha no meio?"
"No." Tinha uma luminosidade plida sobre as arvores. Meredith manteve seus olhos nela.
"Ah , vamos, Meredith. Voc no esta tentando... Olhe de onde esta a lua e ver melhor."
"Tyler, no posso mais perder tempo aqui. Estou indo."
"No, voc no vai", ele disse. E ento ela apertou os dedos na verbena, juntando o ao seu
punho, ele acrescentou com sua voz lisonjeira, "Quer dizer, voc no vai enquanto eu no
te contar a historia da lpide, vai? E uma grande historia Olhe, a lapide foi feita de mrmore
vermelho,  a nica assim em todo o cemitrio. E este globo em cima... consegue ver?...
deve pesar uma tonelada. Mas se move. Sempre que um Smallwood vai morrer. Meu av
no acreditava nisso; ele arranhou a parte de parte de baixo exatamente na frente do
globo.Ele costumava vir verificar todo ms mais ou menos. Ento um dia quando ele veio
verificar viu que o arranho estava atrs. O globo havia girado completamente para dentro.
Ele fez tudo que podia para gira-la novamente para que o arranho ficasse na frente, mas
no conseguiu. Era pesada demais. E nesta noite, na cama, ele morreu. E o enterraram
embaixo dele."
"Provavelmente ele teve um ataque cardaco devido ao esforo, Meredith disse
monotonamente, mas as palmas de suas mos estavam formigando.
"Voc  engraada, no ? Sempre to legal, to companheira. Demora muito para fazer
voc gritar no ?"
"Estou indo embora, Tyler. J  o bastante."
Ele deixou que ela andasse um pouco e disse "Voc gritou aquela noite na casa da Caroline,
no ?"
Meredith voltou. "Como sabe disso?"
Tyler revirou os olhos. "Me de crdito por ter um pouco de inteligncia, esta bem? Eu sei
muito, Meredith. Por exemplo, eu sei o que tem no seu bolso."
Os dedos de Meredith se acalmaram. "O que quer dizer?"
"Verbena, Meredith. Verbena Officinalis. Tenho um amigo que entende dessas coisas." O
sorriso de Tyler foi crescendo, olhando o rosto dela como se fosse seu seriado favorito.
Como um gato cansado de brincar com o rato,ele estava entrando. "E eu sei, para que serve
tambm". Ele deu uma olhada exagerada a sua volta e colocou o dedo indicador nos lbios.
"Shh. Os Vampiros" sussurrou. Ento lanou sua cabea para trs e riu ruidosamente.
Meredith deu um passo para trs.
"Acha que isto vai ajud-la? Mas eu vou te contar um segredo."
Os olhos de Meredith mediam a distancia entre ela e o caminho. Manteve a calma em seu
rosto, mas um tremor violento estava comeando dentro dela. Ela no sabia se era capaz de
esconder isso.
"No vai a nenhum lugar, queridinha," disse Tyler ,e uma grande mo agarrou o pulso de
Meredith. Estava quente e mida , ela conseguia sentir embaixo da manga de sua
jaqueta."Vai ficar aqui para a sua surpresa." Agora o corpo dele estava mas perto do seu.
Ele impulsionou a cabea para frente, e tinha um sorriso triunfante nos lbios.
"Deixe-me ir, Tyler. Esta me machucando!" O pnico se espalhou pelos nervos de Meredith
ao sentir a carne de Tyler contra a dela. Mas a mo apenas agarrou mais forte apertando o
osso do pulso dela com seu tendo.
"Este e um segredo, que ningum mais sabe," disse Tyler, puxando-a mais para perto, ela
sentia a respirao quente em seu rosto. "Voc veio aqui enfeitada contra os vampiros. Mas
no sou um Vampiro."
O corao de Meredith estava batendo rpido. "Deixe-me ir"
"Primeiro quero que voc olhe para l. Voc pode ver a lapide agora.", ele disse, virando-a
para que ela no pudesse deixar de olhar. E tinha razo; Ela podia v-la, como um
monumento vermelho com um globo brilhante em cima. Ou... no um globo. Esta esfera de
mrmore se parecia com... parecia com...
"Agora olhe para o leste. O que v l, Meredith?" Continuou Tyler, sua voz, rouca pela
excitao.
Era a lua cheia. Havia surgido enquanto ele conversava com ela, agora estava sobre as
colinas, absolutamente redonda e totalmente estendida, era uma grande e inchada bola
vermelha.
E era isso que a lapide se parecia. Como uma lua cheia banhada em sangue.
"Voc veio aqui protegida contra vampiros, Meredith",disse Tyler com a voz mais rouca
ainda. "Mas nos Smallwoods no somos vampiros afinal. Somos outra coisa."
E ento ele grunhiu.
Nenhuma garganta humana poderia fazer esse som. Isto no era a imitao de um animal;
era real. Um rosnado gutural que aumentava e aumentava, a cabea de Meredith estalou
para olhar pra ele, com descrena. O que ela estava vendo era to horrvel que sua mente
no conseguia aceitar...
Meredith gritou.
"Te falei que era uma surpresa.Voc gostou? " disse Tyler. Sua voz era rouca e cheia de
saliva, e sua lngua vermelha acomodava-se entre as filas de largos dentes caninos. Seu
rosto j no era um rosto. Era uma salincia para fora virando um focinho, seus olhos eram
amarelos, Seu cabelo vermelho arenoso tinha crescido em suas bochechas e na parte de trs
de seu pescoo. Um casaco de Pele "pode gritar o quanto quiser aqui, ningum vai te
ouvir", acrescentou.
Cada msculo do corpo de Meredith estava rgido, tentando fugir dele. Era uma reao
visceral, A respirao do animal era quente, e cheirava selvagem, como um animal. A
unhas com que estavam em seu pulso eram grandes garras negras. Ela no tinha foras para
gritar de novo.
"Tem outras coisas alem de vampiros que gostam de sangue, "disse Tyler, com sua nova
voz sinistra. "E eu quero beber seu sangue. Mas primeiro vamos nos divertir um pouco."
Embora ele ainda estivesse sobre dois ps, seu corpo estava estranhamente torto, corcunda.
Os esforos de Meredith eram dbeis quando ele a tirou do cho. Ela era uma garota forte,
mas ele era muito mais forte, seus msculos se acumulavam embaixo de sua camisa quando
ele a prendeu.
"Voc sempre foi boa para mim, no ? Bem, agora vamos ver o quanto que sentiu minha
falta."
No consigo respirar, Meredith pensou ferozmente. O brao dele estava em volta de sua
garganta, bloqueando o ar. Ondas cinza passaram por seu crebro. Se ela desmaiasse
agora...
"Voc vai desejar morrer to rpido quanto Sue" O resto de Tyler flutuando acima do dela,
vermelho como a lua, com aquela grande lngua. Sua outra mo segurou as mos dela sobre
a cabea dela "Voc j ouviu a historia da Chapeuzinho Vermelho? "
O cinza estava se transformando em preto, salpicado com pequenas luzes. Como as estrelas,
pensou Meredith. Estou caindo nas estrelas...
"Tyler tire suas mos dela, deixe-a ir agora!" gritou a voz de Matt.
O rosnado de Tyler foi quebrado virando uma queixa de surpresa. O brao contra a
garganta de Meredith afrouxou um pouco, e o ar entrou apressado em seus pulmes.
Ao redor dela ela ouviu o barulho de passos. "Estive esperando muito tempo para fazer isso
Tyler", Matt estava puxando a cabea loira-avermelhada. O punho de Matt golpeou o
focinho de Tyler. Sangue jorrou do nariz do animal.
Tyler emitiu um som que fez o corao de Meredith congelar em seu peito. Ele pulou em
Matt, torcendo no ar e mostrando suas garras. Matt se abaixou desviando do ataque e
Meredith tonta, tentou se levantar do cho. No conseguia; todos seus msculos estavam
tremendo incontrolavelmente. Mas algum apanhou Tyler tirando de perto de Matt como se
seu peso no fosse mais que o de uma boneca.
"Como nos velhos tempos, Tyler," Disse Stefan, enquanto Tyler se colocava de p
encarando-o.
Tyler o encarou fixamente por um minuto, ento tentou correr.
Era rpido, a agilidade de um animal escapando entre as filas de tmulos. Mas Stefan era
mais rpido e o alcanou.
"Meredith, esta Ferida? Meredith? " Bonnie estava ajoelhada ao seu lado. Meredith acenou
com a cabea, no conseguia falar e deixou que Bonnie apoiasse sua cabea. "Sabia que
devamos ter vindo antes, eu sabia", continuou Bonnie angustiada.
Stefan estava arrastando Tyler de volta "Sempre soube que era um idiota." Ele disse
empurrando Tyler contra a lapide, "Mas no sabia que era tapado. Pesei que j havia
aprendido a no atacar garotas em cemitrios, mas no. E ainda tinha que fazer um alarde
sobre o que fez com Sue. Isso no foi nada Inteligente, Tyler."
Meredith os olhava enquanto eles se encaravam. Diferentes, ela pensava. Mesmo ambos
sendo criaturas das trevas. Stefan estava plido, seus olhos verdes em chamas com raiva e
ameaa, mas havia dignidade, quase uma pureza sobre ele. Estava como um anjo feito de
mrmore, inflexvel. Tyler apenas parecia um animal preso. Se abaixou , respirando com
dificuldade, sangue e saliva se misturavam em seu peito. Aqueles olhos amarelos reluziam
com dio e temor, e seus dedos trabalhavam como se quisesse arranhar alguma coisa. Um
som baixo saiu de sua garganta.
"No se preocupe, no vou te bater desta vez," Stefan disse, "Ha menos que tente fugir de
novo. Nos vamos a igreja conversar com pouco. Voc gosta de contar historias, Tyler;
Bem, voc vai me contar uma agora.
Tyler saltou nele, indo diretamente do cho para a garganta de Stefan. Mas Stefan estava
pronto para ele. Meredith sups que Stefan e Matt desfrutaro os minutos seguintes, que foi
o despejo da violncia que eles haviam acumulado. Mas ela no. Ela olhou para outro lado.
No fim ele estava amarrado por uma corda de Nylon. E conseguia andar, ou cambalear
afinal, e Stefan segurou a parte de atrs de sua camisa e o guiou rapidamente pelo caminho
para a igreja.
Dentro da igreja, Stefan empurrou Tyler para o cho perto da cripta aberta. "Agora", disse,
"nos vamos conversar. E voc vai cooperar, Tyler, ou vai sentir muito, muito mesmo.
Captulo 10


    Meredith se sentou na parede da altura do joelho da Igreja arruinada. "Voc disse que
seria perigoso, Stefan, mas voc no disse que ia deixar ele me estrangular."
    "Sinto muito. Eu estava esperando que ele desse mais informaes, especialmente
depois que ele admitiu estar l quando Sue morreu. Mas eu no devia ter esperado."
    "Eu no admiti nada! Voc no pode provar nada," Tyler disse. O lamento animal
estava de volta em sua voz, mas na caminhada seu rosto e corpo tinham voltado ao normal.
Ou melhor, tinham voltado a ser humanos, Meredith pensou. O inchao e as contuses e o
sangue seco no eram normais.
    "Essa no  uma corte, Tyler," ela disse. "Seu pai no pode lhe ajudar agora."
    "Mas se fosse, teramos um belo caso," Stefan acrescentou. "O bastante para enquadr-
lo por conspirao para cometer homicdio, eu acho."
    "Isso se ningum derreter as colheres de ch de sua av para fazer uma bala de prata,"
Matt intrometeu-se.
    Tyler olhou de um para outro. "Eu no direi nada."
    "Tyler, sabe o que voc . Voc  um valento," Bonnie disse. "E os valentes sempre
falam."
    "Voc no se importa em imobilizar uma garota e amea-la," disse Matt. "mas quando
os amigos dela aparecem, voc se borra de medo."
    Tyler simplesmente olhou furiosamente para todos eles.
    "Bem, se voc no quiser falar, eu acho que eu terei que," Stefan disse. Ele se inclinou e
pegou o livro grosso que tinha emprestado na biblioteca. Um p na tampa da tumba, ele
descansou o livro em seu joelho e abriu-o. Nesse momento, Meredith pensou, ele parecia
assustadoramente como Damon.
    "Esse  um livro de Gervase de Tilbury, Tyler," ele disse. "Foi escrito por volta do ano
1210 d.C.* Uma das coisas que ele fala  sobre lobisomens"
    * no original, Anno Domini, um termo em latim medieval, que significa "o ano do
(nosso) Senhor".
    "Voc no pode provar nada! Voc no tem nenhuma evidncia"
    "Cala a boca, Tyler!" Stefan olhou para ele. "Eu no preciso provar isso. Eu posso ver
isso, at mesmo agora. Voc se esqueceu o que eu sou?" Houve um silncio, e ento Stefan
continuou. "Quando eu cheguei aqui h alguns dias, havia um mistrio. Uma garota estava
morta. Mas quem havia a matado? E por qu? Todas as pistas que eu podia ver pareciam
contraditrias.
    "No foi uma matana comum, no algum psicopata humano sado das ruas. Eu tinha a
palavra de quem eu confiava nisso  e evidncia independente tambm. Um assassino
comum no sabe mexer num tabuleiro de Ouija por telecinsia. Um assassino comum no
pode queimar um fusvel em uma estao de fora h quilmetros de distncia.
    "No, foi algum com tremendo poder fsico e psquico. De tudo que Vickie me disse,
soava como um vampiro.
    "Exceto que Sue Carson ainda estava com sangue. Um vampiro teria drenado pelo
menos um pouco dele. Nenhum vampiro poderia resistir a isso, especialmente no um
assassino.  de onde a embriaguez vem, e a embriaguez  a razo para matar. Mas o mdico
da percia no achou buracos nas veias dela, e s uma pequena quantidade de sangramento.
No fazia sentido algum.
    "E havia outra coisa. Voc esteve naquela casa, Tyler. Voc cometeu o erro de agarrar
Bonnie naquela noite, e ento voc cometeu o erro de abrir sua boca no dia seguinte,
dizendo coisas que no poderia ter sabido a no ser que estivesse l.
    "Ento o que tnhamos? Um vampiro forjado, um assassino depravado com Poderes de
sobra? Ou um valento de escola que no consegue organizar uma viagem ao banheiro sem
tropear nos prprios ps? Qual? A evidncia apontava para ambos os lados, e eu no
conseguia me decidir.
    "Ento eu fui ao prprio corpo da Sue. E l estava, o maior mistrio de todos. Um corte
aqui." O dedo de Stefan desenhou uma linha afiada abaixo da clavcula. "Um corte tpico e
tradicional  feito por vampiros para compartilhar de seu prprio sangue. Mas Sue no era
uma vampira, e ela no se cortou sozinha. Algum cortou por ela enquanto ela estava
deitada l no cho."
    Meredith fechou seus olhos, e ela ouviu Bonnie engolir em seco ao lado dela. Ela
esticou uma mo e encontrou a de Bonnie e a segurou firmemente, mas ela continuou
escutando. Stefan no tinha chego a esse tipo de detalhe em sua explicao para eles antes.
    "Vampiros no precisam cortar suas vtimas desse jeito; eles usam seus dentes," Stefan
disse. Seu lbio superior levantou ligeiramente para mostrar seus prprios dentes. "Mas se
um vampiro queria sugar sangue para outra pessoa beber, ele poderia cortar ao invs de
morder. Se um vampiro queria dar  outra pessoa o primeiro e nico gole, ele poderia fazer
isso.
    "E isso me fez comear a pensar em sangue. Sangue  importante, veja. Para os
vampiros, d vida, Poder.  tudo que precisamos para sobreviver, e h vezes quando a
necessidade nos deixa louco. Mas  bom para outras coisas, tambm. Como por exemplo...
iniciao.
    "Iniciao e Poder. Agora, eu estava pensando sobre essas duas coisas, colocando-as
juntas com o que eu tinha visto de voc, Tyler, quando eu estive em Fells Church antes.
Coisinhas em que eu no tinha realmente me focado antes. Mas eu me lembrei de algo que
Elena me disse sobre a histria da sua famlia, e eu decidi checar no dirio de Honoria
Fell."
    Stefan levantou um pedao de papel entre as pginas do livro que ele segurava. "E aqui
est, na caligrafia da Honoria. Eu xeroquei a pgina para que pudesse ler para voc. O
pequeno segredo de famlia dos Smallwood  se puder ler entrelinhas."
    Olhando para baixo para o papel, ele leu:
    "12 de novembro. Velas prontas, flax* dilatado. Estamos com pouca farinha de milho e
sal, mas sobreviveremos ao inverno. Ontem a noite houve um alerta; lobos atacaram Jacob
Smallwood enquanto ele voltava da floresta. Eu tratei do ferimento com amora silvestre e
cortia de sallow**, mas  profundo e eu estou com medo. Depois de chegar em casa eu
joguei as runas. Eu no contei o resultado a ningum, exceto a Thomas.
    * tambm conhecida como semente de linho,  uma planta usada para fazer tecido,
tintura, papel, remdio, redes de pesca, gel para cabelo e sabonete.
    ** sallow  uma planta da famlia dos salgueiros. O ch de cortia de sallow pode ser
usado para tratar de indigesto, tosse pesada e catarro, assim como um anti-sptico e um
desinfetante.
    "Jogar as runas  uma forma de adivinhao," Stefan acrescentou, olhando para cima.
"Honoria era o que chamaramos de bruxa. Ela continua aqui falando sobre ,,problemas com
lobos em vrias outras partes do assentamento  parece que de repente houve ataques
repentinos, especialmente em jovens meninas. Ela conta como ela e seu marido ficaram
cada vez mais preocupados. E finalmente, isso:
    "20 de dezembro. Problemas com lobos na casa dos Smallwood novamente. Escutamos
os gritos h alguns minutos, e Thomas disse que estava na hora. Ele fez as balas ontem.
Ele carregou seu rifle e ns iremos at l. Se formos poupados, escreverei novamente.
    "21 de dezembro. Fui na casa dos Smallwood ontem  noite. Jacob gravemente ferido.
O lobo foi morto.
    "Enterraremos Jacob no pequeno cemitrio no p da colina. Que sua alma ache paz na
morte.
    "Na histria oficial de Fells Church," Stefan disse. "isso foi interpretado como que
Thomas Fell e sua esposa indo  casa dos Smallwood para encontrar Jacob Smallwood
sendo novamente atacado por um lobo, e que o lobo o matou. Mas isso est errado. O que
isso realmente diz no  que o lobo matou Jacob Smallwood, mas que Jacob Smallwood, o
lobo, foi morto."
    Stefan fechou o livro. "Ele era um lobisomem, seu tata-tata-tatara-qualquer coisa av,
Tyler. Ele ficou desse jeito porque ele prprio foi atacado por um lobo. E ele passou seu
vrus de lobisomem para o filho que nasceu oito meses e meio depois que ele morreu.
Exatamente da maneira que seu pai passou para voc."
    "Eu sempre soube que tinha algo de estranho em voc, Tyler," Bonnie disse, e Meredith
abriu seus olhos. "Eu nunca pude afirmar o que era, mas no fundo da minha mente algo est
me dizendo que voc era horripilante."
    "Costumvamos fazer piada a respeito," Meredith disse, sua voz ainda rouca. "A
respeito do seu ,,magnetismo animal e seus grandes dentes brancos. Ns s nunca soubemos
o quo perto da verdade estvamos."
    "s vezes psquicos conseguem sentir esse tipo de coisa," Stefan cedeu. "s vezes at
as pessoas comuns conseguem. Eu devia ter percebido, mas eu estava preocupado. Ainda
assim, isso no  desculpa. E obviamente outra pessoa  o assassino psicopata  viu de
imediato. No viu, Tyler? Um homem usando uma velha capa de chuva foi at voc. Ele
era alto, tinha cabelo loiro e olhos azuis, e ele fez algum tipo de acordo com voc. Em troca
de  algo  ele lhe mostraria como recuperar sua herana. Como se tornar um verdadeiro
lobisomem.
    "Porque de acordo com Gervase de Tilbury"  Stefan deu um tapa no livro em seu
joelho  "um lobisomem que no tenha sido mordido precisa ser iniciado. Isso quer dizer
que voc pode ter o vrus do lobisomem por toda a sua vida mas nunca nem ao menos
saber, porque nunca foi ativado. Geraes de Smallwoods viveram e morreram, mas o vrus
esteve dormente neles porque eles no conheciam o segredo de despert-lo. Mas o homem
com a capa de chuva conhecia. Ele sabia que voc teria que matar e saborear sangue fresco.
Depois disso, na primeira lua cheia voc pode se transformar." Stefan olhou para cima, e
Meredith seguiu seu olhar para o disco branco da lua no cu. Parecia claro e de duas
dimenses agora, no mais um globo vermelho sombrio.
    Um olhar de suspeita passou pelos traos carnudos de Tyler, e ento um olhar de fria
renovada. "Voc me enganou! Voc planejou isso!"
    "Muito esperto," disse Meredith, e Matt disse, "Srio." Bonnie molhou seus dedos e
marcou um 1 imaginrio em um Placar invisvel.
    "Eu sabia que voc no resistiria seguir uma das garotas aqui se pensasse que ela estaria
sozinha," disse Stefan. "Voc acharia que o cemitrio  o lugar perfeito para matar; voc
teria privacidade completa. E eu sabia que voc no seria capaz de resistir de se gabar sobre
o que fez. Eu estava esperando que voc contasse  Meredith mais sobre o outro assassino,
aquele que realmente jogou Sue para fora da janela, aquele que a cortou para que voc
pudesse beber sangue fresco. O vampiro, Tyler. Quem  ele? Onde ele est se
escondendo?"
    O olhar de Tyler de dio venenosos mudou para escrnio. "Voc acha que eu lhe
contaria isso? Ele  meu amigo."
    "Ele no  seu amigo, Tyler. Ele est te usando. E ele  um assassino."
    "No se envolva mais com isso, Tyler," Matt acrescentou.
    "Voc j  um acessrio. Hoje a noite voc tentou matar a Meredith. Muito em breve
voc no ser capaz de retornar mesmo se quiser. Seja esperto e pare com isso agora.
Conte-nos o que voc sabe."
    Tyler mostrou seus dentes. "No lhe contarei nada. Como vai me forar?"
    Os outros trocaram olhares. A atmosfera havia mudado, se tornado carregada com
tenso enquanto todos se viraram para Tyler.
    "Voc no entende mesmo, no ?" Meredith disse silenciosamente. "Tyler, voc
ajudou a matar a Sue. Ela morreu por um ritual obsceno para que voc pudesse se
transformar naquela coisa que eu vi. Voc estava planejando me matar, e matar a Vickie e a
Bonnie tambm, tenho certeza. Voc acha que sentimos pena de voc? Voc acha que o
trouxemos aqui para sermos bonzinhos com voc?"
    Houve um silncio. O escrnio estava se diluindo dos lbios de Tyler. Ele olhou de um
rosto para outro.
    Eles estavam todos implacveis. At mesmo o pequeno rosto de Bonnie estava
inflexvel.
"Gervase de Tilbury menciona uma coisa interessante," Stefan disse, quase
agradavelmente. "H uma cura para lobisomens alm da bala de prata tradicional. Escute."
 luz do luar, ele leu do livro em seu joelho. " comumente relatado e apoiado por mdicos
srios e respeitveis que se um lobisomem tem um de seus membros cortados, ele dever
certamente recuperar seu corpo original. Gervase continua para contar a histria de
Raimbaud de Auvergne, um lobisomem que foi curado quando um carpinteiro cortou uma
de suas patas traseiras.  claro, isso provavelmente deve ter dodo pra caramba, mas a
histria continua dizendo que Raimbaud agradeceu o carpinteiro por ,,livr-lo para sempre
da forma maldita e condenvel." Stefan ergueu sua cabea. "Agora, acho que se o Tyler
no nos fornecer a informao, o mnimo que podemos fazer  ter certeza de ele no saia e
mata novamente. O que o resto de vocs tem a dizer?"
Matt falou. "Acho que  nosso dever cur-lo."
"Tudo o que temos que fazer  liber-lo de um de seus membros," Bonnie concordou.
"Eu consigo pensar em um de imediato," Meredith disse em um sussurro.
Os olhos de Tyler estavam comeando a ficar salientes. Debaixo da terra e do sangue seu
rosto normalmente rubicundo tinha ficado plido. "Voc est blefando!"
"Pegue o machado, Matt," disse Stefan. "Meredith, tire um dos sapatos dele."
Tyler chutou quando ela o fez, mirando em seu rosto. Matt veio e prendeu sua cabea em
um chave de brao. "No piore as coisas pra voc, Tyler."
O p nu que Meredith exps era grande, a sola to suada quanto as palmas de Tyler.
Pelos speros germinavam dos dedos. Fizeram a pele de Meredith estremecer.
"Vamos acabar logo com isso," ela disse.
"Voc est brincando!" Tyler uivou, batendo, motivo pelo qual Bonnie teve de vir e agarrar
sua outra perna e ajoelhar-se nela. "Vocs no podem fazer isso! Vocs no podem!"
"Mantenha-o imvel," Stefan disse. Trabalhando juntos, eles esticaram Tyler, sua cabea
presa no brao de Matt, suas pernas esticadas e imobilizadas pelas garotas. Tendo certeza
de que Tyler visse o que ele estava fazendo, Stefan balanou um galho com talvez cinco
centmetros de largura na tampa da tumba. Ele ergueu seu machado e ento o desceu
fortemente, decepando o pau com um golpe.
" afiado o bastante," ele disse. "Meredith, enrole a cala dele para cima. Ento amarre um
pouco daquela corda acima de seu tornozelo o mais forte que poder para fazer um
torniquete. De outro modo ele sangrar at a morte."
"Vocs no podem fazer isso!" Tyler gritava. "Vocs no podem fazeeeeeeer isso!"
"Grite o quanto quiser, Tyler. Aqui em cima, ningum vai te escutar, certo?" Stefan disse.
"Voc no  melhor do que eu!" Tyler gritou salpicando saliva. "Voc  um assassino
tambm!"
"Eu sei exatamente o que eu sou," Stefan disse. "Acredite em mim, Tyler. Eu sei. Todos
esto prontos? timo. Segurem-no; ele vai pular quando eu fizer isso."
Os gritos de Tyler no eram mais nem palavras.
Matt estava segurando-o para que ele pudesse ver Stefan se ajoelhar e mirar, levantando a
lmina do machado acima do tornozelo de Tyler para medir fora e distncia.
"Agora," disse Stefan, levantando o machado alto.
"No! No! Eu falo com voc! Eu falo!" berrou Tyler.
Stefan olhou furiosamente para ele. "Tarde demais," ele disse, e desceu o machado.
Ele ressaltou do cho de pedra com um clangor e uma fasca, mas o som foi afundado pela
gritaria de Tyler.
Pareceu levar vrios minutos para Tyler perceber que a lmina no tinha tocado seu p. Ele
parou para respirar s quando se afogou, e ficou selvagem, os olhos esbugalhados em
Stefan.
"Comea a falar," Stefan disse, sua voz invernosa, sem remorso.
Pequenas lamrias vinham da garganta de Tyler e havia espuma em seus lbios.
"Eu no sei o nome dele," ele arfou. "Mas ele se parece como voc disse. E voc est
certo; ele  um vampiro, cara! Eu o vi drenar um cervo enquanto ainda ele ainda chutava.
Ele mentiu para mim," Tyler acrescentou, a lamria voltando para sua voz. "Ele me disse
que eu seria mais forte do que qualquer um, to forte quanto ele. Ele disse que eu poderia
ter qualquer garota que eu quisesse, de qualquer jeito que eu quisesse. O asqueroso
mentiu."
"Ele te disse que voc poderia matar e se safar," Stefan disse.
"Ele disse que eu podia matar Caroline naquela noite. Ela teve por merecer depois do jeito
como me dispensou. Eu queria faz-la implorar  mas ela saiu da casa de algum jeito. Eu
podia ficar com Caroline e Vickie, ele disse. Tudo o que ele queria era a Bonnie e a
Meredith."
"Mas voc acabou de tentar matar a Meredith."
"Isso foi agora. As coisas esto diferentes agora, estpido. Ele disse que estava tudo bem."
"Por qu?" Meredith perguntou  Stefan em voz baixa.
"Talvez porque voc tenha servido ao seu propsito," ele disse. "Voc me trouxe aqui."
Ento ele continuou, "Tudo bem, Tyler, mostre-nos que est cooperando. Diga-nos como
podemos pegar esse cara."
"Pegar ele? Voc est biruta!" Tyler explodiu em uma risada feia, e Matt apertou seu brao
ao redor de sua garganta. "Ei, me enforque o quanto quiser; ainda  verdade. Ele me disse
que  um dos Antigos, um dos Originais, o que quer que signifique. Ele disse que vem
transformando vampiros desde antes das pirmides. Ele disse que fez um acordo com o
demnio. Voc pode cravar uma estaca em seu corao e no faria nada. Voc no pode
mat-lo." A risada ficou incontrolvel.
"Onde ele est se escondendo, Tyler?" Stefan censurou. "Todo vampiro precisa de um
lugar para dormir. Onde ?"
"Ele me mataria se eu te dissesse isso. Ele me devoraria, cara. Deus, se eu te dissesse o que
ele fez com aquele cervo antes dele morrer..." A risada de Tyler estava se transformando
em algo parecido com soluos.
"Ento  melhor voc nos ajudar a destru-lo antes que ele possa encontr-lo, no ?
Qual seu ponto fraco? Como ele fica vulnervel?"
"Deus, aquele pobre cervo..." Tyler debulhava-se em lgrimas.
"E quanto  Sue? Voc chorou por ela?" Stefan disse afiadamente. Ele pegou o machado.
"Eu acho," ele disse, "que voc est desperdiando o nosso tempo."
O machado foi levantado.
"No! No! Eu falo com voc; eu te digo algo. Olha, tem um tipo de madeira que pode
machuc-lo  no mat-lo, mas machuc-lo. Ele admitiu isso, mas no me disse qual era!
Eu juro para voc que  verdade!"
"No  bom o bastante, Tyler," disse Stefan.
"Pelo amor e Deus  eu te digo onde ele vai hoje  noite. Se voc chegar l rpido o
bastante, talvez voc possa impedi-lo."
"O que quer dizer, onde ele est indo hoje  noite? Fala rpido, Tyler!"
"Ele vai na casa da Vickie, est bem? Ele disse que hoje  noite cada um de ns ficava com
uma. Isso  til, no ? Se voc se apressar, talvez consiga chegar l!"
Stefan tinha congelado, e Meredith sentiu seu corao acelerando. Vickie. Eles no tinham
nem pensando em um ataque sobre Vickie.
"Damon est guardando ela," Matt disse. "Certo, Stefan? Certo?"
"Ele deveria estar," Stefan disse. "Eu o deixei l ao pr-do-sol. Se algo aconteceu, ele devia
ter me ligado..."
"Gente," Bonnie sussurrou. Seus olhos estavam grandes e seus lbios estavam tremendo.
"Eu acho que  melhor irmos para l agora."
Eles encararam-na por um momento e ento todos se moveram. O machado retinou no cho
quando Stefan o derrubou.
"Ei, vocs no podem me deixar desse jeito! Eu no posso dirigir! Ele vai voltar para me
pegar! Voltem e desamarrem minhas mos!" Tyler gritou. Nenhum deles respondeu.
Todos eles correram colina abaixo e se empilharam no carro de Meredith. Meredith
acelerou, contornando esquinas perigosamente rpido e surfando por sinais vermelhos, mas
havia uma parte dela que no queria chegar na casa de Vickie. Que queria virar e dirigir
para o outro lado.
Eu estou calma; sou eu quem sempre est calma, ela pensou. Mas isso era do lado de fora.
Meredith sabia muito bem como voc podia parecer calma do lado e fora quando do lado de
dentro tudo estava se despedaando.
Eles contornaram a ltima esquina na Rua Birch e Meredith freiou.
"Ah, Deus!" Bonnie gritou do banco traseiro. "No! No!"
"Rpido," Stefan disse. "Ainda pode ter uma chance." Ele abriu a porta furiosamente e
tinha sado mesmo antes do carro ter parado. Mas atrs, Bonnie soluava.

Captulo 11
O carro derrapou atrs de um dos carros da polcia que estava estacionado tortamente na
rua. Havia luzes por toda a parte, luzes piscando azul e vermelho e mbar, luzes queimando
da casa dos Bennett.
"Fique aqui," Matt retrucou, e ele precipitou-se para fora, seguindo Stefan.
"No!" A cabea de Bonnie jogou-se para cima; ela queria agarr-lo e arrast-lo de volta. A
nusea vertiginosa que ela tinha sentido desde que Tyler tinha mencionado Vickie estava
sobrecarregando-a. Era tarde demais; ela soubera no primeiro instante que era tarde demais.
Matt s ia acabar sendo morto tambm.
"Voc fica, Bonnie  mantenha as portas fechadas. Eu irei atrs deles." Essa foi Meredith.
"No! Eu estou cansada de ter todos me dizendo para ficar!" Bonnie gritou, lutando contra
o cinto de segurana, finalmente soltando-o. Ela ainda estava chorando, mas ela conseguia
ver bem o bastante para sair do carro e comear a ir em direo  casa da Vickie. Ela
escutou Meredith logo atrs dela.
A atividade parecia toda concentrada na frente: pessoas gritando, uma mulher berrando, as
vozes crepitantes dos rdios da polcia. Bonnie e Meredith se dirigiram diretamente para os
fundos, para a janela de Vickie. O que tem de errado com esse quadro? Bonnie pensou
selvagemente enquanto se aproximavam. A incoerncia do que ela estava vendo era
inegvel, ainda assim, difcil de definir. A janela de Vickie estava aberta  mas no podia
estar aberta. O painel do meio de uma janela saliente* nunca se abre, Bonnie pensou. Mas
ento, como as cortinas poderiam estar flutuando como bainhas de camisa?
* no original, bay window, que  isso:
http://www.fourseasonswindows.com/assets/images/Sunrise_Bay_Window.jpg
No aberta, quebrada. Vidro estava por todo a trilha de cascalhos, triturando sob os ps.
Havia cacos deixados como dentes sorridentes na moldura nua. A casa de Vickie tinha sido
invadida.
    "Ela convidou ele a entrar," Bonnie gritou com uma fria agonizante. "Por que ela fez
isso? Por qu?"
    "Fique aqui," Meredith disse, tentando molhar seus lbios secos.
    "Pare de me dizer isso. Eu consigo aguentar, Meredith. Eu estou com raiva,  s. Eu
odeio ele." Ela agarrou o brao de Meredith e foi para a frente.
    O buraco escancarado ficou cada vez mais perto. As cortinas ondulavam. Havia espao
o suficiente entre elas para ver do lado de dentro.
    No ltimo instante, Meredith empurrou Bonnie para longe e ela mesma olhou por
dentro primeiro. No importava. Os sentidos psquicos de Bonnie estavam acordados e j
lhe contavam sobre esse lugar. Era como a cratera deixada no cho depois que um meteoro
atingiu e explodiu, ou como o esqueleto carbonizado de uma floresta aps um fogo que se
expandiu. Poder e violncia ainda arranhavam o ar, mas o evento principal tinha acabado.
Esse lugar tinha sido violado.
    Meredith girou para longe da janela, se dobrando, forando vmito sem xito.
Apertando seus punhos fazendo com que suas unhas afundassem em suas palmas, Bonnie
se inclinou para frente e olhou para dentro.
    O cheiro foi o que a atingiu primeiro. Um cheiro molhado, de carne e de cobre. Ela
conseguia quase prov-lo, e tinha gosto de uma lngua acidentalmente mordida. O som
estava tocando algo que ela no conseguia ouvir por cima da gritaria na frente e o som de
batidas surfou em seus prprios ouvidos. Seus olhos, ajustando da escurido do lado de
fora, s conseguiam ver vermelho. S vermelho.
    Porque essa era a nova cor do quarto de Vickie. O azul clarinho tinha ido embora. Papel
de parede vermelho, acolchoado vermelho. Vermelho em grandes salpicos berrantes pelo
cho. Como se alguma criana tivesse pego um pote de tinta vermelha e enlouquecido.
    A vitrola fez um clique e a agulha de pau voltou para o comeo. Com choque, Bonnie
reconheceu a msica enquanto recomeava.
    Era "Goodnight Sweetheart."
    "Seu monstro," Bonnie arfou. Dor atingiu seu estmago. Sua mo agarrou a moldura da
janela, cada vez mais apertado. "Seu monstro, eu te odeio! Eu te odeio!"
    Meredith escutou e se endireitou, virando. Ela instavelmente empurrou seu cabelo para
trs e conseguiu respirar fundo algumas vezes, tentando parecer como se pudesse lidar com
isso. "Voc est cortando sua mo," ela disse. "Aqui, deixe-me dar uma olhada."
Bonnie no tinha nem ao menos percebido que estava agarrando vidro quebrado. Ela
deixou Meredith pegar a mo, mas ao invs de deix-la examinar, ela a virou e entrelaou a
mo gelada de Meredith apertadamente. Meredith parecia horrvel: olhos pretos vidrados,
lbios azuis-esbranquiados tremendo. Mas Meredith ainda estava tentando cuidar dela,
ainda tentando manter-se em controle.
"V em frente," ela disse, olhando intensamente para sua amiga. "Chore, Meredith. Grite se
quiser. Mas liberte de alguma forma. Voc no tem que agir friamente agora e guardar tudo
dentro. Voc tem todo o direito de perder o controle hoje."
    Por um momento Meredith apenas ficou de parada ali, tremendo, mas ento ela
balanou sua cabea com uma fantasmagrica tentativa de sorriso. "Eu no posso. Eu
simplesmente no sou feita dessa maneira. Vamos, deixe-me olhar a sua mo."
    Bonnie poderia ter discutido, mas bem ento Matt veio da esquina. Ele parou
violentamente ao ver as garotas paradas ali.
    "O que vocs esto fazendo?" ele comeou. Ento ele viu a janela.
    "Ela est morta," Meredith disse sem rodeios.
    "Eu sei." Matt parecia uma fotografia feia de si mesmo, superexposta. "Eles me
disseram de imediato. Eles esto tirando..." Ele parou.
    "Ns estragamos. Mesmo depois de termos prometido  ela..." Meredith parou tambm.
No havia nada mais a dizer.
    "Mas a polcia ter que acreditar em ns agora," Bonnie disse, olhando para Matt, ento
Meredith, achando uma coisa pela qual ser grata. "Eles tero que."
    "No," Matt disse, "eles no acreditaro. Porque esto dizendo que foi suicdio."
    "Um suicdio? Eles viram aquele quarto? Eles chamam aquilo de suicdio?" Bonnie
gritou, sua voz aumentando.
    "Eles esto dizendo que ela estava mentalmente desequilibrada. Eles esto dizendo que
ela  pegou algumas tesouras..."
    "Ai, meu Deus," Meredith disse, virando-se.
    "Eles acham que talvez ela estivesse se sentindo culpada por matar Sue."
    "Algum arrombou esta casa," Bonnie disse ferozmente. "Eles tem que admitir isso!"
    "No." A voz de Meredith estava suave, como se ela estivesse muito cansada. "Olhe
para a janela aqui. O vidro est todo do lado de fora. Algum de dentro a quebrou." E esse 
o resto do que estava errado com esse quadro, Bonnie pensou.
    "Ele provavelmente quebrou, saindo," Matt disse. Eles olharam um para o outro
silenciosamente, em derrota.
    "Onde est o Stefan?" Meredith perguntou  Matt silenciosamente. "Ele est l na frente
onde todos podem v-lo?"
    "No, uma vez que descobrimos que ela estava morta, ns nos dirigimos de volta para
c. Eu estava vindo procur-lo. Ele deve estar em algum lugar ao redor..."
    "Sh!" disse Bonnie. A gritaria da frente tinha parado. Assim como os berros da mulher.
Na relativa calmaria eles conseguiam ouviu uma fraca voz vinda de trs das rvores de
nogueira preta no fim do quintal.
    "enquanto voc deveria estar cuidando dela!"
    O tom fez a pele de Bonnie se arrepiar toda. " ele!" Matt disse. "E eles est com
Damon. Vamos!"
    Uma vez que estavam entre as rvores, Bonnie conseguia ouvir a voz de Stefan
claramente. Os dois irmos estavam se encarando  luz do luar.
    "Eu confiei em voc, Damon. Eu confiei em voc!" Stefan dizia. Bonnie nunca tinha o
visto to bravo, nem mesmo com Tyler no cemitrio. Mas era mais do que simplesmente
raiva.
    "E voc simplesmente deixou isso acontecer," Stefan continuou, sem olhar para Bonnie
e os outros enquanto apareciam, sem dar uma chance  Damon de responder. "Por que voc
no fez alguma coisa? Se voc era muito covarde para lutar contra ele, voc podia pelo
menos ter me chamado. Mas voc simplesmente ficou parado l!"
    O rosto de Damon estava duro, fechado. Seus olhos negros brilhavam, e no havia nada
de preguioso ou casual sobre sua postura. Ele parecia to firme e frgil como um painel de
vidro. Ele abriu sua boca, mas Stefan interrompeu.
    " minha prpria culpa. Eu deveria ter sabido. Eu sabia. Todos eles sabiam, eles me
alertaram, mas eu no escutei."
    "Ah, eles alertaram?" Damon bruscamente olhou na direo de Bonnie na lateral. Um
arrepio correu por ela.
    "Stefan, espera," Matt disse. "Eu acho"
    "Eu deveria ter escutado!" Stefan enfurecia-se. Ele nem ao menos parecia estar
ouvindo Matt. "Eu deveria ter ficado com ela eu mesmo. Eu prometi  ela que ela ficaria 
salvo  e eu menti! Ela morreu achando que eu a tra." Bonnie conseguia ver em seu rosto
agora, a culpa devorando-o como um cido. "Se eu tivesse ficado aqui"
    "Voc estaria morto tambm!" Damon sibilou. "Voc no est lidando com um vampiro
comum. Ele teria te quebrado em dois como um galho seco"
    "E isso teria sido melhor!" Stefan gritou. Seu peito pesava. "Eu preferia ter morrido
com ela a ficar parado e assistir! O que aconteceu, Damon?" Ela tinha se controlado agora,
e ele estava calmo, calmo demais; seus olhos verdes estavam queimando fervorosamente
em seu rosto plido, sua voz cruel, venenosa, enquanto falava. "Estava ocupado demais
caando alguma outra garota nos arbustos? Ou simplesmente desinteressado demais para
interferir?"
    Damon no disse nada. Ele estava to plido quanto seu irmo, cada msculo tenso e
rgido. Ondas de fria negras estavam crescendo dela enquanto ele observava Stefan.
    "Ou talvez voc tenha gostado disso," Stefan continuava, movendo-se mais outro meio
passo para frente para que estivesse bem na cara de Damon. "Sim, foi provavelmente isso;
voc gostou disso, estar com outro assassino. Foi bom, Damon? Ele te deu assistir?"
    O punho de Damon sacolejou para trs e atingiu Stefan.
    Aconteceu rpido demais para os olhos de Bonnie acompanharem. Stefan caiu de costas
no cho macio, pernas longas se espalhando. Meredith gritou alguma coisa, e Matt pulou na
frente de Damon.
    Corajoso, Bonnie pensou perplexamente, mas estpido. O ar estava estalando com
eletricidade. Stefan levantou uma mo para sua boca e encontrou sangue, negro na luz do
luar. Bonnie inclinou-se para seu lado e agarrou seu brao.
    Damon estava vindo atrs dele novamente. Matt caiu perante ele, mas no
completamente. Ele ficou de joelhos ao lado de Stefan, sentando em seus calcanhares, uma
mo levantada.
    "Chega, gente! Chega, est bem?" ele berrou.
    Stefan estava tentando se levantar. Bonnie segurou seu brao mais apertadamente.
"No! Stefan, no! No!" ela implorou. Meredith agarrou seu outro brao.
    "Damon, larga mo! Simplesmente larga mo!" Matt dizia aguadamente.
    Estamos todos loucos, nos metendo nisso, Bonnie pensou. Tentando apartar uma briga
entre dois vampiros nervosos. Eles vo nos matar s para nos calarem. Damon vai golpear
Matt como uma mosca.
    Mas Damon tinha parado, com Matt bloqueando seu caminho. Por um longo momento a
cena permaneceu congelada, ningum se movendo, todos rgidos com tenso. Ento,
lentamente, a postura de Damon relaxou.
    Suas mos se abaixaram e se abriram. Ele tomou um vagaroso flego. Bonnie percebeu
que ela estivera sua prpria respirao, e ela a soltou.
    O rosto de Damon estava frio como uma esttua entalhada no gelo. "Tudo bem, faa do
seu jeito," ele disse, e sua voz estava fria tambm. "Mas eu acabei por aqui. Eu vou
embora. E dessa vez, irmo, se voc me seguir, eu te mato. Com ou sem promessa."
    "Eu no te seguirei," Stefan disse de onde estava sentado. Sua voz soava como se
estivesse engolindo esmerilada.
    Damon levantou abruptamente sua jaqueta, desamassando-a. Com um olhar para
Bonnie que mal parecia v-la, ele se virou para ir. Ento ele se virou de volta e falou clara e
precisamente, cada palavra uma flecha apontada para Stefan.
    "Eu te avisei," ele disse. "Sobre quem eu sou, e sobre qual lado ganharia. Voc deveria
ter me escutado, irmozinho. Talvez voc aprenda algo de hoje  noite."
    "Eu aprendi o que custa confiar em voc," Stefan disse. "Caia fora daqui, Damon. Eu
nunca mais quero v-lo."
    Sem outra palavra, Damon se virou e andou para longe para a escurido.
    Bonnie soltou o brao de Stefan e colocou sua cabea em suas mos.
Stefan se levantou, se chacoalhando como um gato que tivera sido segurado contra sua
vontade. Ela andou um pouco distante dos outros, seu rosto virado para longe deles. Ento
ele simplesmente ficou parado ali. A raiva parecia ter deixado-o to rapidamente quanto
tinha vindo.
O que dizemos agora? Bonnie se perguntou, olhando para cima. O que podemos dizer?
Stefan estava certo sobre uma coisa: eles tinham alertado-o sobre Damon e ele no tinha
escutado.
Ele verdadeiramente parecia acreditar que seu irmo podia ser confiado. E ento todos
ficaram descuidados, dependendo de Damon porque era fcil e porque precisavam de ajuda.
Ningum tinha discutido contra deixar Damon cuidar de Vickie hoje  noite.
Todos tinham culpa. Mas era Stefan quem iria se martirizar com culpa por isso. Ela sabia o
que estava por trs de sua fria fora de controle por Damon: sua prpria vergonha e
remorso. Ela se perguntou se Damon sabia disso, ou se importava. E ela se perguntou o que
tinha realmente acontecido hoje  noite. Agora que Damon tinha ido embora, eles
provavelmente nunca saberiam.
No importava o que, ela pensou, era melhor que ele tivesse ido embora.
Barulhos de fora estavam reafirmando-os: carros sendo iniciados na rua, a exploso curta
de uma sirene, portas batendo. Eles estavam salvos na pequena alameda de rvores por ora,
mas eles no podiam ficar aqui.
Meredith tinha uma mo pressionada em sua testa, seus olhos fechados. Bonnie olhou dela
para Stefan, para as luzes da casa silenciosa de Vickie alm das rvores. Uma onda de pura
exausto passou pelo seu corpo. Toda a adrenalina que a estivera suportando por essa noite
parecia ter sido drenada. Ela nem ao menos sentia mais raiva pela morta de Vickie; somente
depresso, e enjoo e muito, muito cansao. Ela desejou poder se arrastar para sua cama em
casa e puxar as cobertas sobre sua cabea.
 "Tyler," ela disse em voz alta. E quando todos se viraram para olhar para ela, ela disse,
"Ns o deixamos na Igreja arruinada. E ele  nossa ltima esperana agora. Ns temos que
faz-lo nos ajudar."
Isso incitou a todos. Stefan se virou silenciosamente, no falando e no encontrando os
olhos de ningum enquanto os seguia de volta para a rua.
Os carros da polcia e a ambulncia tinham ido, e eles dirigiram para o cemitrio sem
incidentes.
Mas quando eles alcanaram a Igreja arruinada, Tyler no estava l.
"Ns deixamos seu p desamarrado," Matt disse pesadamente, com um sorriso de
autodepreciao. "Ele deve ter ido embora a p j que seu carro ainda est l embaixo." Ou
ele foi levado, Bonnie pensou. No havia marca no cho de pedra para mostrar qual dos
dois.
Meredith foi at a parede da altura do joelho e se sentou, uma mo apertando a ponte de seu
nariz.
Bonnie afundou contra o campanrio.
Eles tinham falhado por completo. Essa era a histria toda e o resumo da noite. Eles tinham
perdido e ele tinha ganho. Tudo o que eles tinham feito hoje tinha acabado em derrota.
E Stefan, ela conseguia afirmar, estava colocando toda a responsabilidade em seus prprios
ombros.
Ela olhou para a cabea escura e curvada no assento da frente enquanto eles dirigiam de
volta  penso. Outro pensamento ocorreu  ela, um que mandou tremores de alarme pelos
seus nervos. Stefan era tudo o que eles tinham para proteg-los agora que Damon se fora. E
se o prprio Stefan estava fraco e exausto...
Bonnie mordeu seu lbio enquanto Meredith estacionava no celeiro. Uma ideia estava se
formando em sua mente. Isso a deixava desconfortvel, at mesmo assustada, mas outro
olhar para Stefan endureceu a sua resoluo.
A Ferrari ainda estava estacionada atrs do celeiro  aparentemente Damon tinha
abandonado-a. Bonnie se perguntou como ele tinha planejado viajar para o campo, e ento
ela pensou em asas. Asas de corvo suaves como veludos e fortemente negras que refletiam
arco-ris em suas penas. Damon no precisava de um carro.
Eles entraram na penso s tempo o suficiente para Bonnie ligar para seus pais e dizer que
passaria a noite na casa de Meredith. Essa era a ideia dela. Mas depois de Stefan ter subido
as escadas para seu quarto no tico, Bonnie parou Matt na varanda da frente.
"Matt? Posso te pedir um favor?"
Ele girou ao redor, olhos azuis se arregalando. "Essa  uma frase carregada. Toda vez que
Elena dizia essas palavras em particular..."
"No, no, no  nada horrvel. Eu s quero tomar conta da Meredith, ver que ela est bem
uma vez que chegar em casa e tudo." Ela gesticulou na direo da outra garota, que j
estava andando na direo do carro.
"Mas voc vai vir conosco."
Bonnie olhou para as escolas atravs da porta aberta. "No. Eu acho que vou ficar alguns
minutos. Stefan pode me levar para casa. Eu s quero falar com ele sobre algo."
Matt parecia perplexo. "Falar com ele sobre o qu?"
"S um negcio. Eu no posso explicar agora. Voc far, Matt?"
"Mas... ah, est bem. Eu estou cansado demais para me importar. Faa o que quiser. Te
vejo amanh." Ele foi para longe, parecendo desnorteado e um pouco nervoso.
A prpria Bonnie ficou desnorteada com a atitude dele. Por que ele deveria se importar,
cansado ou no, se ela falava com Stefan? Mas no havia tempo a perder quebrando a
cabea com isso. Ela encarou a escada e, esquadrinhando seus ombros, foi para cima por
elas.
O bulbo na lmpada no teto do tico estava faltando, e Stefan tinha acendido uma vela. Ele
estava deitado arbitrariamente na cama, uma perna para fora e uma dentro, seus olhos
fechados. Talvez adormecido. Bonnie foi para cima na ponta dos ps e se fortaleceu com
um profundo flego.
"Stefan?"
Seus olhos se abriram. "Eu achei que vocs tinham ido embora."
"Eles foram. Eu no." Deus, ele est plido, pensou Bonnie. Impulsivamente, ela foi
diretamente ao ponto.
"Stefan, estive pensando. Com o Damon fora, voc  a nica coisa entre ns e o assassino.
Isso quer dizer que voc tem que estar forte, o mais forte que puder. E, bem, me ocorreu
que talvez... sabe... voc talvez precisasse..." A voz dela vacilou. Inconscientemente ela
comeou a ocupar-se com o bolo de tecido formando uma bandagem em sua palma. Ainda
estava sangrando preguiosamente de onde ela tinha cortado no vidro.
O olhar dele seguiu o dela at ele. Ento seus olhos se levantaram rapidamente para o rosto
dela, lendo a confirmao ali. Houve um longo momento de silncio.
Ento ele balanou sua cabea.
"Mas por qu? Stefan, no quero que isso fique pessoal, mas francamente, voc no parece
muito bem. Voc no vai ser de muita ajuda para qualquer um se colapsar conosco. E... eu
no me importo, se voc s tomar um pouco. Quero dizer, eu nunca vou sentir falta, certo?
E no pode doer tanto assim. E..." Mais uma vez sua voz dissipou-se. Ele estava
simplesmente olhando para ela, o que era muito desconcertante. "Bem, por que no?" ela
exigiu, sentindo-se ligeiramente para baixo.
"Porque," ele disse suavemente, "Eu fiz uma promessa. Talvez no com tantas palavras,
mas - uma promessa mesmo assim. Eu no tomarei sangue humano como alimento, porque
isso significa usar uma pessoa, como gado. E eu no vou trocar sangue com ningum,
porque isso significa amor, e" Dessa vez foi ele quem no conseguiu terminar. Mas
Bonnie entendeu.
"Nunca haver outra pessoa, haver?" ela disse.
"No. No para mim." Stefan estava to cansado que seu controle estava deslizando e
Bonnie conseguia ver atrs da mscara. E de novo ela viu aquela dor e a necessidade, to
grandes que ela teve que olhar para longe dele.
Um tremorzinho estranho de premonio e medo pinicou seu corao. Antes, ela tinha se
perguntado se Matt superaria Elena, e ele tinha, ao que parece. Mas Stefan  Stefan, ela
percebeu, o tremor se aprofundando, era diferente. No importava quanto tempo passasse,
no importava o que ele fizesse, ele nunca se curaria de verdade. Sem Elena ele sempre
seria a metade de si, s vivendo pela metade.
Ela tinha que pensar em algo, fazer algo, empurrar esse sentimento horrvel de medo para
longe. Stefan precisava de Elena; ele no conseguia ser inteiro sem ela. Hoje  noite ele
tinha comeado a desmoronar, balanando entre o controle perigosamente rgido e raiva
violenta. Se ao menos ele pudesse ver Elena por apenas um minuto e falar com ela...
Ela tinha vindo aqui para dar  Stefan um presente que ele no queria. Mas havia outra
coisa que ele queria, ela percebeu, e somente ela tinha o poder de dar  ele.
Sem olhar para ele, sua voz rouca, ela disse, "Gostaria de ver Elena?"
Silncio morto veio da cama. Bonnie se sentou, observando as sombras no quarto girarem e
piscarem. Por fim, ela arriscou um olhar para ele de canto de olho.
Ele estava respirando arduamente, olhos fechados, o corpo tenso como uma corda de arco.
Tentando, Bonnie diagnosticou, trabalhar a fora para resistir  tentao.
E perdendo. Bonnie viu isso.
Elena sempre fora demais para ele.
Quando os olhos dele encontraram com os dela de novo, eles estavam amargos, e sua boca
era uma linha reta. A pele dele no estava mais plida, mas corada com cor. Seu corpo
ainda estava tremendo  tenso e excitado com ansiedade.
"Voc pode se machucar, Bonnie."
"Eu sei."
"Voc estaria se abrindo para foras alm do seu controle. Eu no posso garantir que
poderei proteg-la delas."
"Eu sei. Como quer fazer isso?"
Ferozmente, ele tomou a mo dela. "Obrigado, Bonnie," ele sussurrou.
Ela sentiu o sangue subir para seu rosto. "Est tudo bem," ela disse. Que pena, ele era
lindo. Aqueles olhos... em um minuto ela ou ir pular em cima dele ou derreter em uma poa
na cama dele. Com um agradvel sentimento agonizante de virtude ela removeu sua mo da
dele e se virou para a vela.
"Que tal se eu entrar em transe e tentar alcan-la, e ento, uma vez que eu tenha feito
contato, tentar achar voc e atra-lo?
Voc acha que funcionaria?"
"Pode, se eu alcanar voc tambm," ele disse, retirando aquela intensidade dela e focando-
a na vela. "Eu consigo tocar a sua mente... quando estiver pronta, eu sentirei."
"Certo." A vela era branca, seus lados de cera suaves e brilhantes. A chama cresceu e ento
caiu de novo. Bonnie encarou at ficar totalmente perdida nela, at que o resto do quarto
escureceu ao redor dela. Havia apenas a chama, ela e a chama.
Ela estava indo para a chama.
Claridade insuportvel a cercou. Ento ela passou por ela para a escurido.
A casa funerria estava fria. Bonnie olhou ao redor desconfortavelmente, se perguntando
como ela tinha ido parar aqui, tentando reunir seus pensamentos. Ela estava completamente
sozinha, e por alguma razo isso a incomodava. No era para mais algum estar aqui
tambm? Ela estava procurando por algum.
Havia uma luz na prxima sala. Bonnie se moveu na direo dela e seu corao comeou a
golpear. Era uma sala de visita, e estava cheio de candelabros altos, as velas brancas
brilhando e vibrando. No meio delas estava um caixo branco com uma tampa aberta.
Passo a passo, como se algo a estivesse puxando, Bonnie se aproximou do caixo fnebre.
Ela no queria olhar para dentro. Ela tinha que. Havia algo naquele caixo esperando por
ela.
A sala toda estava coberta com a suave luz branco das velas. Era como flutuar em uma ilha
de radiao. Mas ela no queria olhar...
Movendo-se como se em cmera lenta, ela alcanou o caixo, encarando o forro de cetim
branco dentro. Estava vazio.
Bonnie fechou-o e inclinou-se contra ele, suspirando.
Ento ela capturou movimento em sua viso perifrica e girou.
Era Elena.
"Ah, Deus, voc me assustou," Bonnie disse.
"Eu achei ter te dito para no vir aqui," Elena respondeu.
Dessa vez seu cabelo estava solto, flutuando sobre seus ombros e por suas costas, o plido
dourado esbranquiado de uma chama. Ela estava usando um vestido branco fino que
brilhava suavemente  luz de vela. Ela mesma parecia uma vela, luminosa, radiante. Seus
ps estavam descalos.
"Eu vim aqui para..." Bonnie patinou, algum conceito provocando pelas beiradas da sua
mente. Esse era o sonho dela, seu transe. Ela tinha que se lembrar. "Eu vim aqui para
deix-la ver Stefan," ela disse.
Os olhos de Elena se arregalaram, seus lbios se separaram. Bonnie reconheceu o olhar de
desejo, de saudade quase irresistvel. No h quinze minutos ela tinha visto isso no rosto de
Stefan.
"Ah," Elena sussurrou. Ela engoliu, seus olhos nublando. "Ah, Bonnie... mas eu no
posso."
"Por qu?"
Lgrimas brilhavam nos olhos de Elena agora, e seus lbios tremiam. "E se as coisas
comearem a mudar? E se ele vier, e..." Ela colocou uma mo em sua boca e Bonnie se
lembrou do ltimo sonho, com dentes caindo como a chuva. Bonnie encontrou os olhos de
Elena com um horror de entendimento.
"No v? Eu no poderia suportar se algo parecido acontecesse," Elena sussurrou.
"Se ele me visse daquele jeito... E eu no consigo controlar as coisas aqui; eu no sou forte
o bastante. Bonnie, por favor, no deixe-o passar. Diga  ele o quo arrependida eu estou.
Diga  ele"
Ela fechou seus olhos, lgrimas derramando.
"Tudo bem." Bonnie sentiu como se fosse chorar tambm, mas Elena estava certa. Ela
alcanou a mente de Stefan para explicar para ele, para ajud-lo a suportar a decepo. Mas
no instante que ela o tocou ela soube que tinha cometido um erro.
"Stefan, nao! Elena diz" No importava. A mente dele era mais forte que a dela, e no
instante que ela fez contato ele tinha tomado controle. Ele tinha sentido a essncia de sua
conversa com Elena, mas ele no aceitaria no como resposta. Desamparadamente, Bonnie
se sentiu ser repelida, sentiu a mente dele chegar mais perto, mais perto do crculo de luz
formado pelos candelabros. Ela sentiu a presena dele aqui, sentiu ela tomando forma. Ela
se virou e viu ele, cabelo escuro, rosto tenso, olhos verdes ferozes como os de um falco. E
ento, sabendo que no havia nada mais que ela pudesse fazer, ela recuou para permitir-lhes
ficarem sozinhos.
Captulo 12


Stefan ouviu uma voz sussurrar, macia com dor, "Oh, no."
Uma voz que ele nunca tinha pensado ouvir novamente, que ele nunca esqueceria.
Ondulaes de frio verteram em cima de sua pele e ele podia sentir um comeo de tremor
dentro dele. Ele se dirigiu em direo  voz, sua ateno se fixando imediatamente, sua
mente quase fechando porque no podia lidar com tantas emoes repentinas.
Seus olhos estavam embaados e podiam apenas distinguir uma lagoa de brilho como se
fossem mil velas. Mas isso no importa. Ele podia senti-la l. A mesma presena que ele
havia sentido no primeiro dia que foi em Fell's Church, uma luz branca dourada que reluziu
em sua conscincia. Cheia de beleza fria, paixo ardente e vida vibrante. Exigindo que ele
se movesse em direo  luz, que ele esquecesse de tudo mais.
Elena. Realmente era a Elena.
A presena dela o penetrou, preenchendo ele at s pontas de seus dedos. Todos seus
sentidos famintos estavam fixados naquela lagoa de luminncia, enquanto a procurava.
Precisando dela.
Ento ela saiu.
Ela se moveu lentamente, indecisamente. Como se ela mal pudesse forar-se a fazer isso.
Stefan foi pego na mesma paralisia.
Elena.
Ele a viu com todas as caractersticas como se fosse a primeira vez. O cabelo de ouro plido
que flutuava sobre sua face e seus ombros como se fossem aurolas. Sua pele branca,
perfeita. Seu corpo esbelto, flexvel,um pouco longe dele, levantando sua mo em protesto.
"Stefan," o sussurro veio e era a voz dela. A voz dela dizendo o nome dele. Mas havia tal
dor naquela voz que ele quis correr pra ela, a abraar, prometer  ela que tudo daria certo.
"Stefan, por favor. Eu no posso."
Ele podia ver os olhos dela agora. O escuro azul de um lpis lazuli, mosqueado nesta luz
com ouro. Arregalados com dor e molhados das lgrimas no derramadas. Rasgando os
intestinos dele.
"Voc no quer me ver?" A voz dele estava seca como p.
"Eu no quero que voc me veja. Oh, Stefan, ele pode fazer qualquer coisa acontecer. E ele
nos achar. Ele vir aqui."
Alvio e alegria dolorida inundaram Stefan. Ele conseguia se concentrar escassamente nas
palavras dela e isso lhe no importava. O modo que ela disse seu nome j era bastante.
Aquele "Oh, o Stefan" lhe disse tudo com o que ele deveria se preocupar.
Ele se moveu quietamente at ela, sua mo indo alcan-la. Ele viu o tremor protestando da
cabea dela, viu que os lbios dela foram separados com a respirao acelerada dela. De
perto, a pele dela tinha um brilho interno, como uma chama que brilha pela translcida vela
de cera. Gotinhas midas capturadas nos clios dela pareciam diamantes.
Embora ela mantivesse balanando sua cabea, continuasse protestando, ela no tirou sua
mo. Nem mesmo quando os dedos estendidos dele tocarem ela, pressionando-os contra
suas pontas do dedo serenamente como se estivessem em lados opostos de um painel de
vidro.
E a esta distncia os olhos dela no puderam evadir os olhos dele. Eles estavam olhando
para um ao outro, olhando e no desviando o olhar. At que ela parou de sussurrar "Stefan,
no" e s sussurrou o nome dele.
Ele no conseguia pensar. Seu corao estava ameaando sair de seu peito. Nada importava
exceto que ela estava aqui, que eles estavam aqui juntos. Ele no notou o estranho arredor,
no se importava quem estava assistindo.
Lentamente, to lentamente, ele fechou sua mo em torno dela, interligando seus dedos, da
maneira como eles eram pra estar. Sua outra mo levantada para o rosto dela.
Os olhos dela fecharam com o toque, a sua bochecha inclinada pra isso. Ele sentiu a
umidade em seus dedos e uma risada ficou presa em sua garganta. Lgrimas de sonho. Mas
eles eram reais, ela era real. Elena.
Doura perfurou ele. Um prazer to afiado que era uma dor, ele enxugou as lgrimas no
rosto dela com o seu polegar.
Toda a ternura frustrada dos ltimos seis meses, toda a emoo que ele tinha mantido
trancada em seu corao todo esse tempo, veio  tona, mergulhando-o. Afogando os dois.
Levou apenas um pequeno movimento e, em seguida, ele estava abraando ela.
Um anjo em seus braos, fria e emocionada com vida e beleza. Um ser de fogo e ar. Ela se
envolveu no abrao e, em seguida, ainda de olhos fechados, colocou seus lbios no dele.
No havia nada de frio no beijo. Saram fascas dos nervos de Stefan,derretendo e se
dissolvendo de todo lugar ao seu redor. Ele filtrou o controle de sua raiva, o controle que
ele trabalhou to arduamente para preserv-lo desde que ela foi embora. Tudo dentro dele
estava sendo desligado, todos os laos sendo desfeitos, todas as comportas abertas. Ele
podia sentir suas lgrimas sendo enxugadas por ela, tentando fundi-los em um s corpo.
Ento, nada jamais poderia separ-los novamente.
Ambos estavam chorando sem quebrar o beijo. Os braos esbeltos de Elena estavam em
volta do pescoo dele, cada centmetro dela se adaptando a ele como se ela nunca tivesse
pertencido  outro lugar. Ele podia provar o sal de suas lgrimas em seus lbios e isso o
encharcou com doura.
Ele sabia, vagamente, que havia outra coisa que ele deveria pensar. Mas o primeiro contato
eltrico de sua pele fria tinha conduzido razo a sua mente. Eles estavam no centro de um
redemoinho de fogo; o universo podia explodir, se esmigalhar ou queimar at virar cinzas
por ele, contanto que ele pudesse mant-la segura.
Mas Elena estava tremendo.
No apenas de emoo, mas da intensidade que ele estava fazendo-a ficar tonta e
bbada com o prazer. Medo. Ele podia sentir em sua mente e ele queria proteg-la, ele
queria ampar-la e cuid-la e matar tudo o que ousasse assust-la. Algo parecido com um
rosnado fez ele levantar o rosto para olhar ao redor.
"O que  isso?" disse ele, ouvindo o rudo estridente de predador em sua prpria voz.
"Qualquer coisa que tentar te machucar"
"Nada pode me machucar." Ela ainda prendendo  ele, mas ela se inclinou para trs para
olhar para a cara dele. "Eu tenho medo por voc, Stefan, pelo o que ele possa fazer com
voc. E pelo o que ele possa fazer voc ver ..." A voz dela tremida. "Oh, Stefan, v agora,
antes que ele venha. Ele pode encontr-lo atravs de mim. Por favor, por favor, v ..."
"Pea-me qualquer outra coisa e eu farei," disse Stefan. O assassino teria que pic-lo em
pedaos, nervo a nervo, msculos a msculo, clula a clula para ele deix-la.
"Stefan,  s um sonho", disse Elena desesperadamente, novas lgrimas caindo. "Ns no
podemos realmente se tocar, no podemos estar juntos. No  permitido."
Stefan no se importava. Isso no parecia um sonho. Parecia real. E mesmo se fosse um
sonho ele no iria desistir de Elena, no por ningum. Nem as foras do cu ou do inferno
poderia faz-lo...
"Errado, garotinho. Surpresa!" disse uma nova voz, uma voz Stefan nunca tinha ouvido. Ele
a reconheceu instintivamente, porm, como a voz de um assassino. Um caador entre
caadores. E quando ele se virou, ele lembrou-se de Vickie, pobre Vickie, tinha dito.
Ele parecia com o diabo.
Se o diabo fosse lindo e loiro.
Ele usava uma capa impermevel surrada, como Vickie tinha descrito. Suja e esfarrapada.
Ele parecia qualquer pessoa comum de qualquer grande cidade, exceto que ele era to alto e
seus olhos eram to claros e penetrante. Azul eltrico, como o cu fosco. Seu cabelo era
quase branco, era levantado, como se fosse soprado por um sopro de vento frio. Seu sorriso
largo fez Stefan se sentir mal.
"Salvatore, presumo eu," disse ele, curvando-se com muito esforo. "E, obviamente, a bela
Elena. A bela morta Elena. Veio se unir  ela, Stefan? Vocs dois simplesmente nasceram
para ficar juntos."
Ele parecia jovem, mais velho que Stefan, mas ainda jovem. Ele no era.
"Stefan, v agora," sussurrou Elena. "Ele no pode me machucar, mas com voc 
diferente. Ele pode fazer algo acontecer que o seguir para fora do sonho."
Os braos de Stefan permaneceram trancados em torno dela.
"Bravo!" o homem da capa aplaudiu, olhando ao redor, como se encorajasse uma audincia
invisvel. Ele cambaleou ligeiramente, e se ele fosse um humano, Stefan teria pensado que
ele estava bbado.
"Stefan, por favor," sussurrou Elena.
"Seria indelicado sair antes de nos apresentarmos corretamente," o homem loiro disse.
Mos nos bolsos do casaco, ele caminhou um ou dois passos mais para perto. "Voc no
quer saber quem eu sou?"
Elena balanou a cabea, no em negao mas em derrota, e ela ficou do lado dos ombros
de Stefan. Ele fechou uma mo em torno de seus cabelos, querendo proteger cada parte
dela desse homem louco.
"Eu quero saber," disse ele, olhando para o homem loiro sobre a cabea dela.
"No sei por que voc no me perguntou, antes," o homem respondeu, arranhando seu rosto
com o dedo mdio. "Em vez de perguntar a todo mundo. Sou o nico que pode te dizer. Eu
estou por aqui h um bom tempo."
"Quanto tempo?" disse Stefan, inexpressivo.
"H muito tempo..." O olhar do homem loiro virou sonhador, como se olhasse pra trs, ao
longo dos anos. "Eu estava rasgando bonitas gargantas brancas quando seus ancestrais
construam o Coliseu. Eu matei com o exrcito de Alexandre. Lutei na Guerra de Tria.
Estou velho, Salvatore. Sou um dos Originais. Nas minhas primeiras memrias eu
transportava um machado de bronze."
Lentamente, Stefan inclinou a cabea.
Ele ouviu falar dos Originais. Eles falavam sobre isso entre si, mas na verdade Stefan nunca
tinha conhecido um. Todos os vampiros foram feitos por outro vampiro, mudado pela troca
de sangue. Mas em algum lugar, voltando no tempo, tinha havido os Originais, os que sido
feitos por outros vampiros. Eles estavam onde a linha de continuidade parava. Ningum
sabia como eles viravam vampiros. Mas os seus poderes eram lendrios.
"Eu ajudei a trazer abaixo o Imprio Romano," o loiro homem continuou sonhadoramente.
"Eles nos chamaram de brbaros, eles simplesmente no entendiam! Guerra, Salvatore!
No h nada como isso. Europa foi emocionante. Eu decidi ficar no interior e me desfrutar.
Estranho, voc sabe, as pessoas nunca pareceram confortveis perto de mim. Eles corriam
ou seguravam seus crucifixos". Ele agitou sua cabea. "Mas, uma mulher veio e pediu
minha ajuda. Ela era uma empregada de um baro, e sua pequena ama estava doente. Ela
est morrendo, disse. Ela queria que eu fizesse alguma coisa para ajud-la. E ento..." O
sorriso voltou mais alargado, ficando maior e mais amplo,"Eu ajudei. Ela era uma coisinha
bonita."
Stefan tinha virado o corpo dele para afastar Elena do homem loiro, e agora, por um
momento, ele virou a cabea dele tambm para longe. Ele deveria ter reconhecido, devia ter
adivinhado. E ento tudo ficou claro para ele. A morte de Vickie, e Sue, eram no fim das
contas culpa dele. Ele tinha comeado a cadeia de eventos que terminou aqui.
"Katherine," disse ele, levantando a cabea para olhar para o rosto do homem loiro. "Voc 
o vampiro que transformou Katherine."
"Para salvar a vida dela," disse o homem loiro, como se Stefan fosse um burro aprendendo
uma lio. "Que a sua queridinha aqui tirou."
Um nome. Stefan estava  procura de um nome em sua mente, sabendo que Katherine tinha
dito para ele, tal como ela descreveu esse homem para ele uma vez. Ele podia ouvir as
palavras de Katherine em sua mente: eu acordei no meio da noite e vi o homem que
Gudren, minha empregada, tinha trazido. Estava assustado. Seu nome era Klaus e eu ouvi
as pessoas da aldeia dizerem que ele era mal ...
"Klaus," disse o loiro homem ligeiramente, como se concordasse com alguma coisa. "Isso
foi como ela me chamou, de qualquer maneira. Ela veio a mim depois que dois meninos
italianos rejeitaram ela. Ela fez de tudo para eles, transformou-os em vampiros, oferecendo-
lhes a vida eterna, mas eles foram ingratos e no quiseram mais ela. Muito estranho."
"Isso no aconteceu assim," disse Stefan atravs de seus dentes.
"O estranho foi que ela nunca esqueceu voc, Salvatore. Voc em especial. Ela estava
sempre fazendo comparaes desfavorveis entre ns. Tentei colocar algum senso em sua
cabea, mas isso no funcionou. Talvez eu deveria ter matado ela, no sei. Mas nessa poca
eu tinha me acostumado a t-la por perto. Ela nunca foi a mais brilhante. Mas ela era boa de
se olhar, e ela sabia como se divertir. Eu mostrei a ela, como desfrutar de um assassinato.
Eventualmente seu crebro virou um pouco, mas e da? No era pelo seu crebro que a
mantinha."
No havia mais nenhum vestgio de amor por Katherine em Stefan ou em seu corao, mas
ele descobriu que poderia odiar o homem que tinha transformado ela naquilo.
"Eu? Eu, garotinho?" Klaus apontou para seu prprio peito na incredulidade. "Voc fez
Katherine ser o que ela  agora, ou melhor, a sua namorada. Agora, ela  poeira. Minhoca
de carne. Mas a sua namorada est um pouco alm do meu alcance no momento. Est
vibrando em um plano mais elevado agora, no  isso que dizem os msticos, Elena? Por
que voc no vem vibrar aqui com o resto de ns? "
"Se eu pudesse," sussurrou Elena, levantando a cabea e olhando para ele com dio.
"Ah, bem. Entretanto, eu tenho seus amigos. Sue era uma menina to doce, eu acho." Ele
lambeu os lbios. "E Vickie foi deleitvel. Delicada, mas encorpada, com um belo buqu.
Mais parecida com uma de dezenove anos do que com dezessete."
Stefan deu um passo  frente, mas Elena o segurou. "Stefan, no! Este  o seu territrio, e
os seus poderes mentais so mais fortes que o nosso. Ele controla aqui."
"Justamente. Este  o meu territrio. Irrealidade." Klaus com seu olhar psictico sorriu
novamente. "Onde seus pesadelos mais selvagens se tornam realidade, gratuitamente. Por
exemplo," disse ele, olhando Stefan, "Como voc gostaria de ver o que o teu amor
realmente parece agora? Sem maquiagem ?"
Elena fez um som suave, quase um gemido. Stefan a segurou mais forte.
"Faz quanto tempo desde que ela morreu? Cerca de seis meses? Voc sabe o que acontece
com um corpo, uma vez que ele fica debaixo da terra durante seis meses?" Klaus lambeu os
lbios novamente, como um co.
Agora Stefan entendia. Elena tremeu, cabea curvada, e tentou afastar-se dele, mas ele
prendeu seus braos em torno dela.
"Est tudo bem," ele disse para ela suavemente. E para Klaus: "Voc est se esquecendo de
si mesmo. Eu no sou um humano que salta  vista de sombras e de sangue. Eu sei sobre a
morte, Klaus. Ela no me assusta".
"No, mas ela te empolga?" A voz de Klaus ficou baixa, intoxicante. "No  excitante, o
cheiro, a podrido, os fluidos da carne se decompondo? No  um verdadeiro prazer?"
"Stefan, deixe-me ir. Por favor." Elena estava tremendo, empurrando-o com as mos, o
tempo todo mantendo a cabea torta para que ele no pudesse ver o rosto dela. A voz dela
soava a beira de lgrimas. "Por favor."
"O nico Poder que voc tem aqui  o poder da iluso," disse Stefan para Klaus. Ele
segurou Elena, pressionando a sua bochecha no cabelo dela. Ele podia sentir as mudanas
em seu corpo, ento ele a abraou. O cabelo em sua bochecha pareceu se alterar e o corpo
de Elena pareceu diminuir.
"Em alguns solos a pele pode queimar como couro," Klaus garantiu a ele, com olhos
brilhantes, e sorrindo.
"Stefan, eu no quero que voc olhe para mim"
Olhos sobre Klaus, Stefan gentilmente puxou os rudes cabelos brancos e acariciou o rosto
de Elena, ignorando a rugosidade contra seus dedos.
"Mas  claro que na maior parte do tempo eles simplesmente se decompem. H um
caminho a percorrer. Voc perde tudo, pele, carne, msculos, rgos internos  tudo de
volta para a terra ..."
O corpo nos braos de Stefan estavam diminuindo em seu corpo. Ele fechou os olhos e o
apertou, o dio por Klaus queimando dentro dele. Uma iluso, era tudo uma iluso ...
"Stefan..." era um sussurro seco, fraco como o arranho de um sopro de papel numa
calada. Pendurou-se no ar por cerca de minuto e depois desapareceu, e Stefan se
encontrou segurando uma pilha de ossos.
"E finalmente isso acaba assim, em mais de duzentos pedaos separados e fceis de juntar.
Vem Vindo com a sua prpria elegante caixa de transporte manual..." No outro lado do
crculo de luz, houve um chiado. O caixo branco se abriu por conta prpria, levantando a
tampa. "Por que voc no vai fazer as honras, Salvatore? V colocar Elena onde ela
pertence."
Stefan havia cado de joelhos, tremendo, olhando para os ossos finos brancos nas suas mos
. Foi tudo uma iluso de Klaus para controlar o transe de Bonnie e mostrar a Stefan o que
ele queria que Stefan visse . Ele no tinha ferido Elena na verdade, mas uma fria quente e
protetora dentro de Stefan no reconhecia isso. Cuidadosamente, Stefan colocou os frgeis
ossos no cho e tocou-lhes mais uma vez, suavemente. Ento ele olhou para Klaus, os
lbios curvados com desprezo.
"Isso no  Elena," disse ele.
"Claro que . Eu a reconheceria em qualquer lugar." Klaus estendeu suas mos e declamou,
" ,,Eu conhecia uma mulher, com ossos lindos... "
"No." Suor estava caindo sobre a testa de Stefan. Ele fez Klaus se calar e concentrado,
apertou os punhos, os msculos estalando com esforo. Era como empurrar uma rocha
ladeira acima, lutando contra a influncia do Klaus. Mas onde estavam, os ossos delicados
comearam a tremer, e uma luz dourada brilhou ao redor deles.
'' 'Um trapo, um osso e uma madeixa de cabelo... o tolo, ele chamou sua dama de bela ...' "
A luz foi andando, danando, ligando os ossos juntos. Quente e dourada, ela recobria sobre
eles, cobrindo-os com roupas enquanto subiam no ar. O que tinha l agora era uma forma
de radincia inexpressiva. Suor corria sobre os olhos de Stefan e ele sentiu como se seus
pulmes iriam explodir.
"O corpo humano ainda reside, mas o sangue  um bandido ..."
O cabelo de Elena, longo e ouro sedoso, se arranjou ao redor de seus brilhantes ombros. O
aspecto de Elena, desfocada, primeiramente e em seguida bem focado, formando um rosto.
Amorosamente, Stefan reconstruiu todos os detalhes. Clios espessos, nariz pequeno, lbios
separados como ptalas de rosa. Luz branca girou em torno da figura, criando uma fina
bata.
" 'E a rachadura na xcara abre uma via para a terra dos mortos...' "
"No." Tonturas varreram Stefan enquanto sentia a ltima onda de Poder sobre ele. Um
suspiro levantou o peito da figura, e os seus olhos azuis como lpis lazuli se abriram.
Elena sorriu, e ele sentiu o fulgor do arco do seu amor encontr-lo. "Stefan." Sua cabea
erguida, orgulhosa como a de qualquer rainha.
Stefan virou-se para Klaus, que tinha parado de falar e estava olhando furiosamente em
silncio.
"Esta," disse Stefan distintamente, " Elena. No qualquer mudana de pele vazia deixada
no cho. Esta  Elena, e no h nada que voc pode fazer para toc-la."
Ele levantou a sua mo, e Elena a segurou e foi at ele. Quando se tocaram, ele sentiu um
choque, e ento sentiu os Poderes dela flurem para ele, apoiando-o. Eles ficaram juntos,
lado a lado, de frente para o homem loiro. Stefan nunca se sentiu to ferozmente vitorioso
na sua vida, ou to forte.
Klaus ficou parado por talvez vinte segundos e depois correu furioso.
Seu rosto torcido em dio. Stefan podia sentir ondas de Poder malignas caindo sobre ele e
Elena, e ele usou todas as suas foras para resistir a ela. O redemoinho de fria estava
tentando rasg-los, separ-los, uivando atravs da enorme sala, destruindo tudo em seu
caminho. Velas voaram para a atmosfera como se fossem capturadas em um furaco. O
sonho foi se desmantelado ao seu redor, se estilhaando.
Stefan deu a outra mo  Elena. O vento soprou o cabelo dela, chicoteando-a em torno de
seu rosto.
"Stefan!" Ela estava gritando, tentando se fazer ouvir. Ento ele ouviu a voz dela em sua
mente. "Stefan, oua-me! H uma coisa que voc pode fazer para det-lo. Voc precisa de
uma vtima, Stefan encontre uma de suas vtimas. Apenas uma vtima saber-"
O nvel de rudo era insuportvel, como se o prprio tecido do espao e do tempo estivesse
se rasgando. Stefan sentiu Elena tirar suas mos da dele. Com um grito de desespero, ele
tentou alcan-la de volta, mas ele no sentia nada. Ele j estava esgotado pelo esforo de
combater Klaus, e ele no podia mais segurar sua conscincia. A escurido o levou para
baixo.


Bonnie tinha visto tudo.
Foi estranho, mais uma vez que ela ficou para deixar Stefan para ir para Elena, ela pareceu
perder a presena fsica no sonho. Era como se ela fosse um jogador, mas parecia que o
lugar de ao j estava ocupado. Ela podia ver, mas ela no podia fazer nenhuma outra
coisa.
No final, ela estivera com medo. Ela no era forte o suficiente para segurar o sonho junto, e
finalmente a coisa toda explodiu, jogando-a para fora do transe, de volta ao quarto de
Stefan.
Ele estava deitado no cho, e ele parecia morto. To branco,to parado. Mas quando Bonnie
o puxou, tentando coloc-lo na cama, seu peito palpitou e ela ouviu um arquejo de
respirao.
"Stefan? Voc est bem?"
 Ele olhou selvagemente ao redor da sala, como se tentasse encontrar alguma coisa.
"Elena!" ele disse, e ento ele parou, sua memria claramente regressando.
Seu rosto retorceu. Por um instante medonho Bonnie pensou que ele ia chorar, mas ele s
fechou os olhos e baixou sua cabea.
"Stefan?"
"Eu a perdi. Eu no podia aguentar."
"Eu sei." Bonnie o olhou um instante, e ento, reunindo coragem, ajoelhou na frente dele,
tocando seus ombros. "Eu sinto muito."
Sua cabea levantou, mas seus olhos verdes secos mas to dilatados que pareciam pretos.
Suas narinas estavam inflando, seus lbios mostrando os dentes.
"Klaus!" Ele cuspiu o nome como se fosse uma maldio. "Voc o viu?"
"Sim," disse Bonnie, indo para trs. Ela engoliu, seu estmago agitado. "Ele  maluco, no
, Stefan?"
"Sim." Stefan se levantou. "E ele deve ser impedido."
"Mas como?" Desde que viu Klaus, Bonnie ficou mais assustada do que nunca, mais
assustada e menos confiante. "O que poderia impedi-lo, Stefan? Eu nunca senti nada como
aquele Poder."
"Mas voc no?" Stefan virou-se para ela rapidamente. "Bonnie, voc no ouviu o que
Elena disse no final?"
"No. O que voc quer dizer? Eu no podia ouvir nada, havia um ligeiro furaco
acontecendo no momento."
"Bonnie ..." Os Stefan ficaram distantes com especulao e ele falou como se para si
mesmo. "Isso significa que ele provavelmente no pode nos ouvir. Ento, ele no sabe, e
ele no vai tentar nos impedir."
"De qu? Stefan, do que voc t falando?"
"De encontrar uma vtima. Oua, Bonnie, Elena me disse que se ns encontrarmos uma
vtima que sobreviveu a Klaus, podemos encontrar uma maneira de det-lo."
Bonnie estava completamente perdida. "Mas ... por qu?"
"Porque vampiros e seus doadores  suas presas  compartilham a mente enquanto o
sangue est sendo trocado. s vezes o doador pode aprender coisas sobre o vampiro que o
mordeu. Nem sempre, mas ocasionalmente. Isso  o que deve ter acontecido, e Elena sabe
disso."
"Isso tudo  muito legal  exceto por uma pequena coisa," disse Bonnie sarcasticamente."
Quem no mundo teria sobrevivido a um ataque de Klaus?"
Ela esperou Stefan deflacionar, mas isso no aconteceu. "Um vampiro," disse ele
simplesmente. "Um humano que Klaus transformou em vampiro pode se qualificar como
uma vtima. Desde que eles tenham trocado trocaram sangue, eles trocaram mentes."
"Oh. Oh. ... Ento, se pudermos encontrar um vampiro que ele transformou ... mas onde?"
"Talvez na Europa." Stefan comeou a olhar ao redor da sala, os seus olhos se estreitando.
"Klaus tem uma longa histria, e alguns de seus vampiros devem estar l. Talvez eu tenha
de ir e procurar por um."
Bonnie estava quase desmaiando. "Mas, Stefan, voc no pode nos deixar. Voc no pode!"
Stefan parou de olhar ao redor, e ficou muito quieto. Ento, finalmente, ele virou para
encar-la. "Eu no quero," disse ele calmamente. "E ns vamos tentar pensar em outra
soluo  talvez possamos pegar Tyler de novo. Vou esperar uma semana, at o prximo
sbado. Mas eu talvez tenha que partir, Bonnie. Voc sabe disso to bem quanto eu."
Houve um longo, longo silncio entre eles.
Bonnie lutou contra o calor em seus olhos, determinada a crescer e a amadurecer. Ela no
era um beb e ela iria provar isso agora, de uma vez por todas. Ela olhou para Stefan e
lentamente acenou.
Capitulo 13


Sexta Feira, 19 de Junho , 11:54 p.m. Querido Dirio,
Oh meu deus! O Que vamos a fazer?
Esta tem sido a semana mais longa de toda a minha vida, hoje foi o ultimo dia de aula e
amanh Stefan Esta indo embora. Vai para a Europa procurar um vampiro que foi
transformado por Klaus. Ele disse que no quer nos deixar desprotegidos. Mas vai de
qualquer jeito.
No conseguimos achar o Tyler, seu carro desapareceu do cemitrio, mas no voltou a ir
ao colgio, Ele perdeu todos os exames finais desta semana, No que nos tenhamos ido
muito bem. Gostaria que a Robert E. Lee fosse como as outras escolas onde os exames
finais so feitos antes da graduao. Eu no sei se eu tenho escrito em ingls ou Swahili
estes dias...
Eu odeio o Klaus. Pelo que eu vi ele e to louco quanto a Katherine... Ou ate pior.O que
ele fez a Vickie... Mas no posso nem sequer falar sobre isso ou comearei a chorar de
novo.Ele s estava jogando com a gente na festa da Caroline, como gato e rato, E ter feito
isso no aniversario de Meredith tambm... embora eu ache que ele no sabia
disto.Entretanto, ele parece saber muita coisa, no fala como um estrangeiro, no como
Stefan parecia a primeira vez quando chegou a America, ele sabe tudo sobre as coisas
americanas, inclusive canes dos anos 50, Talvez ele tenha ficado aqui por um tempo...


Bonnie parou de escrever. Ela pensou desesperadamente, todo o tempo haviam estado
pensando nas vitimas da Europa, de vampiros, Mas da maneira que ela estava falando de
Klaus, dava h entender que Klaus havia estado na America por muito tempo.E ele havia
escolhido atacar as garotas no aniversario de Meredith...
Bonnie se levantou, pegou o telefone e discou o numero de Meredith. Uma sonolenta voz
masculina a atendeu.
"Senhor Sulez,  a Bonnie, posso falar com a Meredith?"
"Bonnie! No sabe que horas so?"
"Sim," Bonnie pensou rapidamente, "Mas sobre o exame final que tivemos hoje. Por favor,
preciso falar com ela."
Houve uma longa pausa, seguida de um forte suspiro. "S um minuto."
Bonnie tamborilou os dedos impacientemente enquanto esperava. Ate que escutou o clique
de outro telefone sendo atendido.
"Bonnie?" disse Meredith "Qual o problema?"
"Nada, quero dizer...``. Bonnie estava extremamente, consciente de que a outra linha ainda
estava ligada, e que talvez o pai de Meredith estivesse escutando. " sobre aquele problema
de Alemo, aquele no qual estvamos trabalhando, lembra. Aquele que no conseguamos
resolver para o exame. E sabe que nos estvamos procurando algum para nos ajudar a
resolver? "Bem, acho que eu sei quem ."
"Sabe?" Bonnie pode sentir Meredith procurando as palavras certas. "Bem... e quem ?
Envolve alguma chamada a longa distancia?"
"No" disse Bonnie "no envolve, Esta perto da sua casa, Meredith, muito perto, para dizer
a verdade pode encontrar no jardim da sua casa, em sua arvore da genealgica."
A linha ficou em silencio e Bonnie se perguntou se Meredith ainda estava ali. "Meredith?"
"Estou pensando, Esta soluo tem alguma relao com a coincidncia?"
"No" Bonnie se relaxou e sorriu ligeiramente. Meredith j havia entendido. "nada haver
com coincidncias, e mas um caso de historia repetitiva. Deliberadamente repetitiva se
entende o que quero dizer."
"Sim" Meredith disse e suou como se ela estivesse se recuperando do choque e no
estivesse mais espantada. "Sabe, acho que voc esta certa, mas tem um problema...
persuadir esta pessoa para que nos ajude ."
"Acha que teremos problemas?".
"Acho que sim, s vezes esta pessoa e muito agitada... por causa das provas, muitas vezes
perde ate a cabea."
O corao de Bonnie afundou, isto e algo que ela no havia se passado em sua mente. E se
ela no pudesse dizer a eles? E se ele tivesse ido longe demais?
"Tudo que podemos fazer e tentar." Ela disse, fazendo que a voz soasse o mais otimista
possvel. "Amanh iremos tentar."
"Bom, te pego de carro amanh de manh. Boa noite Bonnie."
"Boa noite Meredith... Me desculpe" acrescentou Bonnie.
"No, acho que  melhor. Para que isto no continue se repetindo mais, Tchau.``
Bonnie desligou o telefone. Ela se sentou por alguns minutos, seu dedo ainda no boto
"desligar", olhando a parede, colocou o telefone sem fio na base e pegou seu dirio
novamente, foi ate a ultima linha que tinha escrito e escreveu mais uma.

Amanh vamos ver o avo de Meredith.

"Sou um idiota," disse Stefan no carro de Meredith. Enquanto iam para West Virginia,
onde era a instituio onde o av de Meredith era paciente esta ia ser uma viagem muito
longa.
"Somos todos idiotas. Exceto Bonnie," disse Matt. Mesmo em meio a sua ansiedade
Bonnie sentiu o rubor em seu rosto ao ouvir o que ele disse.
Mas Meredith apenas acenou com a cabea e manteve os olhos fixos na estrada. "Stefan
no havia como voc saber, ento pare de se culpar. Voc no sabia que Klaus havia
atacado na festa de Caroline no aniversario de ataque do meu av. E Matt e eu tambm no
chegamos a pensar que Klaus estava a muito tempo na America, porque nunca o vimos ou
escutamos sua voz. Nos apenas pensamos nas pessoas que ele poderia ter atacado na
Europa. Realmente, Bonnie era a nica que poderia ter juntado todas as peas, ela tinhas
todas as informaes."
Bonnie mostrou a lngua para ela, Meredith viu pelo retrovisor e arqueou uma sobrancelha.
"No quero que voc fique muito convencida." Continuou Meredith.
"No irei, modstia  uma das minhas maiores qualidades," Bonnie respondeu.
Matt bufou e disse, "Ainda acho que voc  a mais inteligente," e Bonnie sentiu que corava
novamente.
A instituio era um lugar terrvel. Bonnie tentou o mximo que pode esconder o horror e
desgosto que sentia, mas sabia que Meredith podia senti-lo.
Os ombros de Meredith estavam rgidos em um orgulho defensivo enquanto ela caminhava
para o Hall a frente deles. Bonnie, que a conhecia h tantos anos, viu a humilhao por
baixo daquele orgulho. Os pais de Meredith consideravam a condio do av uma mancha
to grande que eles nunca o permitiram falar com estranhos. Era uma sombra que pesava
sobre a famlia inteira.
E agora Meredith estava mostrando este segredo para estranhos pela primeira vez. Bonnie
sentiu amor e admirao pela amiga. Porque fazia isso sem exagero, com dignidade, sem
deixar ningum ver o quanto isso custava pra ela. Mas ainda assim a instituio era terrvel.
No era suja ou cheio de manacos delirantes ou nada parecido. Os pacientes pareciam
claramente bem cuidados. Mas havia algo neste hospital, seu cheiro e as salas cheias de
cadeiras de rodas e paisagens sem emoo faziam que Bonnie quisesse correr.
Era como se o prdio estivesse cheio de zumbis. Bonnie viu uma senhora, seu coro
cabeludo rosado mostrando atravs de seu cabelo fino e branco, logo em seguida a senhora
afundou sua cabea na mesa junto a uma boneca de plstico nua. Quando Bonnie sentiu o
desespero emergindo, sua mo encontrou a de Matt que j procurava pela sua. Seguiram
Meredith de mos dadas, segurando to forte que chegava a doer.
"Este  o quarto dele."
Dentro do quarto se encontrava outro zumbi, tinha o cabelo branco mais ainda tinha
algumas listas pretas parecido com o preto dos cabelos de Meredith. Seu rosto estava cheio
de rugas e linhas e na linhas dos olhos haviam pintas escarlate. Ele olhava fixamente para o
nada.
"Av" disse Meredith, ajoelhando-se na frente de sua cadeira de rodas, "Vov sou eu
Meredith. Eu vim te visitar e tenho algo muito importante para te perguntar."
Os olhos dele nem pestanejaram.
"As vezes ele nos reconhece," Disse Meredith, sem emoo. "Mas na maioria das vezes
no."
O senhor continuava olhando o vazio.
Stefan se ajoelhou e disse "Me deixe tentar," olhando o rosto enrugado ele comeou a falar
suavemente, calmamente como havia feito com Vickie.
Mas os olhos escuros piscaram, mas ainda olhavam o nada. O nico movimento foi o
tremor de suas mos sobre os braos da cadeira de rodas.
E no importava o que Meredith ou Stefan fizessem esta era a nica reao que receberiam.
Bonnie tambm tentou usar seus poderes psquicos, Ela podia sentir uma fasca de vida no
av de Meredith, mas esta fasca estava presa embaixo da carne. E ela no conseguia
alcan-lo.
"Desculpe." Ela disse sentando-se novamente e tirando o cabelo da frente dos olhos. "No
funciona. Neste caso no posso fazer nada."
"Talvez nos possamos volta em outra ocasio" disse Matt, mas Bonnie sabia que isto no
era verdade. Stefan estava partindo amanh, no haveria outra ocasio. E isso parecia uma
tima idia... Aquele entusiasmo que ela havia sentido mais cedo agora eram cinza, e sentiu
seu corao pesar como chumbo. Se virou e viu Stefan j saindo da sala.
Matt colocou sua mo sob seu cotovelo e a ajudou a se levantar e sair da sala. Depois ficou
em p com a cabea dela curvada de desanimo, Bonnie se afastou, Era muito difcil
convocar energias para poder colocar um p na frente do outro. Ela olhou de relance para
trs para ver se Meredith os seguia...
E Gritou. Meredith estava para no centro da sala, encarando a porta, desanimo escrito em
seu rosto. Mas atrs dela, a figura na cadeira de rodas havia se mexido, e estava atrs dela
abraando-a alertamente e com os velhos olhos abertos e a boca tambm, o av de Meredith
parecia que ia saltar, com os braos abertos, e sua boca formando um silencioso uivo.
Bonnie gritou.
Tudo aconteceu muito rpido, Stefan voltou para o quarto, Meredith caiu para p lado e Matt
a segurou. Mas a figura no pulou, olhou para todos e espero, esperando ver algo que
nenhum dos outros conseguia ver. Por fim sons saram de sua boca, sons que formaram um
grunhido.
"Vampiro! Vampiiro!"
Os enfermeiros estavam no quarto, tratando de tirar Bonnie e o outros dali, dominando o
velho, seus gritos se adicionaram ao pandemnio.
"Vampiro! Vampiiro!" O av de Meredith gritava, como se estivesse avisando a
cidade.Bonnie se sentiu assustada ele olhava para Stefan? Era uma acusao?
"Vocs tem que ir embora agora. Me desculpe, mas vocs tem que ir!" disse uma
enfermeira para eles. Foram tirados de l a fora, Meredith gritava enquanto era levada para
o Hall.
"Vov...!"
"Vampiro!" dizia a voz em resposta.
E ento: "Cinzas de Madeira Branca! Vampiro! Cinzas de madeira branca..."
A Porta se Fechou.
Meredith arquejou, lutando contra as lagrimas, Bonnie tinha suas unhas no brao de Matt.
Stefan se virou para eles, seus olhos verdes arregalados de choque.
"Eu disse! Vocs tm que ir agora," repetiu impaciente a enfermeira enfurecida. Os quatro
a ignoraram. Eles olhavam um por outro, atordoados a confuso dando lugar para a
realizao em suas caras.
"Tyler disse que existe apenas um tipo de madeira que pode feri-lo..."Matt comeou a
dizer.
"Madeira branca acinzentada," disse Stefan.
"Teremos que descobrir onde ele esta se escondendo." disse Stefan enquanto voltavam para
casa. Ele estava dirigindo, desde que Meredith tinha deixado as chaves carem na porta do
carro. "Isso em primeiro lugar. Se nos corrermos com isso, podemos pega-lo
despreparado."
Seus olhos verdes, brilhavam com uma textura parecida com Triunfo e Determinao, ele
falou um voz sagaz e rpida. Eles estavam esgotados, pensou Bonnie, como se tivessem
ficado acordados a noite inteira. Seus nervos estavam desgastados to finos que qualquer
coisa podia acontecer.
Ela tinha sentindo, tambm esse iminente desastre social.Como se tudo estivesse vindo a
tona, desde os acontecimentos da festa de aniversario de Meredith, chegando a uma
concluso.
Essa noite, pensou ela. Essa noite tudo acontece. Isso parece estranhamente apropriado que
devia ser a vspera do solstcio.
"Vspera do que?" Matt disse.
Ela no tinha se dado conta de que estava falando em voz alta. "A vspera do solstcio"
disse ela. " o que hoje . O dia antes do solstcio do vero."
"No me diga. Druidas,certo?"
"Eles o celebram,"Bonnie confirmou." um dia para a magia,marca a troca de estaes.
E..." ela hesitou "Bom,acredito que seja outro dia festivo, como o Halloween, ou o solstcio
de inverno. Um dia em que a linha entre o mundo visvel e o mundo invisvel fica fina. 
quando voc pode ver fantasmas,eles costumam dizer.Quando as coisas acontecem."
"Coisas" disse Stefan,virando para a estrada principal que levava de volta para Fells
Church, "Vo acontecer."
Nenhum deles tinha percebido o quo perto.
A senhora Flowers estava no jardim dos fundos. Eles haviam dirigido diretamente at sua
casa, procurando por ela. Ela estava podando as rosas, e o aroma do vero a cercava.
Ela fechou a cara e piscou quando os viu todos ao seu redor,e perguntaram rapidamente a
ela onde podiam encontrar uma arvore branca acinzentada.
"Calma, calma agora," ela disse os olhando por baixo da borda de seu chapu de palha. "O
que vocs querem? Madeira branca acinzentada? H um pouco l em baixo, depois desses
carvalhos aqui atrs.Agora, esperem um minuto..." Adicionou ela, como se eles fossem se
exaltar novamente.
Stefan cortou um ramo da arvore com um canivete Matt levava no bolso. Eu me pergunto
quando ele comeou a carregar aquilo? Bonnie pensou. Ela tambm se perguntou o que a
Sra. Flowers pensaria a respeito deles ao ver os dois garotos carregando um tronco de quase
dois metros nos ombros.
Mas a Sra. Flowers apenas olhou sem dizer nada. Como eles estavam prximos a casa, ela
logo disse. "Tem um pacote para voc,garoto"
Stefan virou sua cabea, o ramo ainda em seus ombros."Para mim?"
"Tem seu nome nele, um pacote e uma carta, eu os encontrei na entrada da casa esta tarde,
deixei l em cima no seu quarto."
Bonnie olhou para Meredith,depois para Matt e Stefan, encontrando eles perplexos e com
olhares suspeitos em volta. A ansiedade tomou conta do ar de repente, quase
insuportavelmente.
"De quem pode ser? Quem pode saber que voc est aqui..."disse ela comeando a subir as
escadas para o sto.E ento ela parou, um pavor subindo por suas costelas. Premonies se
lanavam dentro dela, como um vo nauseante, mas ela afastou isso. No agora, ela
pensou, no agora.
Mas no tinha como no ver o pacote na escrivaninha de Stefan.Os meninos apoiaram o
tronco branco acinzentado na parede e saram para olhar , um longo e plano pacote
embrulhado com papel pardo, com um envelope creme em cima.
Na frente estava escrito em uma caligrafia familiar Stefan
A caligrafia do espelho.
Todos olharam o pacote como se ele fosse um escorpio.
"Cuidado," disse Meredith a Stefan,cuidadosamente. Bonnie sabia o que ela queria dizer.
Ela sentia como se toda a coisa pudesse explodir ou soltar um gs venenoso ou se tornar em
algo com garras e dentes.
O envelope que Stefan pegou era quadrado e solido, feito de um papel bom e com
acabamento fino.Como o convite de um prncipe para o baile,pensou Bonnie. Porem,
incompativelmente, na parte superior haviam grandes marcas de digitais e as bordas
estavam encardidas. Bem- Klaus no parecia muito limpo no sonho.
Stefan olhou para frente e pra trs e rasgou o envelope , abrindo-o. Ele puxou um pedao
pesado de papel.Os outros trs se juntaram a ele,olhando por cima de seus ombros,olhando
como aquilo era desdobrado.Matt se surpreendeu.
"O que...est em branco!"
E estava. Dos dois lados. Stefan virou e examinou os dois lados, seu rosto parecia
tenso,todos os outros relaxaram, pensando,fazendo sons de desgosto. Como uma piada de
mau gosto. Meredith pegou o pacote, que era plano o suficiente para estar vazio, ento de
repente a tenso de Stefan aumentou, sua respirao oscilando. Bonnie olhou rapidamente
de relance e pulou. A mo de Meredith congelada no pacote, Matt praguejou.
No papel branco, segurado firmemente entre as duas mos de Stefan, letras estavam
aparecendo. Elas eram negras e com longos detalhes, como se estivesse sendo cortadas por
uma faca invisvel enquanto Bonnie assistia. Conforme ela lia para eles, o pavor dentro dela
cresceu.

Stefan...
Vamos tentar resolver isso como cavalheiros? Estou com a garota. Venha para a antiga
fazenda na floresta a noite e nos conversaremos, S nos dois. Venha sozinho e eu a
deixarei ir. Traga mais algum e ela morre.

No havia assinatura, mas no embaixo as palavras aparecia isto e entre voc e eu.
"Que garota?" perguntou Matt, olhando para Bonnie e Meredith para ver se ela ainda
estavam ali. "Que garota?".
Com um movimento rpido. Os elegantes dedos de Meredith rasgaram o pacote abrindo e
puxando o que havia dentro. Um cachecol verde plido com um estilo de vinhedo e
folhas.Bonnie lembrou-se perfeitamente e uma viso veio a ela rapidamente. Confetes,
presentes de aniversario, orqudeas e chocolate.
"Caroline" ela sussurrou, e fechou os olhos.
Estas duas ultimas semanas haviam sido to estranhas, to diferentes das normais na vida
da escola, que ela quase havia esquecido a existncia de Caroline. Ela havia ido para um
apartamento em outra cidade para escapar, para ficar segura... Mas Meredith tinha dito a
ele no comeo. Ele pode te seguir ate Heron. Eu tenho certeza.
"Ele apenas esta brincando com a gente de novo" Bonnie murmurou ``Ele nos deixou ir to
longe. Nos ate mesmo falamos com seu av, Meredith, e ento...``
"Ele j deve saber," disse Meredith "Deve saber que todos nos estamos procurando uma
vitima. E agora ele nos deu um cheque-mate. A menos..." Seus olhos negros brilharam com
uma esperana repentina. "Bonnie, voc no acha que Caroline pode ter deixado o cachecol
cair na noite da festa? E ele simplesmente o pegou?"
"No." A premonio esta murmurando perto dela e Bonnie deu um empurro nisso
tentando o mant-lo longe da sua mente. Ela no queria isso. Ela no queria saber. Mas de
uma coisa ela tinha certeza: Isto no era um blefe. Klaus estava com Caroline.
"O que vamos fazer?" ela perguntou suavemente.
"Eu sei o que ns no vamos fazer. No vamos escut-lo" disse Matt " ,,Tentar resolver isso
como cavalheiros'... Ele  um canalha, no um cavalheiro. Isso  uma armadilha."
"Claro que  uma armadilha" disse Meredith impacientemente "Ele esperou ate que
descobrssemos o que era capaz de feri-lo e agora ele quer nos separar. Mas isso no vai
funcionar!"
Bonnie olhava o rosto de Stefan, com um crescente receio. Porque enquanto Matt e
Meredith falavam indignamente, ele silenciosamente dobrou a carta e a colocou de volta ao
envelope. Agora ele olhava para baixo, seu rosto continuava entocado por qualquer coisa
que acontecia perto dele. E os o que havia em seus olhos assustaram Bonnie.
"Nos podemos fazer um contra ataque" disse Matt. "Certo Stefan? No acha?"
"Eu acho," Stefan disse cuidadosamente se concentrando em cada palavra. "Que eu vou
para o bosque depois que anoitecer."
Matt acenou, e como treinador de futebol ele comeou a criar o plano. "Okay, voc vai
distrair ele. Enquanto isso nos trs..."
"Vocs trs," Stefan continuou, olhando exatamente para ele."Vo pra casa,para a cama."
Houve uma pausa, que pareceu eterna para Bonnie. Os outros apenas o encararam.
Ate que Meredith disse suavemente "Vai ser difcil pegar ele enquanto estivermos deitados
em nossas camas. A no ser que ele resolva vir nos visitar"
Aquilo quebrou a tenso e apos um grande suspiro "Tudo bem, Stefan, eu entendo como
voc se sente sobre isso...", mas Stefan o Interrompeu.
"Eu estou morto de verdade, Matt. Klaus esta certo isso e entre ele e eu. E ele disse para eu
ir sozinho ou ele ir machucar a Caroline. Ento eu vou sozinho. Esta e a minha deciso."
"Este ser o seu funeral," Bonnie despejou pra fora quase histericamente. " Stefan, voc
esta louco. Voc no pode."
"Olhe pra mim!"
"Eu no vou deixar voc..."
"Voc acha," Stefan disse olhando pra ela. "Que voc poderia me parar se tentasse?"
O silencio que se acentuou estava desconfortvel. Olhando para ele Bonnie sentiu que ele
havia mudado de alguma maneira diante de seus olhos. Seu rosto parecia trapaceiro, sua
postura estava diferente,que fez ela se lembrar da agilidade, duros msculos de predador
embaixo das roupas dele.
Todos pareciam distantes, aliengenas. Assustados.
Bonnie olhou para outro lado.
"Vamos ser responsveis com isso," disse Matt, mudando de ttica. "Vamos ficar calmos e
conversar sobre isso..."
"No h nada para conversarmos. Eu vou. Vocs no."
"Voc nos deve mais que isso Stefan" disse Meredith, e Bonnie se sentiu agradecida por
ouvir sua voz. "Tudo bem, voc pode nos separar um por um; timo sem argumentos. Nos
temos um ponto. Mas depois de tudo o que passamos juntos, nos merecemos pelo menos
discutir o assunto antes de deix-lo ir."
"Voc disse que era uma briga de garotas tambm" acrescentou Matt. "Quando voc
decidiu que no era?"
"Quando eu descobri quem era o assassino!" disse Stefan " por minha causa que Klaus
esta aqui!"
"No  no!" choramingou "Bonnie " Voc fez Elena matar a Katherine?"
"Eu fiz Katherine voltar para o Klaus! Foi assim que isso comeou. E eu envolvi a
Caroline; Se no fosse por mim, ela poderia nunca ter odiado a Elena, nunca teria se
envolvido com o Tyler. Eu tenho responsabilidades com ela"
"Voc apenas quer acreditar nisso." Bonnie quase gritou. "Klaus odeia todos nos! Voc
acha que ele vai deixar voc sair de l andando? Voc acha que ele planeja nos deixar em
paz?"
"No" Stefan disse, e levantou um galho colocando-o contra a parede. Ele tirou o canivete
de Matt do prprio bolso e comeou a cortar o galho, transformando-o em uma estaca
branca.
"Ah, timo! Voc vai para o combate sozinho." disse Matt furioso. "Voc no v o quanto
isto  estpido? Voc esta caminhando diretamente para a armadilha dele." Ele avanou e
parou na frente de Stefan. "Acha que nos trs no somos capazes de te impedir..."
"No, Matt." disse Meredith lentamente, sua voz cortando o quarto. "No vou fazer nada
bom." Stefan, olhou para ela. Os msculos envolta de seus olhos endurecendo, mas ela
apenas retribuiu o olhar, o rosto calmo."Ento voc esta determinado a ir encontrar Klaus
cara a cara Stefan.Tudo bem.Mas antes de voc tenha certeza que tem uma chance de luta."
Friamente, ela comeou a desabotoar a parte do pescoo de sua blusa.
Bonnie sentiu solavanco, ela havia oferecido a mesma coisa uma semana antes. Mas aquilo
tinha sido privado, Pelo amor de Deus! Ela pensou. Ento ela encolheu os ombros. Publico
ou privado que diferena faria?
Ela olhou para Matt, cujo o rosto refletia sua aflio. Ento ela viu as sobrancelhas
castanhas de Matt e comeando a obstinao, fazendo a expresso de touro que usava para
intimidar os treinadores dos times adversrios. Seus olhos azuis se viraram para os delas e
ela acenou. Sem nenhuma palavra ela abriu o a gola da blusa e Matt tirou a camiseta.
Stefan encarou um a um das pessoas quase nuas em seu quarto, tentando esconder seu
prprio choque. Mas ele balanou a cabea, a estaca branca a sua frente como uma arma.
"No!"
"No seja idiota, Stefan" rebateu Matt. Mesmo na confuso deste terrvel momento alguma
coisa dentro de Bonnie parou para admirar seu peito nu. "Nos somos trs. Voc deve ser
capaz de tomar o bastante sem machucar nenhum de ns."
"Eu disse, no. No por vingana, e no para combater o mal com mal! No por nenhuma
razo. Eu achei que voc entenderia isso!" O olhar de Stefan para Matt foi desgostoso.
"Eu entendo que voc vai morrer l fora!" Matt gritou.
"Ele tem razo" Bonnie pressionou a junta dos dedos contra seus lbios. A premonio
estava atravessando as suas defesas. Ela no queria deixar entrar, mas ela no tinha mais
foras pra resistir. E com um tremor, ela sentiu isso perfurar e ouviu as palavras em sua
mente.
"Ningum pode lutar com ele e sair vivo." disse Bonnie dolorosamente "Isso foi o que
Vickie disse e  verdade, Stefan, ningum pode."
Por uma momento, apenas por um momento ela pensou que ela  tivesse ouvido. Mas seu
rosto se endureceu novamente e ele disse friamente.
"No  problema seu. Deixe que eu cuide disso."
"Mas no um jeito de voc vencer..." comeou Matt.
"Isso  o que a Bonnie disse" repetiu Stefan
"Sim,! O que diabos voc esta falando?" Matt gritou. Era difcil fazer Matt perder seu
temperamento, mas uma vez no era facilmente recuperado. "Stefan eu j tive o
bastante..."
"E eu tambm!". Gritou Stefan de volta em um rugido. Um tom que Bonnie nunca avia
visto ele usar. "Eu estou cheio de todos vocs! Cheio dos seus questionamentos das sua
falta de coragem e das suas premonies tambm! Este problema  meu!"
"Pensei que nos fossemos um time..." disse Matt
"Nos no somos um time! Vocs so um bando de humanos estpidos! Mesmo com tudo
que aconteceu com voc, l no fundo, voc s quer viver a sua vida pouco segura em sua
casa pouco segura ate voc ir para a sua sepultura pouco segura! Eu cada como voc e
tambm no quero ser! Eu tive que aturar vocs esse longo tempo, porque eu tinha, mas
agora acabou!" Ele olhou um a um e disse deliberadamente, enfatizando cada palavra. "No
preciso de nenhum de vocs. Eu no quero vocs comigo, e eu no quero vocs me
seguindo. Vocs iro estragar a minha estratgia. Qualquer um que me seguir, eu vou
matar!"
Com uma ultima olhada ele girou nos calcanhares e saiu do quarto.
   Captulo 14

    "Ele est insano," Matt disse, encarando o corredor vazio atravs do qual Stefan tinha
desaparecido.
    "No, ele no est," disse Meredith. Sua voz estava deplorvel e silenciosa, mas havia
um tipo de risada impotente nela tambm. "No v o que ele est fazendo, Matt?" ela disse
quando ele se virou para ela. "Gritando conosco, fazendo-nos odi-lo para tentar nos
afastar. Sendo o mais rude possvel para que fiquemos bravos e ns o deixamos sozinho."
Ela espiou para a porta e ergueu suas sobrancelhas. "Qualquer um que me seguir, eu vou
matar foi passar dos limites, contudo."
    Bonnie riu de repente, selvagemente, contra sua vontade. "Eu acho que ele pegou isso
do Damon. ,,Entendam isso, eu no preciso de nenhum de vocs! "
    " Seu bando de humanos estpidos, " Matt acrescentou.
    "Mas eu ainda no entendo. Voc acabou de ter uma premonio, Bonnie, e Stefan
geralmente no menospreza elas. Se no h jeito de lutar e vencer, qual o objetivo de ir?"
    "Bonnie no disse que no havia maneira de lutar e vencer. Ela disse que no havia
maneira de lutar e sobreviver. Certo, Bonnie?" Meredith olhou para ela.
    O ataque de risadas se dissolveu. Ela mesma assustada, Bonnie tentou examinar a
premonio, mas ela no sabia mais do que as palavras que tinham brotado em sua mente.
Ningum pode lutar com ele e sair vivo.
    "Voc quer dizer que o Stefan acha" Vagarosamente, ultraje atroador estava
queimando os olhos de Matt. "Ele acha que ele vai impedir Klaus apesar dele mesmo ser
morto? Como um carneiro de sacrifcio?"
    "Mais como a Elena," Meredith disse sobriamente. "E talvez  para que ele possa estar
com ela."
    "hn-hn." Bonnie balanou sua cabea. Ela podia no saber mais sobre a profecia,
mas ela sabia disso. "Ele no acha isso, tenho certeza. Elena  especial. Ela  o que 
porque morreu jovem demais; ela deixou tanta coisa inacabada em sua prpria vida, e 
bem, ela  um caso especial. Mas Stefan tem sido um vampiro por quinhentos anos, e ele
certamente no morreria jovem. No h garantia de que ele terminar com Elena. Ele pode
ir para outro lugar ou  ou simplesmente ir. E ela sabe disso. Tenho certeza de que ele sabe
disso. Eu acho que ele simplesmente est mantendo sua promessa  ela, parar Klaus custe o
que custar."
     "Tentar, pelo menos," Matt disse suavemente, e soava como se ele estivesse citando.
"Mesmo se voc souber que vai perder." Ele olhou para as garotas repentinamente. "Eu vou
atrs dele."
    " claro," disse Meredith pacientemente.
    Matt hesitou. "Ah  suponho que no posso convenc-las de ficar aqui?"
    "Depois de toda essa conversa inspiradora sobre trabalho de equipe? Sem chance."
    "Eu receava isso. Ento..."
    "Ento," disse Bonnie, "vamos cair fora daqui."


   Eles reuniram as armas que conseguiram. O canivete de Matt que Stefan tinha
derrubado, a adaga com punho de marfim da cmoda de Stefan, uma faca de trinchar da
cozinha.
    Do lado de fora, no havia sinal da Sra. Flowers. O cu estava um roxo plido, com
nuances de damasco no oeste. Crepsculo da vspera do solstcio, Bonnie pensou, e pelos
dos seus braos tentaram levantar.
    "Klaus disse a velha fazenda na floresta  deve ser o lugar dos Francher," Matt disse.
"Onde Katherine jogou Stefan no poo abandonado."
    "Isso faz sentido. Ele provavelmente vem usando o tnel da Katherine para ir e vir
debaixo do rio," Meredith disse. "A no ser que Antigos sejam to poderosos que possam
cruzar gua corrente sem se machucarem."
    Est certo, Bonnie se lembrou, coisas malignas no podem cruzar gua corrente, e
quanto mais maligno voc , mais difcil fica. "Mas ns no sabemos nada sobre os
Originais," ela disse em voz alta.
    "No, e isso significa que devemos ser cuidadosos," Matt disse. "Eu conheo muito
bem essa floresta, e eu sei o caminho que Stefan provavelmente usar. Eu acho que
devamos pegar um diferente."
    "Para que Stefan no nos veja e nos mate?"
    "Para que Klaus no nos veja, ou nem todos de ns. Para que talvez tenhamos uma
chance de recuperar a Caroline. De um jeito ou de outro, temos que tirar Caroline disso;
enquanto Klaus puder ameaar machuc-la, ele pode fazer Stefan fazer qualquer coisa que
ele quiser. E  sempre melhor planejar adiantado, surpreender o inimigo. Klaus disse para
encontr-lo l depois do escurecer; bem, estaremos l antes de escurecer e talvez possamos
surpreend-lo."
    Bonnie estava profundamente impressionada por essa estratgia. No era de se espantar
que ele  um zagueiro, ela pensava. Eu teria simplesmente corrido para l, gritando.
    Matt pegou um caminho quase invisvel entre as rvores de carvalho. Os arbustos
pequenos estavam especialmente exuberantes nessa poca do ano, com musgos, gramas,
plantas floridas, e samambaias. Bonnie tinha que confiar que Matt sabia onde estava indo,
porque ela certamente no sabia. Acima, as aves estavam dando uma ltima exploso de
canto antes de procurarem um teto para a noite.
    Ficou mais turvo. Traas e crisopas agitavam-se ao redor do rosto de Bonnie. Depois de
tropear num amontoado de cogumelos venenosos cobertos com lesmas se alimentando, ela
ficou intensamente grata por dessa vez estar usando cala jeans.
    Por fim Matt parou-as. "Estamos chegando perto," ele disse, sua voz baixa. "H uma
espcie de penhasco de onde podemos olhar para baixo e Klaus talvez no nos veja. Fiquem
quietas e tenham cuidado."
    Bonnie nunca teve tantos problemas em plantar seus ps antes. Felizmente, a desordem
das folhas estava molhada e no frgil. Aps alguns minutos Matt deitou sobre sua barriga
e gesticulou para que elas o seguissem. Bonnie continuou dizendo a si mesma, ferozmente,
que ela no se importava com as centopeias e minhocas as quais seus dedos deslizantes
descativaram, que ela no tinha problemas de modo algum com teias de aranha em seu
rosto. Isso era vida ou morte, e ela era competente. No uma imbecil, no uma bebezinha,
mas competente.
    "Aqui," Matt sussurrou, sua voz mal audvel. Bonnie movimentou-se sobre sua barriga
at ele e olhou.
    Eles estavam espiando a propriedade dos Francher  ou o que restara dela. Tinha
desmoronado na terra h muito, tomada pela floresta. Agora era s uma base, pedras de
construo cobertas por ervas daninhas florescendo e arbustos de framboesa espinhosos, e
uma alta chamin como um monumento solitrio.
    "Ali est ela. Caroline," Meredith respirou no outro ouvido de Bonnie.
    Caroline era uma figura turva sentada contra a chamin. Seu vestido verde plido
aparecia na reunio sombria, mas seu cabelo castanho simplesmente parecia preto. Algo
branco brilhou contra seu rosto, e aps um momento Bonnie percebeu que era uma
mordaa. Fita ou atadura. De sua posio estranha  braos atrs dela, pernas esticadas
retas em frente  Bonnie tambm adivinhou que ela estava amarrada.
    Pobre Caroline, ela pensou, perdoando a outra garota por todas as coisas indecentes,
mesquinhas, egostas que ela j tinha feito, o que era uma quantidade considervel se voc
parava para pensar. Mas Bonnie no conseguia imaginar nada pior do que ser abduzida por
um vampiro psicopata que j tinha matado duas de suas colegas, arrastada aqui para a
floresta e presa, e ento deixava para esperar, com sua vida dependendo em outro vampiro
que tinha algumas boas razes para odi-la. Afinal, Caroline tinha querido Stefan no
comeo, e tinha odiado e tentado humilhar Elena por t-lo. Stefan Salvatore era a ltima
pessoa que devia ter sentimentos bondosos em relao  Caroline Forbes.
    "Olhem!" disse Matt. " ele? Klaus?"
    Bonnie tinha visto tambm, uma onda de movimento no lado oposto da chamin.
Enquanto ela forava a vista, ele apareceu, sua capa de chuva cor de canela clara agitando-
se fantasmagoricamente ao redor de suas pernas. Ele olhou para Caroline e ela se encolheu
dele, tentando se afastar. Sua risada soou to claramente no ar silencioso que Bonnie
acovardou-se.
    " ele," ela sussurrou, se escondendo atrs da proteo das samambaias. "Mas onde est
o Stefan? Est quase escuro agora."
    "Talvez ele tenha se espertado e decidido no vir," disse Matt.
    "Sem chance," disse Meredith. Ela estava olhando atravs das samambaias para o sul. A
prpria Bonnie olhou para aquele caminho e deu um sobressalto.
    Stefan estava parado na beirada da clareira, tendo se materializado l como se do
prprio ar. Nem mesmo Klaus tinha o visto chegar, Bonnie pensou. Ele ficou parado
silenciosamente, no tentando se esconder ou a lana de freixo branco que estava
carregando. Havia algo na sua postura e no jeito como ele olhava a cena perante ele que fez
Bonnie se lembrar de que no sculo quinze ele fora um aristocrata, um membro da nobreza.
Ele no disse nada, esperando Klaus not-lo, recusando-se a ser apressado.
    Quando Klaus se virou para o sul ele ficou imvel, e Bonnie teve o pressentimento de
que ele estava surpreso de Stefan ter se esgueirado por ele. Mas ento ele riu e esticou seus
braos.
    "Salvatore! Que coincidncia; eu estava justamente pensando em voc!"
    Vagarosamente, Stefan olhou Klaus de cima a baixo, da cauda de sua capa de chuva
esfarrapada ao topo de seu cabelo bagunado pelo vento. O que Stefan disse foi:
    "Voc me chamou. Estou aqui. Deixa a garota ir."
    "Eu disse isso?" Parecendo genuinamente surpreso, Klaus pressionou duas mos em seu
peito. Ento ele balanou sua cabea, rindo. "Eu acho que no. Vamos falar primeiro."
    Stefan acenou, como se Klaus tivesse confirmado algo amargo pelo qual ele estivera
esperando. Ele pegou a lana de seu ombro e a segurou em sua frente, lidando com a
distncia pesada da floresta hbil, facilmente. "Estou escutando," ele disse.
    "No  to burro quanto parece," Matt murmurou de detrs das samambaias, um tom de
respeito em sua voz. "E ele no est to ansioso para ser morto quanto eu pensei," Matt
acrescentou. "Ele est sendo cuidadoso."
    Klaus gesticulou na direo de Caroline, a ponta de seus dedos acariciando seu cabelo
castanho. "Por que no vem aqui para que no precisemos gritar?" Mas ele no ameaou
machucar sua prisioneira, Bonnie notou.
"Eu consigo ouvi-lo bem," Stefan replicou.
"Bom," Matt sussurrou. " isso a, Stefan!"
Bonnie, contudo, estava estudando Caroline. A garota capturada estava lutando, jogando
sua cabea para frente e para trs como se estivesse frentica ou com dor. Mas Bonnie teve
um pressentimento estranho sobre os movimentos de Caroline, especialmente aquelas
jogadas violentas da cabea, como se a garota estivesse forando-se para alcanar o cu. O
cu... O olhar de Bonnie levantou-se, onde a escurido total tinha cado e uma lua
minguante brilhava sobre as rvores. Era por isso que ela conseguia ver que o cabelo de
Caroline estava castanho agora: a luz do luar, ela pensou. Ento, com choque, seus olhos
caram para a rvore logo acima de Stefan, cujos galhos estavam farfalhando ligeiramente
na ausncia de qualquer vento. "Matt?" ela sussurrou, alarmada.
Stefan estava se focando em Klaus, cada sentido, cada msculo, cada tomo de seu Poder
afiado e virado na direo do Antigo perante ele.
Mas naquela rvore diretamente acima dele...
Todos os pensamentos e estratgia, de perguntar a Matt o que fazer, fugiram da mente de
Bonnie. Ela se levantou de seu lugar esconderijo e gritou.
"Stefan! Acima de voc!  uma armadilha!"
Stefan pulou para o lado, elegante como um gato, exatamente quando algo arrojou-se no
lugar exato onde ele estava h um instante. A lua iluminava a cena perfeitamente, o
bastante para Bonnie ver o branco dos dentes expostos de Tyler.
E ver o relampejo branco nos olhos do Klaus enquanto ele dirigia-se a ela. Por um
momento surpreendente ela encarou-o, e ento um relampejo explodiu.
De um cu limpo.
Foi s mais tarde que Bonnie perceberia a estranheza  o espanto  disso. Naquele
momento ela mal notou que o cu estava limpo e varrido de estrelas e que o raio azul
irregular bifurcado golpeou a palma da mo levantada de Klaus. A prxima viso que ela
viu foi to assustadora que escureceu todo o resto: Klaus dobrando sua mo no raio,
guardando-o de algum modo, e jogando-o nela.
Stefan gritava, dizendo a ela para sair, sair! Bonnie escutou-o enquanto encarava,
paralisada, e ento algo a agarrou e puxou-a com violncia para o lado. O raio explodiu
acima de sua cabea, com um som como de um chicote gigante estalando e um cheiro como
de oznio. Ela caiu de cara para baixo no musgo e rolou para cima para agarrar a mo de
Meredith e agradecer Meredith por salv-la, s para descobrir que foi Matt.
"Fique aqui! Bem aqui!" ele gritou, e pulou para longe.
Aqueles temidas palavras. Elas lanaram Bonnie para cima, e ela corria atrs dele antes de
saber o que estava fazendo.
E ento o mundo se transformou em caos.
Klaus tinha girado de volta para Stefan, que estava lutando contra Tyler, batendo nele.
Tyler, em sua forma de lobo, estava fazendo sons terrveis enquanto Stefan jogava-o no
cho.
Meredith corria na direo de Caroline, aproximando-se por detrs da chamin para que
Klaus no a descobrisse. Bonnie a viu alcanar Caroline e viu o relampejo da adaga
prateada de Stefan enquanto Meredith cortava as cordas ao redor dos pulsos de Caroline.
Ento Meredith estava meio carregando, meio arrastando Caroline atrs da chamin para
trabalhar em seu p.
Um som como o de galhadas colidindo fez Bonnie girar ao redor. Klaus tinha chego 
Stefan com um galho alto prprio  devia estar deitado no cho antes. Parecia to afiado
quanto o de Stefan, fazendo-se de uma lana prestativa. Mas Klaus e Stefan no estava
simplesmente apunhalando um ao outro; eles estavam usando os paus como bastes. Robin
Hood, Bonnie pensou sonhadoramente. Joo Pequeno * e Robin. Era assim que parecia:
Klaus era muito mais alto e encorpado do que Stefan.
*No original, Little John, que era um amigo tambm fora-da-lei de Robin Wood
Ento Bonnie viu outra coisa e gritou sem palavras. Atrs de Stefan, Tyler tinha se
levantado novamente e estava agachado, exatamente como tinha no cemitrio antes de se
arremessar para a garganta de Stefan. As costas de Stefan estavam viradas para ele. E
Bonnie no conseguia avis-lo a tempo.
Mas ela tinha se esquecido de Matt. Cabea abaixada, ignorando patas e presas, ele estava
atacando Tyler, obstruindo-o como um defensor de primeira categoria antes que ele
pudesse saltar. Tyler voou pelos ares, com Matt em cima dele.
Bonnie estava estupefata. Tanto estava acontecendo. Meredith estava serrando as cordas do
tornozelo de Caroline; Matt golpeando Tyler de um jeito que certamente teria
desqualificado no campo de futebol americano; Stefan estava girando aquela vara de freixo
branco como se tivesse sido treinado para faz-lo. Klaus estava rindo de forma delirante,
parecendo animado pelo exerccio, enquanto trocavam golpes com velocidade e acurcia
mortal.
Mas Matt parecia estar com problemas agora. Tyler estava segurando-o e rosnando,
tentando pegar sua garganta. Selvagemente, Bonnie olhou ao redor por uma arma, se
esquecendo inteiramente do canivete em seu bolso. Seu olho caiu em um galho morto de
carvalho. Ela o pegou e correu para onde Tyler e Matt estavam lutando.
Uma vez l, contudo, ela vacilou. Ela no ousava usar o pau por medo de acertar Matt com
ele. Ele e Tyler estavam rolando continuamente em um borro de movimento.
  Ento Matt ficou acima de Tyler novamente, segurando a cabea de Tyler para baixo, ele
prprio afastado. Bonnie viu sua chance e mirou o pau. Mas Tyler a viu. Com uma
exploso de fora sobrenatural, ele juntou suas pernas e mandou Matt decolando para trs.
A cabea de Matt atingiu a rvore com um som que Bonnie nunca esqueceria. O som
entorpecido de um melo podre estourando. Ele deslizou pela frente da rvore e ficou
imvel.
  Bonnie arfava, estupefata. Ela pode ter comeado a arrancar em direo  Matt, mas Tyler
estava em sua frente, respirando arduamente, saliva sangrenta escorrendo por seu queixo.
Ele parecia ainda mais com um animal do que tinha parecido no cemitrio. Como se em um
sonho, Bonnie levantou o pau, mas ela conseguia senti-lo tremendo em suas mos. Matt
estava to imvel  ele estava respirando? Bonnie conseguia ouvir o soluo em sua prpria
respirao enquanto encarava Tyler. Isso era ridculo; esse era um garoto de sua prpria
escola. Um garoto com quem ela tinha danado no ano passado no Baile do 2 Ano. Como
ele podia estar afastando-a de Matt, como ele podia estar tentando machucar todos eles?
Como ele podia estar fazendo isso?
  "Tyler, por favor" ela comeou, tentando faz-lo raciocinar, implorar a ele...
  "Sozinha na floresta, garotinha?" ele disse, e sua voz era um rosnado grosso e gutural,
modelado de ltima hora em palavras. Naquele instante Bonnie soube que esse no era o
garoto com quem ela fora para a escola. Isso era um animal. Ah, Deus, ele  feio, ela
pensou. Cordas de cuspe vermelho balanavam de sua boca. E aqueles olhos amarelos com
pupilas rachadas  neles ela via a crueldade do tubaro, e do crocodilo, e da vespa que
botava seus ovos no corpo da lagarta. Toda a crueldade da natureza animal naqueles dois
olhos amarelos.
  "Algum devia t-la avisado," Tyler disse, abaixando sua mandbula para rir do jeito que
um cachorro ri. "Porque se voc vai para a floresta sozinha, voc pode encontrar o Grande e
Mau"
  "Canalha!" uma voz terminou por ele, e com um sentimento de gratido que beirava o
religioso, Bonnie viu Meredith ao seu lado. Meredith, segurando a adaga de Stefan, que
brilhava liquidamente na luz do luar.
  "Prata, Tyler," Meredith disse, brandindo-a. "Me pergunto o que a prata faz com os
membros de lobisomens? Quer ver?" Toda a elegncia de Meredith, sua reserva, sua fria
falta de amor de observadora tinham ido. Essa era a Meredith essencial, uma Meredith
guerreira, e apesar de ela estar sorrindo, ela estava furiosa.
  "Sim!" gritou Bonnie alegremente, sentindo poder correr por ela. De repente ela conseguia
se mover. Ela e Meredith, juntas, estavam fortes. Meredith estava caando Tyler por um
lado, Bonnie segurava o pau pronto do outro. Um desejo que ela nunca sentira antes
acertou-a, o desejo de acertar Tyler to forte que sua cabea voaria fora. Ela conseguia
sentir o poder de fazer isso agitando-se em seu brao.
  E Tyler, com seu instinto animal, conseguia sentir isso, conseguia sentir isso de ambas,
fechando cada lado. Ele recuou, foi capturado, e virou para tentar se afastar delas. Elas
viraram tambm. Num minuto os trs estavam orbitando como um mini sistema solar:
Tyler se virou ao redor e ao redor no meio; Bonnie e Meredith circulando-os, procurando
por um chance de atacar.
  Um, dois, trs. Algum tipo de sinal no dito relampejou de Meredith para Bonnie. Bem
quando Tyler pulava em Meredith, tentando jogar a faca para o lado, Bonnie atingiu.
Lembrando-se do conselho de um namorado distante que tivera tentado ensin-la a jogar
beisebol, ela imaginou no s bater na cabea de Tyler, mas atravs da cabea dele, bater
em algo do lado oposto. Ela colocou todo o peso de seu pequeno corpo por trs do golpe, e
o choque da conexo quase estremeceu seus dentes. Balanou seus braos agonizantemente
e espatifou o pau. Mas Tyler caiu como uma pssaro atingido no cu.
  "Eu fiz! Sim. Beleza! Sim!" Bonnie gritou, arremessando o pau para longe. Triunfo
irrompeu dela em um grito primitivo. "Ns fizemos!" Ela agarrou o corpo pesado pela parte
de trs da juba e o tirou de cima de Meredith, onde tinha cado. "Ns"
  Ento ela parou, suas palavras congelando em sua garganta. "Meredith!" ela gritou.
  "Est tudo bem," Meredith arfou, sua voz apertada com dor. E fraqueza, Bonnie pensou,
esfriada como se submersa em gua congelada. Tyler tinha arranhado sua perna at o osso.
Havia feridas enormes e escancaradas na coxa da cala jeans de Meredith e na pele branca
que mostrava claramente pelo tecido rasgado. E para o absoluto horror de Meredith, ela
conseguia ver dentro da pele tambm, conseguia ver carne e msculos rasgados e sangue
vermelho pingando.
  "Meredith" ela gritou freneticamente. Eles tinham que levar Meredith a um mdico.
Todos tinham que parar agora; todos tinham que entender isso. Eles tinham um ferimento
aqui; eles precisavam de uma ambulncia, ligar para a emergncia. "Meredith," ela arfou,
quase chorando.
  "Amarre isso com alguma coisa," o rosto de Meredith estava branco. Choque. Entrando
em choque. E tanto sangue; tanto sangue saindo. Ah, Deus, pensou Bonnie, por favor me
ajude. Ela procurou por algo para amarrar isso com, mas no havia nada.
  Algo caiu no cho ao lado dela. Um comprimento de corda de nilon como a corda que
eles tinham usado para amarrar Tyler, com pontas desfiadas. Bonnie olhou para cima.
  "Consegue usar isso?" perguntou Caroline incerta, seus dentes batendo.
  Ela estava usando o vestido verde, seu cabelo castanho desordenado e grudado em seu
rosto com suor e sangue. Mesmo enquanto falava ela oscilava, e caiu de joelhos ao lado de
Meredith.
  "Voc est machucada?" Bonnie arfou.
  Caroline balanou sua cabea, mas ento ela se inclinou para frente, delatada pela nusea,
e Bonnie viu as marcas em sua garganta. Mas no havia tempo para se preocupar com
Caroline agora. Meredith era mais importante.
  Bonnie amarrou a corda acima das feridas de Meredith, sua mente correndo
desesperadamente por coisas que tinha aprendido com sua irm Mary. Mary era uma
enfermeira. Mary dizia  um torniquete no pode ser apertado demais ou deixado tempo
demais ou a gangrena se assentava. Mas ela tinha que parar o sangue jorrante. Ah,
Meredith.
  "Bonnie  ajude o Stefan," Meredith arfava, sua voz quase um sussurro. "Ele vai
precisar..." Ela afundou para trs, sua respirao estertorosa, seus olhos rachados olhando
para cima o cu.
  Molhado. Tudo estava molhado. As mos de Bonnie, suas roupas, o cho. Molhado com o
sangue de Meredith. E Matt ainda estava deitado sob a rvore, inconsciente. Ela no podia
deix-los, especialmente no com Tyler ali. Ele podia acordar.
  Atordoada, ela se virou para Caroline, que estava tremendo e forando vmito, suor
adornando seu rosto. Intil, Bonnie pensou. Mas ela no tinha outra escolha.
  "Caroline, me escute," ela disse. Ela pegou o maior pedao do pau que tinha usado em
Tyler e colocou nas mos de Caroline. "Fique com Matt e Meredith. Afrouxe aquele
torniquete a cada vinte minutos, mais ou menos. E se Tyler comear a acordar, mesmo se
ele estremecer, bata nele o mais forte que puder com isso. Entende? Caroline," ela
acrescentou, "essa  sua grande chance de provar que  de valor. Que no  intil. Est
bem?" Ela capturou os furtivos olhos verdes e repetiu, "Est bem?"
 "Mas o que voc vai fazer?"
Bonnie olhou na direo da clareira.
"No, Bonnie." A mo de Caroline agarrou a dela, e Bonnie notou com alguma parte de sua
mente as unhas quebradas, a queimadura da corda nos pulsos. "Fique aqui onde  salvo.No
v at eles. No h nada que possa fazer"
Bonnie interrompeu-a e foi para a clareira antes que perdesse sua determinao. Em seu
corao, ela sabia que Caroline estava certa. No havia nada que ela pudesse fazer. Mas
algo que Matt tinha dito antes de partirem estava buzinando em sua mente. Tentar pelo
menos. Ela tinha que tentar.
Ainda assim, naqueles prximos horrveis minutos tudo que ela pde fazer foi olhar.
Por enquanto, Stefan e Klaus tinham estado trocando golpes com tanta violncia e acurcia
que tinha sido uma linda dana letal. Mas tinha sido uma equalitria, ou quase equalitria,
partida. Stefan estava se segurando.
Agora ela via Stefan pressionar com sua lana de freixo branco, pressionar Klaus a ficar de
joelhos, forando-o para trs, mais longe e longe, como um danarino de limbo vendo o
quanto conseguia descer. E Bonnie conseguia ver o rosto de Klaus agora, a boca
ligeiramente aberta, encarando Stefan com aquele olhar de espanto e medo.
Ento tudo mudou.
Bem no fim de sua descida, quando Klaus estivera curvado o mximo que conseguia,
quando parecia que ele devia estar prestes a ter um colapso ou atingir um ponto crtico, algo
aconteceu.
Klaus sorriu.
E ento ele comeou a empurrar de volta.
Bonnie viu os msculos de Stefan terem dificuldade, viu seus braos ficarem rgidos,
tentando resistir. Mas Klaus, ainda sorrindo loucamente, olhos arregalados, simplesmente
continuou indo. Ele se desvelava como um terrvel macaco saltador*, s que mais devagar.
Lentamente. Inexoravelmente. Seu sorriso ficando mais largo at que parecesse que iria
dividir seu rosto. Como o Gato Risonho**.
* so aquelas caixinhas que voc d corda e um bichinho pula de dentro.
** o gato da Alice no Pas das Maravilhas
Um gato, pensou Bonnie.
Gato com um rato.
Agora Stefan era quem grunhia e esticava-se, os dentes cerrados, tentando afastar Klaus.
Mas Klaus e seu pau moviam-se  frente ameaadoramente, forando Stefan para trs,
forando-o ao cho.
Sorrindo o tempo todo.
At Stefan estar deitado de costas, seu prprio pau pressionando em sua garganta com o
peso da lana de Klaus nele. Klaus olhou para baixo para ele e sorriu de alegria. "Estou
cansado de jogar, garotinho," ele disse, e se endireitou e jogou seu prprio pau para baixo.
"Agora  hora de morrer."
Ele tomou o pau de Stefan dele to facilmente como se tivesse tirando o de uma criana.
Pegou com um movimento de seu pulso e o quebrou sobre o joelho, mostrando como era
forte, como sempre fora forte. Como estivera jogando cruelmente com Stefan.
Uma das metades do pau de freixo branco ele jogou sobre seu ombro do outro lado da
clareira. A outra ele inseriu em Stefan. Usando no a ponta final, mas a despedaada,
quebrada em doze minsculos pontos. Ele inseria com uma fora que parecia quase casual,
mas Stefan gritou. Ele fez isso de novo e de novo, extraindo um grito de cada vez.
Bonnie berrou, sem som.
Ela nunca tinha ouvido Stefan gritar antes. Ela no precisava que lhe dissessem que tipo de
dor deve ter causado isso. Ela no precisava que lhe dissessem que freixo branco podia ser
a nica madeira mortal para Klaus, mas que qualquer madeira era mortal para Stefan. Que
Stefan estava, se no morrendo agora, prestes a morrer. Que Klaus, com sua mo agora
erguida, iria terminar isso com mais um golpe profundo. O rosto de Klaus estava virado
para a lua com um sorriso de prazer obsceno, mostrando que era isso que ele gostava, de
onde ele se estimulava.
De matar.
E Bonnie no conseguia se mover, no conseguia nem chorar. O mundo flutuou ao redor
dela. Tudo tinha sido um erro, ela no era competente; ela era uma bebezinha afinal de
contas. Ela no queria ver aquela enfiada final, mas ela no conseguia olhar para longe. E
tudo isso no podia estar acontecendo, mas estava. Estava.
Klaus abanou a estaca despedaada e com um sorriso de puro xtase comeou a desc-la.
E uma lana foi lanada pela clareira e o acertou no meio das costas, caindo e vibrando
como uma flecha gigante, como a metade de uma flecha gigante. Fez os braos de Klaus
serem lanados para fora, derrubando a estaca; tirou com um choque o sorriso exttico de
seu rosto. Ele ficou de p, braos estendidos, por um segundo, e ento se virou, o pau de
freixo branco em suas costas balanando ligeiramente.
Os olhos de Bonnie estava atordoados demais pelas ondas de pontos cinzas para ver, mas
ela ouviu a voz claramente enquanto soava, fria e arrogante e cheia de convico absoluta.
S cinco palavras, mas elas mudavam tudo.
"Fique longe do meu irmo."
Capitulo 15


Klaus gritou, um grito que lembrou a Bonnie o grito dos antigos predadores, de um dente
de sabre e de um mamute macho. Espuma ensaguentada saia de sua boca junto ao grito,
tornando o lindo rosto em uma mscara distorcida pela fria.
Suas mos arranhavam nas suas costas, tentando pegar a estaca de madeira branca e
arranc-la. Mas estava muito profunda. O lanamento tinha sido muito bom.
-Damon  sussurrou Bonnie.
Ele estava de p na borda do claro, emoldurado pelas rvores de carvalho. Quando ela
olhou, deu um passo at Klaus, e logo outro; gil, se aproximando, passos cheios de
propsitos mortais.
E ele estava zangado. Bonnie teria corrido do olhar do rosto dele se os msculos dela no
estivessem congelados. Ela nunca tinha visto tanta ameaa contida.
-Se... afaste... de meu irmo  disse ele, quase respirando isso, com os olhos fixos em Klaus
deu outro passo.
Klaus gritou de novo, mas suas mos deixaram pararam com a frentica tentativa de
arrancar a estaca.
-Idiota! Ns no temos que brigar por isso! Eu disse a voc na casa! Ns podemos ignorar
os outros.
A voz de Damon no era mais alta que antes.
-Se afaste do meu irmo.
Bonnie podia senti-lo dentro dele, um crescimento de Poder como um tsunami. Ele
continuou to suavemente que Bonnie tinha que se esforar para ouvi-lo.
-Antes que eu arranque seu corao.
Bonnie podia se mover. Ela foi para trs.
-Eu disse a voc!  gritou Klaus, espumando. Damon no reconheceu as palavras de
qualquer forma. Tudo nele parecia se concentrar na garganta de Klaus, em seu peito e no
corao que ia arrancar.
Klaus pegou a lana inquebrvel e se apressou sobre ele.
Apesar de todo o sangue, o homem loiro parecia ter fora o suficiente. A corrida foi
repentina, violenta e quase inaudvel. Bonnie o viu empurrar a lana em Damon e fechou os
olhos involuntariamente, ento os abriu um instante mais tarde e ouviu um bater de asas.


Klaus tinha arremessado para o lugar onde Damon tinha estado, e um corvo negro estava
voando para cima enquanto uma s pena flutuou, caindo. Quando Bonnie olhou fixamente,
Klaus foi depressa para a escurido alm do claro e desapareceu.
O silncio morreu na madeira.
A paralisia de Bonnie se rompeu lentamente, e ela deu o primeiro passo, e ento correu para
onde Stefan estava. Ele no abriu os olhos quando ela se aproximou; parecia inconsciente.
Ela se ajoelhou ao seu lado. E ento ela sentiu um tipo de calma horrvel se arrastando por
cima dela, como algum que tivesse estado nadando em gua gelada e por fim tivesse
sentido o primeiro sinal inegvel de hipotermia. Se ela no tivesse tido tanto sustos
sucessivos, ela podia ter gritado, gritado ou podia ter ficado histrica. Mas, isso
simplesmente era o ltimo passo, o ltimo deslizar fora da realidade. No mundo do no
poder ser, mas era.
Porque isso era ruim. Muito ruim. To ruim quanto podia ser.
Ela nunca tinha visto ningum to ferido assim. Nem o Sr. Tanner, e ele tinha morrido das
feridas. Nada que Mary tivesse tido podia ajudar a solucionar esse problema. Mesmo se
eles tivessem Stefan deitado, fora da sala de operaes, isso no poderia ter sido pior.
Nesse estado de terrvel calma ela olhou para o borro do bater de asas e o brilho da luz da
lua. Damon estava de p ao seu lado, e ela falou bastante calma e racional.
-Ajudaria dar sangue a ele?
Ele no parecia ouvi-la. Seus olhos estavam negros, e amveis. Aqueles que apenas
liberavam a violncia, esse sentimento de feroz energia retida, se fora. Se ajoelhou e tocou
a cabea escura na terra.
-Stefan?
Bonnie fechou os olhos.
Damon est assustado, pensou. Damon est assustado - Damon!  e oh, Deus, eu no sei o
que fazer. No h nada o que fazer, tudo acabou e estamos perdidos e Damon est
assustado por Stefan. Ele no vai cuidar das coisas que no tem soluo e algum tem que
arrumar isso. Oh, Deus, por favor, me ajude porque estou assustada e Stefan est morrendo
e Meredith e Matt esto feridos e Klaus vai voltar.
Ela abriu seus olhos para olhar para Damon. Ele estava branco, seu rosto aprecia muito
jovem nesse momento, com os olhos negros dilatados.
-Klaus vai voltar  disse Bonnie calmamente. Ela no teve medo dele. Era um caador de
sculos de idade e uma garota humana de dezessete anos sentados na beirada do mundo.
Eram simplesmente duas pessoas, Damon e Bonnie que tinham que fazer o melhor que
pudessem.
-Eu sei  disse Damon. Ele estava segurando a mo de Stefan, parecia completamente
envergonhado sobre isso, e isso parecia bastante lgico e sensato. Bonnie podia sentir que
ele enviava Poder a Stefan, tambm podia sentir que no era o bastante.
-Sangue poderia ajud-lo?
-No muito. Um pouco, talvez.
-Temos que tentar qualquer coisa que o ajude.
Stefan sussurrou:
-No.
Bonnie se surpreendeu. Ela pensou que ele estava inconsciente. Mas seus olhos estavam
abertos, com alarme e ardendo sem a chama verde. Eles eram a nica coisa viva nele.
-No seja estpido  disse Damon, endurecendo a voz. Ainda com as mos de Stefan,
moveu-as at os ns dos dedos esbranquiados dele.  Voc est muito ferido.
-Eu no vou quebrar minha promessa  essa obstinao imvel estava na voz de Stefan, no
seu rosto plido. E quando Damon abriu sua boca de novo, para dizer que, sem dvida,
Stefan quebraria isso e como ou ele quebraria seu pescoo, Stefan adicionou:-
Especialmente quando isso no adiantaria nada.
Houve um silncio enquanto Bonnie lutou com a crua verdade disso. Onde eles estavam
agora, naquele terrvel lugar alm de todas as coisas extraordinrias, fingir ou falsificar uma
reafirmao parecia errado.
S a verdade valia. E Stefan estava dizendo a verdade.
Ele ainda olhava para seu irmo, quem estava olhando para trs, com toda fria, com uma
furiosa ateno em Stefan como antes focava Klaus. Como se de algum modo isso ajudasse.
-Eu estou muito ferido, eu estou morto  disse Stefan brutalmente, seus olhos focaram
Damon. A ltima e grande luta deles como testamento, pensou Bonnie.  E voc tem que
tirar Bonnie e os outros daqui.
-Ns no vamos deixar voc  interveio Bonnie. Essa era a verdade; ela podia dizer isso.
-Vocs devem!  Stefan no desviou o olhar de seu irmo.  Damon, voc sabe que eu
tenho razo. Klaus voltar a qualquer momento. No jogue sua vida fora. No jogue a vida
deles fora.
-Eu no dou a mnima para a vida deles  sibilou Damon. A verdade, pensou Bonnie,
curiosamente inofensvel. Havia s uma vida que preocupava Damon, e no era a sua.
-Sim, voc se importa  Stefan sinalou para suas costas queimadas. Ele estava segurando a
mo de Damon com um aperto feroz, como se fosse uma resposta e ele pudesse forar
Damon a seguir esse caminho.  Elena tinha um ltimo pedido; bem, ele tambm ser o
meu. Voc tem Poder, Damon. Eu quero que use para ajud-los.
-Stefan...  sussurrou Bonnie desesperanosa.
-Me prometa  disse Stefan a Damon, e ento um espasmo de dor torceu seu rosto.
Por incontveis segundos Damon simplesmente olhou para baixo. Ento disse:
-Eu prometo  rpido e de repente como o golpe de uma adaga. Ele soltou a mo de Stefan
e se levantou. Ele se virou para Bonnie  Vamos.
-No podemos deix-lo...
-Sim, ns podemos  no havia nada jovem agora sobre o rosto de Damon. Nada
vulnervel.  Voc e seus amigos sairo daqui, para sempre. Eu vou logo depois.
Bonnie balanou sua cabea. Ela soube, tenuamente, Damon no estava traindo Stefan, em
todo o caso, Damon estava colocando os ideais de Stefan acima da vida de Stefan, mas isso
era tudo to obtuso e incompreensvel. Ela no o entendeu e no queria entend-lo. Tudo o
que sabia era que Stefan estava ali e no podia deix-lo.
-Venha agora  disse Damon, alcanando-a, o anel de ao em sua voz. no entendi isso
Bonnie se preparou para lutar, e ento ocorreu algo que fez todos os seus sentidos se
debaterem. Houve um estalido como se um gigante tivesse batido em algo e um flash como
a luz do dia, e Bonnie estava deslumbrada. Quando pde ver atravs da imagem, seus olhos
voou para as chamas que estavam lambendo do recm buraco negro at a base de uma
rvore.
Klaus tinha retornado. Com o relmpago.
O olho de Bonnie foi para prximo dele, como a nica outra coisa que em movimento no
claro. Ele estava ondeando a estava de madeira branca sangrenta que tinha tirado de seu
prprio corpo como um trofu.
Pra-raios, pensou Bonnie ilogicamente, e ento houve outro acidente.
Caindo do cu vazio, em uma enorme bifurcao azul e branco que incendiava tudo como o
sol do meio-dia. Bonnie olhou assistiu como uma rvore e depois outra foi atingida, uma
mais perto do que a anterior. As chamas lambiam as folhas com fome como duendes
vermelhos.
Duas rvores, em ambos os lados de Bonnie, explodiram, com um estalido to barulhento
que ela sentiu mais do que ouviu, com uma dor penetrante em seus tmpanos. Damon, cujos
olhos eram mais sensveis, levantou uma mo para proteg-los.
Ento gritou:
-Klaus!  e saltou para o homem loiro. Ele no estava se aproximando furtivamente agora;
esse era um ataque mortal. A exploso de velocidade da matana da caa de um gato ou um
lobo.
O relmpago iminente o alcanou.
Bonnie gritou quando o viu, saltando a seus ps. Houve um flash azul gases super quentes e
um cheiro de queimado, e Damon cado, seu rosto jazendo sem movimento. Bonnie podia
ver pequenos tufos de fumaa vindos dele, justamente como ele fizera com as rvores.
Muda pelo horror, ela olhava Klaus.
Ele estava comemorando atravs do claro, segurando sua estaca ensaguentada como em um
clube de golf. Ele se inclinou sobre Damon quando passou, e sorriu. Bonnie quis gritar de
novo, mas no tinha respirao. No parecia ter nenhum ar para respirar.
-Me ocuparei de voc depois  disse Klaus ao inconsciente Damon. Ele virou seu rosto para
Bonnie.
-Voc  ele disse. Eu vou cuidar de voc agora.
Tardou um momento para compreender que ele estava olhando para Stefan, e no para ela.
Os olhos azuis estavam fixos no rosto de Stefan. Eles se moviam para o Stefan
ensangentado.
-Eu vou comer voc agora, Salvatore.
Bonnie estava s. A nica que estava de p. Ela teve medo.
Mas soube o que tinha que fazer.
Ela permitiu que seus joelhos se dobrassem de novo, se deixando cair na terra ao lado de
Stefan.
E ento  assim que acaba, pensou. Se ajoelha ao lado do seu cavalheiro e enfrenta o
inimigo.
Ela olhou para Klaus e seu moveu escudando Stefan. Parecia que ele a via pela primeira
vez, e franziu o cenho como se tivesse encontrado uma aranha na salada.
A luz do fogo vermelho-alaranjado flutuou em seu rosto.
-Saia do meu caminho.
-No.
E isto  comeo do fim. Ento, to s, como uma palavra, e voc morrendo em uma noite
de vero. Uma noite de vero com a lua e estrelas brilhando e as fogueiras ardendo como
quando os druidas convocavam os mortos.
-Bonnie, v  disse Stefan dolorosamente.  V enquanto voc pode.
-No  disse Bonnie. Sinto muito, Elena, pensou ela. No posso salv-lo. Isso  tudo que
posso fazer.
-Fora do meu caminho  Klaus disse atravs de seus dentes.
-No  ela podia esperar e deixar Stefan morrer dessa maneira, com os dentes de Klaus em
sua garganta. Podia no parecer uma grande diferena, mas era a nica coisa que podia
oferecer.
-Bonnie...  sussurrou Stefan.
-Voc no sabe quem eu sou, garota? Eu tenho caminhado com o diabo. Se voc se mover,
eu vou deixar voc morrer rapidamente.
A voz de Bonnie se quebrou. Ela balanou sua cabea.
Klaus jogou sua cabea para trs e riu. Um pouco mais de sangue goteou.
-Bem  disse ele.  Ao seu modo. Os dois vo ir juntos.
Noite de vero, pensou Bonnie. A vspera do solstcio. Quando a linha entre os mundos 
mais fina.
-Diga boa noite a seu namorado.
No h tempo para transe, no h tempo para nada. Nada exceto um apelo desesperado.
-Elena!  Bonnie gritou.  Elena! Elena!
Klaus retrocedeu.
Por um momento, parecia como se o nome tivesse poder para alarm-lo. Ou como se
esperasse que algo respondesse ao pedido de Bonnie. Ele estava de p, escutando.
Bonnie utilizou seus poderes, colocando tudo o que tinha neles, jogando sua necessidade e
seu chamamento ao vazio.
E sentiu... nada.
Nada perturbou a noite de vero exceto o som das chamas. Klaus virou para Bonnie e
Stefan, e sorriu abertamente.
Bonnie ento viu a nvoa se arrastando pelo cho.
No podia ser nvoa. Devia ser a fumaa do incndio. Mas no se comportava como tal.
Estava rodopiando, subindo no ar como um redemoinho pequeno ou uma poeira do mal.
Contida em uma forma mais ou menos do tamanho de um homem.
Havia outra a pouca distncia. Ento Bonnie viu um terceiro. O mesmo estava acontecendo
em todas as partes.
A nvoa estava flutuando fora da terra, entre as rvores. Pores disso, cada um separado e
diferente. Bonnie, olhando fixamente muda, podia ver atravs de cada fragmento, pde ver
as chamas, os carvalhos, os ladrilhos da chamin. Klaus tinha parado de sorrir, parou, e
tambm estava olhando.
Bonnie se virou para Stefan, incapaz at de perguntar.
-Espritos inquietos  sussurrou ele cansadamente, seus olhos verdes em tentativa.  O
solstcio.
E ento Bonnie entendeu.
Estavam vindo. Do outro lado do rio, onde ficava o antigo cemitrio laico. Do bosque onde
tinham escavado inumerveis tumbas provisrias para descarregar os corpos antes de que
putrificassem. Os espritos inquietos dos soldados que tinham lutado aqui e tinham morrido
durante a Guerra Civil. Um organizador sobrenatural que responde a chamada de ajuda.
Eles estavam se organizando ao redor. Havia centenas deles.
Bonnie podia ver o rosto deles agora. Os contornos nebulosos se enchiam com plidas
cores como aqualeras fludas. Ela viu uma chama azul, um vislumbre cinza. Unio e tropas
Confederadas. Bonnie vislumbrou o punho de uma pistola em uma cintura, o brilho de uma
espada ornamentada. As bifurcaes em uma luva. Uma barba escura e espessa; uma longa
bem tendida barba. Uma pequena figura, do tamanho de uma criana , com buracos escuros
para os olhos e um tambor, pendurado ao nvel da coxa.
-Oh, meu Deus  sussurrou ela.  Oh, Deus  no estava jurando. Era mais como uma
orao.
No  que ela no estivesse assustada com eles. Cada pesadelo que tinha tido sobre o
cemitrio era realidade. Como o primeiro sonho com Elena, quando as coisas vinham se
arrastando para fora dos buracos negros na terra; s que estas coisas no se arrastavam,
estavam voando, passando levemente pelo cho e flutuando at que ficassem na forma
humana. Tudo que Bonnie j tinha imaginado sobre cemitrios  que havia vida e era cheio
de olhos observadores, que havia algum Poder espreitando e esperando na quietude  estava
provando ser real. A terra de Fells Church tinha memrias sanguentas. Os espritos que
aqui morreram, estavam caminhando de novo.
E Bonnie podia sentir a raiva deles. Isso a assustou, mas outra emoo a estava acordando
dentro dela, suspendendo sua respirao fazendo mais presso sobre a mo de Stefan.
Porque o exercito nebuloso tinha um lder.
Uma figura estava flutuando na frente dos outros, mais perto do lugar onde Klaus estava.
Ele no tinha forma ou definio no momento, mas ele brilhou e cintilou como a plida luz
dourada da chama de uma vela. Ento, diante os olhos de Bonnie, ele parecia assumir
substncias do ar, brilhando mais e mais a cada minuto com uma luz sobrenatural.a palavra
 unearthly, traduo literal seria "no terreno", mas achei melhor botar sobrenatural. Ele
estava mais brilhante que o circulo de fogo. Era to brilhante que Klaus se afastou e Bonnie
pestanejou, mas quando ela se transformou em um som baixo, ela viu Stefan olhando
diretamente para ela, sem medo, com os olhos muito abertos. E sorrindo, to tolamente,
como se ele estivesse contente que aquilo fosse a ltima coisa que ele fosse ver.
E Bonnie estava certa.
Klaus deixou cair a estaca. Ele tinha se afastado de Bonnie e Stefan para enfrentar o ser de
luz que estava no claro como um anjo vingador. O cabelo dourado para trs em um vento
invisvel, Elena olhava para ele.
-Ela veio  sussurrou Bonnie.
-Voc pediu para ela vir  murmurou Stefan. Sua voz se revelou uma trabalhosa respirao,
mas ainda estava sorrindo. Seus olhos estavam serenos.
-Se afaste deles  disse Elena, sua voz veio simultaneamente nos ouvidos e na mente de
Bonnie. Isso era como o titilar de duzentos sinos, uma vez sendo distante e intima.  Isso
acaba agora, Klaus.
Mas Klaus se recuperou rapidamente. Bonnie viu seus ombros se incharem com um sopro,
notou pela primeira vez o buraco na parte de trs da impermevel cor canela onde estava a
estaca de madeira branca o tinha furado. Estava manchado de vermelho escuro, e sangue
novo estava fluindo agora quando Klaus levantou seus braos.
-Voc acha que eu tenho medo de voc  gritou. Ele andou ao redor, rindo de todas as
formas plidas.  Voc acha que eu tenho medo de qualquer um de vocs? Vocs esto
mortos! Poeira do vento! Vocs no podem me tocar.
-Voc est errado  Elena disse em sua voz de vento.
-Eu sou um dos Ancies! Um Original! Voc sabe o que isso significa?  Klaus se virou de
novo, se dirigindo a todos eles, seus olhos azuis sobrenaturais pareciam alguma coisa das
luzes vermelhas do fogo.  Nunca morri. Cada um de vocs morreu, galeria de fantasmas.
Mas eu no. A morte no pode me tocar. Eu sou invencvel!
A ltima palavra chegou em grito to forte que fez um eco entre as rvores. Invencvel...
invencvel... invencvel. Bonnie a ouviu desvanecer no som faminto do fogo.
Elena esperou at que o ltimo eco morresse. Ento disse, muito simplesmente:
-No completamente  ela virou para olhar as formas nebulosas ao redor dela.  Ele quer
derramar mais sangue aqui.
Uma nova voz falou, uma voz oca que saiu como jogo de gua fria na coluna de Bonnie.
-J houve mortes o suficiente  era um soldado da Unio com uma fila dupla de botes em
sua jaqueta.
-Mais do que suficiente  disse outra voz, como o longe estampido de um tambor. Um
Confederado que segurava uma baioneta.
- hora de parar  disse um homem velho com o tecido do uniforme gasto.
-No podemos permitir isso  disse o garoto do tambor com os buracos negros no lugar dos
olhos.
-No haver mais sangue derramado  vrias vozes o seguiram.  No haver mais mortes!
O lamento passou de um para outro at que a onda de sons era mais forte que o rugido do
fogo.
-No haver mais sangue!
-Vocs no podem me tocar! Vocs no podem me matar!
-Vamos peg-lo, garotos!
Bonnie nunca soube quem deu essa ltima ordem. Mas foi obedecida por todos, Soldados
da Unio e Confederados. Eles estavam subindo, fluindo, dissolvendo-se na nvoa, de
novo, uma nvoa escura com cem mos. Eles se balanaram sobre Klaus como uma onda
do oceano, o golpeando e o rodando. Cada mo o pegou, e ainda que Klaus estivesse
lutando e brigando com braos e pernas, eles eram muitos para ele. Em segundos foi
escurecido por eles, tragado pela nvoa escura. Ele subiu girando como um tornado de
gritos que s se ouvia ligeiramente.
-Vocs no podem me matar! Eu sou imortal!
O tornado varreu a escurido alm da vista de Bonnie. Seguido por um rastro de fantasmas
como rabo de um cometa, disparado para o cu noturno.
-Para onde o levaram?  Bonnie no quis dizer alto; ela apenas disse bruscamente, sem
pensar. Mas Elena escutou.
-Onde ele no machucar ningum -disse, e o olhar em seu rosto deteve Bonnie de fazer
qualquer outra pergunta.
Houve um guincho, um forte som do outro lado do claro. Bonnie se virou e viu Tyler, em
sua terrvel forma parte humana, parte animal, sem ps. No havia necessidade para o clube
de Caroline. Ele estava olhando fixamente Elena e as poucas figuras fantasmagricas.
-No deixe que me levem! No deixe que me levem tambm!
Antes de que Elena pudesse falar, ele tinha olhado ao redor. Ele considerou que o fogo
estava mais alto que a sua cabea, por um instante, e ento entrou direto atravs dele,
embrenhando-se mais alm do bosque. Atravs de uma fenda entre as chamas, Bonnie o viu
cair na terra, envolto em chamas, depois se levantou e correu de novo. Ento o fogo se
espalhou e ela no pde ver mais nada.
Mas ela tinha se lembrado de algo: Meredith e Matt. Meredith apoiava sua cabea no colo
de Caroline, assistindo. Matt estava atrs. Ferido, mas no to ferido como Stefan.
-Elena  disse Bonnie, capturando a ateno da figura luminosa, e ento ela simplesmente
olhou para ele.
O brilho se aproximou. Stefan no pestanejou. Ele olhou para dentro do corao da luz e
sorriu.
-Ele foi derrotado. Graas a voc.
-Foi Bonnie quem nos chamou. E ela no podia ter feito no lugar correto e no momento
correto sem voc e os outros.
-Eu tentei manter minha promessa.
-Eu sei, Stefan.
Bonnie no gostou nada de como isso soava. Parecia muito com uma despedida
permanente. Suas prprias palavras afloraram de novo:Ele poderia ir a outro lugar ou... ou
simplesmente ir embora. E ela no queria que Stefan fosse a lugar nenhum. Certamente
qualquer um que parecesse tanto um anjo...
-Elena?  disse.  Voc no pode fazer algo? No pode ajud-lo?  sua voz era agitada.
E a expresso de Elena quando se virou para olhar Bonnie era suave, mas to triste, estava
desolada. Isso a lembrou algum, e ento ela lembrou. Honoria Fell. Os olhos de Honoria
eram parecidos, como se ela estivesse olhando todos os males inescapveis do mundo.
Toda a injustia, todas as coisas que no deveriam ter acontecido, mas aconteceram.
-Eu posso fazer algo  disse.  Mas no sei se  o tipo de ajuda que voc quer  ela se
voltou para Stefan.  Stefan, eu posso curar o que Klaus fez. Esta noite eu tenho muito
Poder. Mas eu no posso curar o que Katherine fez.
O crebro entorpecido de Bonnie lutou com isso por um momento. O que Katherine fez?
Mas...
Stefan tinha se recuperado h meses da tortura de Katherine na cripta. Ento ela entendeu.
O que Katherine fez foi fazer de Stefan um vampiro.
-J faz muito tempo  Stefan estava dizendo a Elena.  Se voc me curasse disso, eu seria
um monte de poeira.
-Sim  Elena no sorriu, s continuou olhando firmemente para ele.  Voc que minha
ajuda, Stefan?
-Para continuar vivendo nesse mundo das sombras...  a voz de Stefan era um sussurro
agora, seu verde olhar estava distante. Bonnie quis sacudi-lo. Viva, pensou ela, mas ela no
disse por medo, ela faria ele decidir justamente pelo contrrio. Ento ela pensou em algo
mais.
-Para continuar tentando  disse, e os dois olharam para ela. Ela olhou para trs levantando
o queixo, e viu o comeo de um sorriso nos lbios luminosos de Elena. Elena se virou para
Stefan, e esse pequeno sorriso passou para ele.
-Sim  disse calmamente, e depois para Elena.  Eu quero a sua ajuda.
Ela se inclinou e o beijou.
Bonnie o viu o brilho fluir dela para Stefan, como um rido de luz brilhante, crescente. Isso
o inundou mais do que a nvoa escura tinha rodeado Klaus, foi como uma cascata de
diamantes at que seu corpo inteiro brilhava como o de Elena.
Por um instante, Bonnie imaginou que podia ver o sangue dentro dele, como se estivesse
em fuso, fluindo fora de cada veia, cada tubo capilar, curando tudo o que tocava. Ento, o
brilho se apagava em uma aura de ouro, encharcando a pele de Stefan. Sua camisa estava
destruda, mas embaixo dela, a carne era lisa e firme. Bonnie, sentindo seus prprios olhos
maravilhados, no podia resistir no tocar.
E sentiu como se fosse qualquer pele. As horrveis feridas tinham desaparecido.
Ela riu alto com grande entusiasmo e, depois olhou moderadamente.
-Elena, Meredith tambm...
O ser luminoso que era Elena j estava se movendo pelo claro. Procurava por Meredith no
colo de Caroline.
-Ol, Elena  disse quase normalmente, s que sua voz estava muito fraca.
Elena se inclinou e a beijou. O brilho fluiu de novo, abarcando Meredith.
E quando se foi, Meredith se colocava de p com os dois ps.
Elena fez o mesmo com Matt que acordou confuso, mas em alerta. Ela beijou Caroline
tambm, e Caroline parou de se agitar e se ajeitou.
E ento ela foi para Damon.
Ele ainda estava jazendo no cho onde tinha cado. Os fantasmas tinham passado por cima
dele sem not-lo. O brilho de Elena o cobriu como asas, uma mo brilhante tocou seu peito.
Ela se inclinou e beijou a cabea escura no cho.
Quando a luz brilhante desvaneceu, Damon se sentou e balanou sua cabea. Ele viu Elena
e ainda cado, cuidou de cada movimento para se por de ps. Ele no disse nada, s olhou
como Elena voltava para Stefan.
Ele estava com sua silhueta contra o fogo. Bonnie apenas tinha notado como o esplendor
vermelho crescia de maneira quase como um eclipse de ouro em Elena. Mas agora ela viu e
sentiu uma emoo alarmada.
-Meu ltimo presente  disse Elena, e comeou a chover.
No era uma tempestade de troves e relmpagos, mas uma profunda paulatina chuva que
encharcava tudo  Bonnie incluiu  e roou o fogo. Isso era refrescante e bom, e parecia
lavar o horror das ltimas horas, limpando o claro de tudo que tinha acontecido. Bonnie
inclinou seu rosto para cima, fechando os olhos, querendo esticar os braos e abra-la. Por
fim, controlada, ela olhou de novo para Elena.
Elena estava olhando para Stefan, e no havia nenhum sorriso em seus lbios. A dor
indescritvel voltava a seu rosto.
- meia-noite  disse.  Eu tenho que ir.
Bonnie soube naquele instante que o som da palavra "ir" no significava por um momento.
"Ir" significava para sempre. Elena ia para algum lugar onde nenhum transe ou sonho podia
chegar.
E Stefan tambm sabia disso.
-S mais alguns minutos  disse ele, alcanando-a.
-Eu sinto muito...
-Elena, espere... Eu preciso dizer algo a voc...
-Eu no posso!  pela primeira vez a serenidade de seu rosto luminoso se desfez, mostrando
no s a tristeza gentil, mas o horrvel pesar.  Stefan, eu no posso esperar. Eu sinto muito
 era como se ela se jogasse para trs, se retirando para alguma dimenso que Bonnie no
podia ver. Talvez o mesmo lugar que Honoria foi quando sua tarefa terminou, pensou
Bonnie. Para ficar em paz.
Mas os olhos de Elena no pareciam que ela estivesse em paz. Eles se fixaram em Stefan, e
ela estendeu sua mo para ele, desesperadamente. Eles no se tocaram. Onde quer que
fosse, Elena estava indo para muito longe.
-Elena... por favor!  era a voz com a que Stefan a tinha chamado em seu quarto. Como se
seu corao estivesse se despedaando.
-Stefan  chorou ela, lhe oferecendo ambas as mos para ele agora. Mas ela estava
diminuindo, desaparecendo. Bonnie sentia que um soluo crescia em seu prprio peito,
fechando sua garganta. Isso no era justo. Tudo o que eles tinham desejado era estar juntos.
E agora o prmio de Elena por ajudar a cidade e terminar a tarefa, seria se separar
irrevogavelmente de Stefan. Isso no era justo.
-Stefan  Elena chamou de novo, mas sua voz veio de uma longa distncia. O brilho quase
j tinha ido. Ento, Bonnie olhou fixamente atravs das lgrimas desesperanosa,
pestanejando.
Deixando o claro silenciosamente mais uma vez. Eles todos estavam indo, os fantasmas de
Fells Church que tinham caminhado durante a noite para que no se derramasse mais
sangue. O esprito luminoso que os liderava tinham desaparecido sem rastro, e inclusive a
lua e as estrelas foram cobertas por nuvens.
Bonnie soube que a gua no rosto de Stefan no era a chuva que imvel salpicando. Ele
estava de p, movendo o peito com esforo, olhando o ltimo lugar onde o brilho de Elena
tinha sido visto. E toda a saudade e dor que Bonnie tinha vislumbrado em seu rosto algum
tempo atrs, no era nada comparado ao que ela via agora.
-Isso no  justo  sussurrou ela. Ento ela gritou para o cu, sem saber a quem estava se
dirigindo.  Isso no  justo!
Stefan estava respirando cada vez mais rapidamente. Nesse momento ele levantou seu
rosto, enraivado, mas no pela dor insuportvel. Seus olhos estavam investigando as nuvens
como se pudesse encontrar um ltimo rastro de luz dourada, algum fragmento de luz. Ele
no pde. Bonnie viu o espasmo passar por ele, como a agonia de Klaus com a estaca. E o
choro que explodiu dele foi a coisa mais terrvel que ela j ouviu.
-Elena!
Capitulo 16


Bonnie nunca poderia se lembrar realmente como foram os prximos instantes. Ela ouviu o
choro de Stefan que parecia tremer a terra embaixo dela. Ela viu Damon indo at ele. E
ento ela viu o flash.
Um flash de raios como os de Klaus, mas no s azul-branco. Esse foi dourado. Era to
brilhante que Bonnie pensou que o sol havia explodido na frente de seus olhos. Tudo o que
ela pde fazer por vrios segundos foi olhar o redemoinho de cores. E ento ela viu alguma
coisa no meio da clareira, perto da chamin... Algo branco, da forma de um fantasma, mas
era mais slido. Algo pequeno e distinto, tinha que ser alguma coisa, mas no o que seus
olhos estavam dizendo ser.
Porque ela parecia ser uma menina nua tremendo no cho da floresta. Uma menina com
cabelo dourado.
Parecia Elena.
No a brilhante Elena do mundo dos espritos e nem a plida linda menina inumana que
tinha sido Elena, a vampira. Era uma Elena cuja pele cremosa foi ficando rosada sob a gua
da chuva.
Uma Elena que olhou perplexa levantando a cabea lentamente e olhando ao seu redor,
como se todas as coisas familiares na clareira eram desconhecidas pra ela.
 uma iluso. Ou  isso, ou eles lhe deram alguns minutos mais para dizer adeus. Bonnie
disse a si mesma, mas ela mesma no podia acreditar.
"Bonnie?" disse uma voz incerta. Uma voz que no era como o soar do vento. Era uma voz
de menina assustada.
Os joelhos de Bonnie cederam. Um sentimento selvagem foi crescendo dentro dela. Ela
tentou afast-lo, no ousaria sequer pensar nisso agora. Ela olhou para Elena.
Elena tocou a grama na frente dela. Hesitante primeiro e, ento, mais e mais firme, veloz e
mais veloz. Ela pegou uma folha entre os dedos parecendo desajeitada, e a deixou cair no
cho. E a pegou novamente. Ela agarrou um punhado de folhas molhadas, segurando-as,
cheirando-as. Ela olhou para Bonnie, e deixou as folhas se espalharem pro alto.
Por um momento, elas estavam ajoelhadas e olhando uma para outra numa distncia de
alguns metros. Em seguida, tremendo, Bonnie estendeu sua mo. Ela no conseguia
respirar. O sentimento foi crescendo e crescendo.
Elena ergueu sua mo em direo a Bonnie. Seus dedos a tocaram.
Dedos reais. No mundo real. Onde ambas estavam.
Bonnie deu uma espcie de grito e se atirou pra cima de Elena.
Em um minuto ela estava em um frenesi, com selvageria, desacreditando no encanto. E
Elena era slida. Ela estava molhada por causa da chuva e ela estava tremendo e as mos de
Bonnie no a atravessaram. Pedaos de folhas umedecidas e pisadas do cho estavam
pregados no cabelo de Elena.
"Voc est aqui", ela chorou. "Eu posso te tocar, Elena!"
Elena arfou de volta, "Eu posso te tocar, eu estou aqui!" Ela agarrou as folhas novamente.
"Posso tocar o cho!"
"Eu posso te ver tocando!" Elas poderiam ter ficado assim indefinidamente, mas Meredith
interrompeu. Ela estava a poucos passos de distncia, olhando, seus olhos escuros enormes,
seu rosto branco. Ela fez um som abafado.
"Meredith!" Elena virou-se para ela e jogou fora o punhado de folhas. Ela abriu seus
braos.
Meredith, que tinha sido capaz de cobrir o corpo de Elena quando encontrado no rio,
quando Elena tinha aparecido em sua janela como um vampiro,e quando Elena tinha
materializado na clareira como um anjo, ela apenas ficou l, tremendo. Ela parecia prestes a
desmaiar.
"Meredith, ela  slida! Voc pode toc-la! Viu?" Bonnie tocou Elena novamente
alegremente.
Meredith no se moveu. Ela sussurrou: " impossvel-"
" verdade! Viu?  verdade!" Bonnie estava ficando histrica. Ela sabia que estava, mas
ela no se importava. Se algum tinha o direito de ficar histrica era ela. " verdade, 
verdade", ela gritou. "Meredith, venha ver."
Meredith, que ficou olhando Elena por todo esse tempo, fez outro som abafado.
"Meredith!" Elena virou-se para ela e jogou fora o punhado de folhas. Ela abriu seus
braos.
Meredith, que tinha sido capaz de cobrir o corpo de Elena quando encontrado no rio,
quando Elena tinha aparecido em sua janela como um vampiro,e quando Elena tinha
materializado na clareira como um anjo, ela apenas ficou l, tremendo. Ela parecia prestes a
desmaiar.
"Meredith, ela  slida! Voc pode toc-la! Viu?" Bonnie tocou Elena novamente
alegremente.
Meredith no se moveu. Ela sussurrou: " impossvel-"
" verdade! Viu?  verdade!" Bonnie estava ficando histrica. Ela sabia que estava, mas
ela no se importava. Se algum tinha o direito de ficar histrica era ela. " verdade, 
verdade", ela gritou. "Meredith, venha ver."
Meredith, que ficou olhando Elena por todo esse tempo, fez outro som abafado. Ento, com
um movimento, ela se jogou sobre Elena. Ela a tocou, descobrindo que sua mo encontrava
resistncia na carnalidade dela. Ela olhou para o rosto de Elena. E ento ela explodiu em
lgrimas incontrolveis.
Ela chorou e chorou, com sua cabea nos ombros nus de Elena.
Bonnie abraou ambas, feliz.
"Vocs no acham melhor colocar alguma roupa nela?" disse uma voz, e Bonnie olhou at
ver Caroline tirando seu vestido. Caroline estava bastante calma, em seguida j estava
colocando seu polister bege , como se fizesse isso o tempo todo. No era imaginao,
Bonnie pensou novamente, mas sem malcia. Obviamente, havia momentos em que a
imaginao no era uma vantagem.
Meredith e Bonnie colocaram o vestido longo pela cabea de Elena. Ela parecia pequena
dentro dele, molhada e de alguma forma no natural, como se ela no fosse para no se
vestir mais. Mas era alguma proteo dos elementos, de qualquer forma.
Ento Elena sussurrou ", Stefan."
Ela se virou. Ele estava l, com Matt, Damon, um pouco alm delas. Ele estava apenas a
observando. Como se no s a sua respirao, mas a sua vida estava segura, esperando.
Elena se levantou e deu um passo cambaleante at ele, e depois outro e outro. Magra e
frgil dentro daquele vestido recm-emprestado, ela oscilou e foi at ele. Como a pequena
sereia aprendendo a usar as pernas, Bonnie pensou.
Ele a deixou caminhar quase todo o caminho, apenas a olhando, antes de correr para ela.
Eles acabaram em uma corrida, depois caram no cho juntos, braos fechados em torno de
si, se apertando o mais forte que podiam. Nenhum deles disse uma palavra.
Elena ps a cabea para trs para olhar Stefan, e ele colocou suas mos entre seu rosto,
apenas contemplando sua volta. Elena riu em voz alta de pura alegria, abrindo e fechando
seus dedos e olhando para eles em agrado e depois os enterrou no cabelo de Stefan. Ento
eles se beijaram.
Bonnie os assistiu, sentindo algo como uma alegria inebriante, em lgrimas. Sua garganta
doeu, mas suas lgrimas eram doces no era o salgado de lgrimas de dor, e ela ainda
estava sorrindo. Ela estava suja, ela estava encharcada,mas ela nunca se sentiu to feliz em
sua vida. Ela se sentia como quem queria danar e cantar e fazer todos os tipos de coisas
malucas.
Algum tempo depois Elena olhou sobre Stefan para todos, seu rosto quase to brilhante
como quando ela flutuou sobre clareira como se fosse um anjo. Brilhando como se fosse a
luz de uma estrela. Ningum nunca mais vai cham-la de Princesa do Gelo de novo, Bonnie
pensou.
"Meus amigos", disse Elena. Foi tudo que ela disse, mas era o bastante, soluou e estendeu
uma mo para eles. Eles estavam ao seu redor, e em um segundo, como se fosse um
enxame em cima dela, tentando abra-la todos de uma vez. At Caroline.
"Elena", Caroline disse: "Eu sinto muito ..."
"Isso  passado agora", disse Elena, e a abraou livremente como qualquer outra pessoa.
Ento ela segurou uma mo morena robusta e brevemente ela tocou a sua bochecha. "Matt",
disse ela, e ele sorriu para ela, com os olhos azuis piscina. Mas no com a raiva em v-la
nos braos de Stefan, Bonnie pensou. S agora o rosto de Matt expressou felicidade.
Uma sombra caiu sobre o pequeno grupo, vindo entre eles e o luar. Elena olhou para cima,
e levantou a sua mo novamente.
"Damon", disse ela.
 clara luz, o brilho de amor em seu rosto era irresistvel. Ou deveria ter sido irresistvel,
Bonnie pensou. Mas Damon parou perante eles, olhos negros profundos e insondveis
como sempre. Nenhuma das luzes de estrelas que brilhou em Elena se refletiu de volta nele.
Stefan olhou para ele com medo, com o brilho doloroso de Elena, o brilho dourado. Ento,
num olhar distante, ele segurou sua mo, resistindo.
Damon continuou olhando eles abaixo, duas mos abertas, assustado, oferecendo sua mo
em silncio. A oferta de ligao, calor, humanidade. Em seu rosto no havia nada, e ele
estava completamente imvel.
"Vamos, Damon, Matt disse suavemente. Bonnie olhou para ele rapidamente, e viu que os
seus olhos azuis eram intentos como se ele olhasse para a sombra do rosto de um caador.
Damon falou sem se mover. "Eu no sou como vocs."
"Voc no  to diferente de ns como voc pensa", disse Matt. "Veja", ele acrescentou,
uma estranha nota de desafio na voz dele ", eu sei que voc matou o Sr. Tanner em auto-
defesa, porque voc me contou. E eu sei que voc no veio aqui para Fells Church porque
Bonnie jogou um encanto em voc aqui, porque eu selecionei os cabelos e eu no cometi
nenhum erro. Voc  mais como ns do que quer admitir, Damon. A nica coisa que eu no
entendi  por que voc no foi a casa de Vickie para ajud-la ".
Damon assentiu, quase automaticamente, "Porque no fui convidado!"
Bonnie recordou. Ela do lado de fora da casa de Vickie, Damon do lado dela. A voz de
Stefan: Vickie, me convidou pra entrar mas o nico que no tinha sido convidado foi o
Damon.
"Mas como Klaus entrou, ento-?" ela comeou, seguindo seus prprios pensamentos.
"Aquele era trabalho de Tyler, tenho certeza", disse Damon elegantemente. "O que Klaus
fez em troca para Tyler era aprender como recuperar o seu patrimnio. E ele deve ter
convidado Klaus antes de ns comearmos a vigiar a casa, provavelmente antes de Stefan e
eu virmos para Fells Church. Klaus estava bem preparado. Naquela noite ele estava na
casa e a menina estava morta antes que eu soubesse o que estava acontecendo. "
"Por que voc no chamou Stefan?" Matt disse. No havia nenhuma acusao em sua voz.
Era uma pergunta simples.
"Porque no havia nada que ele pudesse ter feito! Eu sabia que era ele logo que eu vi. Um
ancio. O que Stefan podia ter feito l era ter morrido e a garota j tinha morrido, de
qualquer maneira."
Bonnie ouviu a frieza em sua voz, e quando Damon se virou para Stefan e Elena, seu rosto
tinha endurecido. Era como se alguma deciso tivesse sido feita.
"Como voc v, eu no sou como vocs", disse ele.
"No importa." Stefan ainda no tinha retirado sua mo. Nem Elena.
"E, s vezes, os caras bons ganham", disse Matt calmamente, animadoramente.
"Damon-" Bonnie comeou. Lentamente, quase relutantemente, ele se virou na direo
dela. Ela estava pensando no momento em que eles estavam ajoelhados sobre Stefan e ele
parecia to jovem. Era apenas Damon e Bonnie na borda do mundo.
Ela pensou, por apenas um instante, que ela havia visto estrelas em seus olhos negros. E ela
podia sentir neles uma comoo de sentimentos como saudade , confuso , medo e raiva
todos misturados. Mas depois tudo foi polido e seus escudos voltaram a proteger de novo e
os sentidos psquicos de Bonnie no lhe dizendo nada. E aqueles olhos negros eram
simplesmente opacos.
Ele se voltou para o casal no cho. Ento ele retirou o seu casaco e ficou por trs de Elena.
Ele colocou a jaqueta nos ombros de Elena, sem toc-la.
" uma noite fria", disse ele. os olhos de Stefan ficaram paralisados no momento em que
ele resolveu colocar a jaqueta preta ao redor dela.
E ento ele virou-se para andar na escurido entre os carvalhos. Em um instante, Bonnie
ouviu o bater de asas.
Stefan e Elena silenciosamente se deram as mos novamente, e Elena baixou a cabea
dourada no ombro de Stefan. Sobre o cabelo dela os olhos verdes de Stefan estavam
voltados para o canteiro da noite em que seu irmo tinha desaparecido.
Bonnie balanou a cabea, sentindo um n na garganta. Algo tocou seu brao e ela olhou
para Matt. Mesmo encharcado, ainda coberto de pedaos de musgo e samambaias, era uma
bela vista. Ela sorriu para ele, sentindo sua admirao e alegria voltar. Uma excitao
irritada lhe ocorreu quando ela pensou sobre o que tinha acontecido na noite passada.
Meredith e Caroline estavam sorrindo tambm, e num impulsivo Bonnie pegou as mos de
Matt e o girou como numa dana. No meio da clareira chutavam as folhas molhadas e riam.
Eles estavam vivos, e eram jovens, e isto foi o solstcio de vero.
"Voc queria todas ns juntas novamente!" Bonnie gritou para Caroline, e puxou a garota
escandalizada para a dana. Meredith, com a sua dignidade esquecida, se juntou a eles
tambm.
E por um longo tempo na clareira s havia alegria.


21 jun, 7:30
Solstcio de Vero
Querido Dirio,
Ah,  tudo muito difcil de explicar e voc no iria acreditar, de qualquer jeito. Eu vou
para a cama.




                                     FIM!!
                                                                   CRDITOS:
                                                 Comunidade Tradues de Livros:
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                                                                       Izabella Souto:
                  http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?uid=13748831298796070376
                                                                       Pris Coutinho:
            http://www.power.com/nav/powerkut/Profile.aspx?uid=6527944174643517276
                                                                         Juliana Dias:
                   http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?uid=2713339427589710285
                                                                      Fagner Colucci:
            http://www.power.com/nav/powerkut/Profile.aspx?uid=3703924152373392076
                                                                      Dulce e Messias:
           http://www.power.com/nav/powerkut/Profile.aspx?uid=17521390938013274327
